I Walk the Line é o titulo de uma das mais famosas canções de Johnny Cash.

Atribui-se a letra desta canção ao momento da vida de Johnny Cash quando a escreveu: recentemente casado, esperava-se a fidelidade, a responsabilidade e que resistisse às tentações…

A vida de Johnny Cash não foi bem assim, tendo muitas vezes escolhido outros caminhos. Mas a canção I Walk the Line manteve-se sempre como uma das suas marcas, podendo nós, numa interpretação livre do sentido, encontrar lugar para ela em toda a vida do artista. Por alguma razão I Walk the Line foi o nome dado ao (espetacular) filme que conta a vida de Johnny Cash.

I Walk the Line… E ela também…

Não é novidade que eu gosto de Johnny Cash e que este sempre esteve presente na cultura musical que tenho tentado passar à Patrícia

Patrícia Rebelo I Walk The Line

Ao ver esta fotografia, imediatamente me lembrei da canção. E tudo tem tanto sentido…

Quando ela disse “Podes publicar pai”, eu publiquei.

 

Nos idos anos 80 do século passado (e não vos passa pela cabeça o gozo que me dá escrever isto), já a série de televisão Galactica se mostrava ao mundo como algo de único, até na forma como nos mostrava o futuro, prevendo-o.

A cena:

Líder Imperial: Chama todos os raiders para defenderem a nave base…
Centurião: Todos os nossos raiders foram destruídos.
Líder imperial: Destruídos? Como? Nós atacámos de surpresa…
Centurião: Aparentemente, não foi uma surpresa tão grande como nós esperávamos que fosse…

Talvez umas das melhores saídas dos loucos anos 80…

Quem tiver interessado, pode comprar a série completa Battlestar Galactica [1978] na Amazon.

É verdade. Os Nazis estão de volta. E que melhor sitio para aparecerem (reaparecerem) do que Berlim? Será já no próximo dia 11 de Fevereiro que se apresenta no Festival Internacional de Cinema de Berlim, Berlinale, o filme Iron Sky, do realizador finlandês Timo Vuorensola.

A premissa: No final da Segunda Guerra Mundial, alguns cientistas Nazis conseguiram alcançar grandes avanços nas tecnologias anti-gravitacionais. A partir de uma base secreta na Antárctida lançaram uma nave que alcançou o lado negro da Lua onde desde então até ao ano de 2018, os cientistas e os seus descendentes estiveram a desenvolver uma frota espacial para voltar à Terra. E eles vão voltar!

Quão louco pode ser? Muito. De certeza.

Com vocês, Iron Sky Official Theatrical Trailer:

A frase «The World is sick. And we are the doctors!» é de uma genialidade brutal. Fica ainda um outro video, com o anuncio da apresentação do filme ao Mundo.

Efectivamente, parece-me que será mesmo isso. Poderia ter outro qualquer titulo. Posso eu estar muito enganado mas, de momento, é o que me parece ter sentido: Lana Del Rey. Born to Die.

Lana Del Rey by Chuck Grant Lana del Rey por Chuck Grant.

Conheci Lana Del Dey (a sua musica entenda-se) há uns tempos atrás, através de uma amiga dada a essas coisas da Filosofia e da alma e que, além de tudo o resto tem também um fantástico bom gosto musical. Como é seu costume, DJ Lady Bug enviou-me um tweet escrevendo algo do género «Ouve lá isto». Eu ouvi e o «isto» era o Video Games. Na altura ainda não se falava de Lana Del Rey, nem contra nem a favor… Ainda mal o mundo reparara nos lábios da jovem…

Gostei. Como não gostar? A musica corria em fundo (sim, que no trabalho, trabalha-se) e dava uma olhada de quando em quando ao videoclip (posso escrever teledisco?). é certo que à segunda já não fui capaz de ver o teledisco aos bocadinhos. Aquilo é para ser visto de fio a pavio. Indie? Tenho duvidas.

Perguntei à Susana se conhecia. Ela ouve muito mais musica nova do que eu. Nada. Lana Del Rey, ilustre desconhecida.

De repente a bolha estoura. Não se fala noutra coisa. A miúda é fantástica. «gangsta Nancy Sinatra» escrevem. Lana Del Rey vai ao Saturday Night Live e tem aquela que é imediatamente intitulada de «a pior performance de sempre no palco do SNL». Segue-se outra entrevista em que sai a meio perante uma pergunta difícil (eventualmente embaraçosa). A trama adensa-se. A opacificação da personagem é condição sine qua non para a imagem de femme fatale. Femme fatale do século XXI note-se. Bem mais nova, bem mais ingénua ou melhor, aparentando maior ingenuidade…

O tão esperado CD chega ao mercado. Born to Die. Há por ai quem diga (leia-se quase tudo quanto é critico) que é mesmo essa a intenção. Nascer para morrer. Produto quase instantâneo, de duração muito inferior a qualquer pudim Mandarim. Nascer para morrer. Passar ao lado do campo da memória, enchendo os bolsos a uns quantos. Há por ai quem diga que é mesmo essa a intenção.

Chega outro teledisco: Born to Die. E pronto. Estoura a bolha outra vez. Desta feita, a minha e não a dos críticos. Se Video Games já me cheirava a Lynch (fui de Blue Velvet a Twin Peaks, passando pela casa de partida e recordando Julee Cruise como bónus), Born to Die veio lembrar-me de que a humanidade se encontra num movimento cíclico e que o perímetro do mesmo é cada vez mais pequeno. Lynch all over again, que por sua vez foi a Oz (e talvez nunca mais tenha voltado, enviando de lá a uma série de duendes, ou anões, instruções para continuar a sua obra) e nunca deixou de piscar o olho a Dali.

Em Born to Die Lana diz-nos a certa altura que «Sometimes love is not enough». Ela está certa. Este disco precisa de um pouco mais. Só amor não chega. Diz-nos que «The road is long». E pronto. Chegámos. A estrada. Lana Del Rey não é uma Laura Dern e na estrada de Born to Die faltam os tijolos dourados que Lynch lá deixou…

«Come and take a walk on the wild side» parece ser um convite a recusar quando nos é feito tão além. Ninguém refere o «Wild Side» sem um sorriso, nem que matreiro, nos lábios. Ou até um sorriso à Joker. Tem lábios para isso a miúda.

Até os tigres lá estão. Num sonho em que a abelha, abandonando a romã, talvez tenha picado a jovem Lana levando esta a decidir manter uma pose de quem não acordou. Se não acordou é porque a abelha não lhe picou e os tigres podem continuar ali, mesmo ao lado, quase a dormir, com ela. Só Lynch levaria os tigres do Dali a dar tal reviravolta.

«Don’t make me sad, don’t make me cry» diz ela com uma voz entre o cigarro e o caramelo. «Let’s go get high». Já tínhamos percebido.

p.s. E nem vamos falar de Blue Jeans onde a coisa vai mais pela onda do «I will love you till the end of time/ I would wait a million years»…

Geeks are sexy. Não há volta a dar. Toda a gente sabe disso. E não é de hoje. Geeks are sexy e ponto final.

Nos idos anos 70 do século passado também já se sabia mas infelizmente, a noção de sexy não era bem a mesma que existe hoje e como tal, deu origem a uma série de mal entendidos que ainda hoje fazem sentir os seus efeitos. Ray-Ban Wayfarer alguém? Mas disso poderemos falar numa outra ocasião. O tema hoje é Geeks are sexy. E é meu intuito deixar-vos aqui uma prova intemporal disso.

Sarah Brightman. Sabem quem é? Pois. É geek. Dúvidas? Repo! The Genetic Opera. Conhecem? “Ah e tal, mesmo assim, não me convences…”.

Com vocês, uma obra prima da geekice: I Lost My Heart to a Starship Trooper

Atentai pois na letra desta canção e digam de vossa justiça:

Arcaida

X-ray X-ray delta niner niner zero
This is Starfleet Control
You are clear to go hyper space
Acknowledge

Speaker 2:
Affirmative, Star Comm
We have situation gold

Speaker 1:
Niner niner zero, roger
You’re looking good for trans-light

I lost my heart to a starship trooper
I lost my heart to a starship trooper, oh

Hey, Captain Strange, won’t you be my lover
You’re the best thing that I’ve ever discovered
Flash Gordon’s left me, he’s gone to the stars
An evil Darth Vader has me banished to Mars

Tell me, Captain Strange, do you feel my devotion
Or are you like a droid, devoid of emotion
Encounters one and two are not enough for me
What my body needs is close encounter three

I lost my heart to a starship trooper
Flashing lights in hyper space
Fighting for the Federation
Hand in hand we’ll conquer space

Listen, Captain Strange, what’s our destination
The scanners seem to indicate a small deviation
Static on the comm – it’s Starfleet Command
Requesting your position, it’s their final demand

You’re intentions are known, they’ve found out at last
So if you’re gonna take me, please make it fast
Touch me, feel me, do what you will
I want to feel that galatic thrill

I lost my heart to a starship trooper
Flashing lights in hyper space
Fighting for the Federation
Hand in hand we’ll conquer space

Speaker 1:
Niner niner zero
This is Star Comm
We got a problem
On your vector
Request status check
Over

Oh, baby

Speaker 3:
Arcadia
This is Strategy Control
You have course devation
At five mark six
Acknowledge

I love you

(Speaker 1:
Arcaida
We show condition red
Confirm)

Love me

(Speaker 3:
What’s going on out there)

Oh I lost my heart to a starship trooper
Flashing lights in hyper space
Fighting for the Federation
Hand in hand we’ll conquer space

I lost my heart to a starship trooper
Flashing lights in hyper space
Fighting for the Federation
Hand in hand we’ll conquer space

(Speaker 1, while Sarah sings
Niner niner zero
This is Star Comm
Be advised
You have serious vector deviation
I repeat: serious vector deviation

Niner niner zero
This is Star Comm

Arcadia
Niner niner zero
Do you copy

This is Starfleet Control
To all ships in sector five
Be advided
Arcadia
Niner niner zero
Is off course
All ships squawk ident

Uma nota final: Aquela referência textual no canto superior direito do video (Top 50 Worst Videos) deve ser o chamado efeito fantasma da imagem. Talvez fosse do teledisco projectado anteriormente…