The Cranberries. Campo Pequeno. Lisboa.

March 11, 2010 – 11:21

“You’re the best audience in Europe so far!”. Dolores O’Riordan sabe bem o amor que o publico português lhe tem e sabe também, como nutrir esse mesmo amor. Ainda bem.

Que outra forma há de o dizer? Os The Cranberries voltaram a Portugal e antes de partirem prometeram voltar. E em breve. Porque não? O Campo Pequeno estava completamente lotado. Os anos 90 voltavam à ribalta mas ali, a encantar dos 8 aos 80 (ou pelo menos aos 60 a considerar o casal que se encontrava ao nosso lado na bancada).

Da calmaria sonhadora e quase inocente de “Ode to my family” ao som poderoso de “Salvation”, passando por “Analyse” e “Linger”, levando a audiência ao estado que só as grandes bandas levam (que diabos, da Irlanda, mais famosos só os U2) com a mensagem de “Zombie”, toda a banda contribuiu para este grande espectáculo. Dolores porém, aos 38 anos, corpo franzino de teenager rebelde, é uma criatura de palco, que se diverte como poucos em cima do palco e dá o mote para que todos os músicos vibrem com cada nota. Ela salta, pula, dança, desengonça-se por completo…

Acredito seriamente na admiração expressada, pelo quão próximo, quão intimo, o publico português é da banda. Dolores, que passa hora e meia junto a quem pula frente ao palco, não precisa pedir que cantem por ela. O publico quer cantar. Não há refrão em que assim não seja. Das mais conhecidas até aos leves toques à sua carreira a solo (ainda que aqui, nitidamente, menos popular).

Diz a Susana que, Dolores O’Riordan, ela sim, é como o Vinho do Porto, está a refinar com a idade. Estes anos que se passaram agora (terão estado a decantar?), só lhes fizeram bem.

Uma ultima nota para a banda de abertura. Os Outside Royalty, tiveram a boa postura de uma banda de futuro. A postura e o som que me deixou com vontade de os conhecer melhor. Ouça-se a versão de “Eleanor Rigby” que eles tocam e logo se percebe porquê.

Resumindo, uma grande noite.

Leituras na manhã de Sábado: DMZ

March 6, 2010 – 11:50



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Saturday morning readings: DMZ

I love it when a plan comes together! The A-Team comics

March 4, 2010 – 08:29

O meu mais recente regresso ao mundo dos comics (sim, que de quando em quando passo um tempo sem lhes pôr os olhos em cima), iniciado desta feita, com as leituras da manhã de sábado, levou-me novamente à BDMania, à MongorHead e à Kingpin Books… Compras feitas há ainda que fazer uma pequena pesquisa, revisitar os sites das editoras, saber o que há de novo. Entre muitas coisas, a novidade que me salta à vista: A-Team!

The A-Team Comics

Já sabia de The A-Team, o filme a estrear, onde o mais famoso esquadrão (referência clara ao Esquadrão Classe A para enquadramento dos mais novos) do Vietname volta ao ecrã para nos animar (e sobre isso escreverei mais tarde) mas não fazia ideia de que voltariam também pela 9ª arte.

É verdade. Pelas mãos da IDW Publishing chega-nos em breve The A-Team Shotgun Wedding, uma história em 4 fascículos e The A-Team War Stories, mais 4 fascículos sendo cada um destes últimos dedicado a um dos personagens.

É já este mês de Março!.

E a questão do tempo. Outra vez…

February 27, 2010 – 13:12

Há quantos dias não escrevo por aqui (pergunta retórica, eu sei a resposta)? Uma carrada deles. Eu sei, eu sei… A desculpa de sempre já é batida, já toda a gente a leu e de quanto em vez, lá volta ela outra vez: falta de tempo. Diacho. É mesmo falta de tempo. O dia já não chega. Não para tanta coisa. Dou-vos um exemplo: Estou a escrever este texto no banco traseiro de um táxi, saído do trabalho e, a caminho do trabalho. E já passa das sete da noite.

Há quem me diga que não é possível, que se arranjam sempre uns minutinhos, sei lá, menos uma qualquer série no final da noite de Domingo. Sim, é verdade. Uns minutinhos arranjam-se mas para aqui escrever, uns minutinhos não chegam (diz o senhor na rádio que o trânsito está muito lento no sentido Cascais-Lisboa. Dá-lhe um novo sentido. Ao lento. É parado.). Quer dizer, chegam, se eu aqui escrever coisas como “Não tenho tempo.” e pouco mais. E se deixar de ver a tal série ao final da noite de Domingo, então quando a vejo? E acreditem, é importante que a veja. Seja que série for.

Esta aventura universitária que resolvi abraçar tem vindo a causar algumas alterações no meu dia-a-dia. Umas mais visíveis, outras menos mas, em geral, todas elas bastante impactantes.

As leituras mudaram. Ainda anseio por uma boa ficção mas tenho tantas outras coisas por ler, e pior (ou melhor), coisas pelas quais me apaixono fazendo muitas vezes com que as leia muito para além da obrigação. Deixei de usar um Moleskine e passei a usar 3 ou 4 (ou mais, ainda não sei bem). Viciei-me no uso da agenda do telemóvel e até já uso a do Outlook (Deusas, até já as sincronizo). Tenho mais flash drives mas já só uso uma para o meu dia a dia… Raios, até os meus downloads (deixem lá o carácter mais ou menos legal da coisa) mudaram. Quem me diria a mim que estaria ansioso por terminar o download de uma cowboiada com mais de 70 anos?

Mas os meus horários também mudaram e, ao contrário do que alguns possam pensar, agora durmo mais. Acordo mais cedo mas deito-me mais cedo. Ou melhor, deixo-me dormir mais cedo, caído para o lado no sofá da sala, normalmente entre um netbook e um molho de fotocópias… As refeições mudaram. #Twittnom (almoço marcado via Twitter, num género de flash mob) todas as semanas? Duas vezes por semana? Consigo sentar-me a uma mesa de almoço, decente, com sorte uma vez por semana, a correr, entre uma reunião e outra, muitas vezes entre Lisboa e o deserto… A minha vida social/digital mudou. Tenho estado menos presente no Twitter, menos activo no Facebook, quase ausente do Flickr e o browserd.com, bom, é o que se vê…

Não venho aqui com conversas de “a ver vamos se agora é que é”. Vocês, que me conhecem, que me lêem, sabem que sim, que estou sempre por cá, que de repente sem mais quê nem porquê, vos escrevo, me escrevo, todos os dias. Que acordo cheio de ganas, com bons dias e com musica, que pulo para o #jogodometro e vos deixo a pensar (escrever sonhar podia ferir susceptibilidades), que vos convoco para almoço ou que grito a todas as portas anunciando o dia de Santa Guinness (referência subtil ao Twittlis que se irá realizar novamente já na próxima Quarta-feira).

Estamos então entendidos? Isto não está fechado. Nem tão pouco de férias ou adormecido. Falta tempo. Só isso.

Nota: Entretanto já não estou no táxi. Aliás, já cheguei, jantei, dormi, sai de casa, voltei e acabei o post. Ontem… Já não houve tempo.

Leituras na manhã de Sábado: Y The Last Man

February 27, 2010 – 11:23



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Readings by the pool on a Saturday morning: Y, The Last Man