Quem passou pelas aulas que dei em torno dos Social Media e da Cultura Digital em geral, recorda-se certamente da imagem abaixo e da forma como a apresentei: Apocalipse.

Apocalipse, Caos, versão Pedro Rebelo. E depois morremos.

Relacionado com ela, sempre disse que este Caos em que nos encontramos (necessário para dar à luz uma estrela que dance, já dizia o velho Zarathustra) não é obrigatoriamente mau. Ele existe, é um facto. Saber que este Caos existe, saber o mais que pudermos sobre ele, são mais valias.

Vem isto a propósito da vida que levamos, das famílias, dos trabalhos e em última análise, dos aniversários dos amigos.

Em dias como o de hoje, diacho, em anos como este, recordo amiúde as sábias palavras de David Byrne em Road to Nowhere:

Well we know where we’re going
But we don’t know where we’ve been
And we know what we’re knowing
But we can’t say what we’ve seen
And we’re not little children
And we know what we want
And the future is certain
Give us time to work it out

Disse o autor na altura do lançamento do disco Little Creatures: “Queria escrever uma canção que apresentasse uma versão resignada, até alegre, do nosso destino, da nossa morte, do Apocalipse.”. E é isso mesmo. Estamos cá, vivemos e depois morremos.

É só estúpido não aproveitar o tempo com um sorriso nos lábios, com palavras e gestos de amor para quem amamos, num constante desejo de que, quando partirmos, os que cá fiquem possam seguir esse caminho e fazerem por ser ainda mais felizes. É só estúpido, porque depois, morremos.

“O meu nome é Toby Ziegler e eu sou Director de Comunicação da Casa Branca…”

Era mesmo só isto que eu vos queria dizer. O filme não existe mas o Steve Holmes editou um trailer e foi o suficiente para me levar a escrever “Era mesmo só isto…”.

Se servir de razão para que vejam ou revejam The West Wing (e há muito boa gente que devia ver, de fio a pavio), já me dou por satisfeito.

Nighthawks é um dos meus quadros favoritos. Junte-se-lhe Cristo de San Juan de la Cruz (de Salvador Dali) e Ophelia (de Sir John Everett Millais) e teremos uma parede à beira da perfeição.

Nighthawks de Edward Hopper

Já não é a primeira vez que me refiro a esta obra de Edward Hopper aqui no browserd.com (e estou certo de que esta não será a última) mas pareceu-me uma boa ideia deixar aqui uma nova nota, dando a conhecer o pequeno filme de Evan Puschak, onde o já famoso Youtuber apresenta um curto (são 7 minutos) ensaio sobre Nighthawks, desconstruindo-o, tornando claros (ou pelo menos descortinando um pouco) os tópicos a que Nighthawks quase subliminarmente alude, como seja a solidão, a contemplação ou o voyeurismo

Evan Puschak estudou produção cinematográfica na Universidade de Boston e é com mestria que produz e publica regularmente como Nerdwriter filmes sobre os mais variados tópicos, sempre de alguma forma mostrando a sua visão do mundo enquanto espaço filosófico, politico e artístico.

Enquadrado na série de pequenos ensaios a que Evan Puschak resolveu chamar de Understanding Art (nos quais se dedica especificamente à analise mais profunda de algumas obras culturalmente relevantes, dos mais variados géneros), Hopper’s Nighthawks: Look Through The Window foca-se em pequenos detalhes do quadro contextualizando-os com a realidade social de Hopper permitindo-nos assim uma leitura mais esclarecida da obra.

E vocês? Qual o vosso quadro favorito?

Hiroxima, (meu amor)… Sim, passei só para vos dizer isto. Há dias assim, em que ao sair de casa é com isto que se cruzam.

No final de 1982 eu ainda não estaria muito voltado aos hits da pop-rock ou mais precisamente, da synth-pop, mas já contava com a minha dose, mais do que a recomendada, de horas frente à televisão e de ouvido junto ao radio. Hiroxima, (meu amor) estava presente certamente mas continuaria a estar durante longos anos. A verdade seja dita, ainda está.

Hiroxima meu amor Da Vinci

Quando ao ouvir as primeiras notas recordas livros, filmes, peças de teatro, cigarros fumados atrás do pavilhão… Deixem lá isso, da conversa sobre a profundidade da coisa, do significado… A profundidade é medida pelas memórias que traz e o significado constrói-se nessa proximidade.

Podia ser outra qualquer música. Quem me conhece sabe bem o quanto pontuam a minha vida mil músicas diferentes, os momentos que vou registando ao som desta ou daquela voz, desta ou daquela batida. Hiroxima, (meu amor) marcará sem duvida alguns desses momentos.

Hiroxima, (meu amor) é, como tantas outras músicas, mais uma que recordo e me faz recordar.

Que diacho, não vos parecerá assim tão estranho. Os Da Vinci eram um duo e os Eurythmics também… Sintetizadores? Também os Orchestral Manoeuvres in the Dark ou os Soft Cell. Eventualmente teria escrito algo na minha viagem matinal se esta começasse comigo a ouvir Sweet Dreams, Enola Gay ou Tainted Love

Está lançada a discussão.

Star Wars, o novo filme. Não se fala noutra coisa. Star Wars, o Episódio VII, isto e aquilo… Dos jornais às revistas passando por tudo quanto é site. Das campanhas de supermercado às padarias de bairro, não há montra que não tenha uma referência ao novo filme da Disney… Bem, podemos dizer isto não podemos? Que Star Wars é o filme de Natal da Disney deste ano?

E o Darth Vader? Será substituído no imaginário? O R2-D2 deixa de ser “a coisa mais fofa”? O Chewbacca não envelhece? Qual será o segredo? Calcitrin como a Simone de Oliveira ou o Cogumelo do Tempo como o Roberto Leal?

Ok. Eu até gosto dos filmes mas, como penso que já o referi por aqui, acho que Star Wars é bom entretenimento e Star Trek é boa ficção cientifica… Enfim, há espaço para todos, há lugar para ambos os universos. Aliás, é bom que haja pois em termos de universos, a história criada pelo George Lucas parece precisar de vários só para ela… Tentei fazer um apanhado mas… Alguém algum dia escreverá um Ultimate e pronto, facilitará a coisa.

Star Wars, a minha homenagem

O que começa a não haver é paciência para tanta coisa Star Wars… Deusas, já são BB-8’s a mais. E quem diz BB-8’s diz… Stormtroopers… São tantos. São cada vez mais. E não tarda querem os tratemos pelo nome. Um destes dias (talvez no episódio XII ou XIII) vamos descobrir que afinal os Stormtroopers até possuem nome de família

Vai ser difícil de gerir com tantos Scout troopers, Sniper troopers, Sandtroopers, Shadow Troopers, Seatroopers, Spacetroopers, Shock Troopers, Imperial Heavy Troopers, Imperial riot troopers, Heavy Weapons Stormtroopers, Jump troopers, Flametroopers…

Ainda assim, não resisti e pronto, cá está, a minha singela homenagem ao filme mais esperado do ano:

E vocês? Prontos para a grande estreia?