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A Dança do Ventre…

Há uns dias escrevi aqui sobre a nossa visita ao Lisboa Souk, o “Mercado Árabe” que se realizou no Castelo de São Jorge. Na altura referi o desapontamento que foi mas também referi a parte boa, a exibição de umas jovens dançarinas que durante alguns minutos encantaram os visitantes do Castelo com um espectáculo de Dança do Ventre.

Fica aqui o registo em video de uma das suas exibições:

Querem mais? Com um bocadinho de sorte ainda tenho mais um video… A ver se o encontro…

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A Sony Bloggie foi ver Lisboa na Rua

E eis senão quando, num final de tarde de Agosto, saídos dos trabalhos, nos dirigimos ao jardim da Quinta das Conchas, no Lumiar, para ouvir a Reunion Big Jazz Band. Sim, Jazz, final de tarde, Agosto, jardim… E ainda dizem por ai que não há que fazer em Lisboa no mês de Agosto… Não haverá eventualmente, muitas festas brancas, e festas cor-de-rosa, cor-de-burro-quando-foge… Adiante…

nota: Pode (e deve) ser visto em HD.

Muito bom. Cerca de uma hora de Charles Mingus, Pat Metheny e até tivemos direito a uma composição original de um dos membros da banda (ou pelo menos, que ontem tocava com a banda), Johannes Krieger.

Um bom espaço, confortável q.b. (ok, as cadeiras podiam ser mais mas, é de graça que raio…), bom som… E mais uma vez, esperava ver por lá mais gente (ainda que o as cadeiras do recinto estivessem todas ocupadas).

Este espectáculo integrou o programa Lisboa na Rua / Com’Out Lisbon, que irá decorrer entre 12 de Agosto e 13 de Setembro, sempre de Quinta-feira a Domingo, entre o final da tarde e a noite. Entre cinema ao ar livre, dança, teatro e música, há de tudo um pouco.

A iniciativa é, ao que me parece, promovida pela EGEAC, Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural mas, infelizmente, o site da mesma está a pedir-me password para lá aceder… Estará a pedir password a toda a gente ou é mesmo só a mim? Mau… Eles não me conhecem de lado nenhum…

Bem, ainda assim, no site da CML (Câmara Municipal de Lisboa) pode encontrar-se (não é fácil porém) o programa completo… Divirtam-se.

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A Sony Bloggie foi ao Festival dos Oceanos…

… e desta feita, ali nos Paços do Concelho.

Portou-se bem para uma coisa tão pequenina… Foi pena aquilo por lá estás tão vazio. 22h00 e se por lá estavam 5 ou 6 pessoas, era muito. Dizia a jovem que lá estava, encarregue de orientar a «animação», que aquilo em dias de concerto tem mais gente mas nos outros dia, está assim…

Um quiosque a servir umas bebidas frescas ajudava. Está lá um, da Sagres, mas só abre em dia de concerto… É à portuguesa pois claro… «Não há gente, não abro a porta. Que me interessa a mim que,  se abrisse a porta, haveria gente? Não há não há. Mais perdem…».

Certo. Não se esqueçam. Os turistas aparecem e desaparecem. Os lisboetas vão ficando… Só por isto, não bebo Sagres.


nota: Dá para ver (aliás, devem ver) em HD.

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Era uma vez um jardim em Lisboa…

… a que chamavam Gulbenkian. Era um grande jardim, no meio da cidade. Uma mancha verde de quase 9 hectares… Não havia quem não gostasse daquele jardim. Do nascer ao pôr-do-Sol, o tal jardim Gulbenkian estava ali para os Lisboetas… E para os outros também…

Havia quem lá fosse só para passear, outros para descansar, estudar, namorar… E se namoravam… Umas vezes com as namoradas, outras vezes nem por isso… Enfim. Era um grande jardim esse tal jardim Gulbenkian.

Como em todos os jardins, ainda que mais nuns do que noutros, respirava-se lá no tal jardim Gulbenkian, um cheirinho de Liberdade… E que bem cheirava a Liberdade.

Precisamente por cheirar a Liberdade, por lá, de quando em vez, também se cheiravam outras coisas… Um cigarrito aqui, outro cigarrito ali, passa um cachimbo, uma ou outra coisa menos bem enrolada, enfim, havia por lá de tudo… E bons cigarros que por lá fumei… Deitado na relva, a olhar para o céu.

Assim era o tal jardim Gulbenkian. Era…

Hoje é engraçado à mesma. Uma paisagem diferente, exemplar. Há até quem a visite vindo de longe só para ver “a grande mancha amarela”… E que giro é ver os putos, aos pulos e cambalhotas, divertindo-se por lá… A maleabilidade e elasticidade do acetato de celulose… Não fossem os tubos das mal engendradas máscaras de oxigénio, que de quando em vez se enrolam em volta do pescoço, aquilo era só galhofa. Bem, imaginamos, que as ditas máscaras também não deixam passar o som cá para fora. Mas deve ser de certeza…

E pensar que tudo isto, toda esta modernidade, resultou de um gesto tão simples, de uma pessoa tão simples… Ela, que deitada na relva, desfrutando do sossego, da serenidade de uma tarde de Verão, lia com calma e fumava o seu cigarro. Os seus cigarros…

Jardim Gulbenkian futuro Jardim da Beata

De quando em vez, quando o calor da combustão lenta lhe chegava aos dedos, lá se virava com custo, e se levantava do seu encosto, para num acto ecológico apagar o cigarro  na rocha mais próxima. Quantas folhinhas de relva pouparia ela naquele acto?

Logo depois, sem mais quê nem para quê, a paixão do momento morria, lançada ao chão, num gesto irreflectido que, neste nosso futuro, afinal nem tão distante assim, dava origem ao nosso novo jardim, o jardim da beata…

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Doidos, varridos, às 4 da manhã

E eis que sem mais nem porquê, uma mão cheia e mais alguns indivíduos, casados, pais de família (ok, nem todos mas fica bem na sinopse) saíram de suas casas a meio da noite (tipo 2h30m da manhã), partilhando boleias e deixaram a cidade rumo à beira mar.

Juntos ao chegar, rapidamente se carregam os estaminés, uns às costas e outros debaixo do braço, cena d’homens que a vida não é facil. Pede-se silêncio ou pelo menos pouco barulho. Adiante.

4 horas da manhã. Rua acima, rua abaixo já se sabe onde ir. A coisa desce à praia que a luz inspira e o mar está sereno. Foge que ainda te molhas rapaz. E não te esqueças de sacudir a areia da bainha…

Mais uma rodada que é bom termo entre irmandades. Roda o palco mantém os actores que não é fácil de os arranjar tão bons. A baía é já ali e antes da hora acabar mais uma salva…

Andar, andar que se faz tarde. A caminho da encruzilhada, onde haveriam de desacelerar os incautos com medo das máquinas que no escuro não se deixam reconhecer, o ponto alto da noite. Qual Lynch, qual Copolla.

Pela primeira vez sem álcool (goelas havia que já o beberiam assim houvesse) e o resultado está à vista. Um Darth Vader esquizofrénico, um Chewbacca envergonhado (até ter solto a franga) e uma relação familiar desconhecida. Fez-se história. Ainda que não aconselhável a menores, ficará nos anais (sem piada por favor) da geekalhada…

Vá-se agora explicar a graça a cônjuges ou amigos que só gostam de futebol…

Fica então para vossa critica, ainda que daqui nada tenham percebido. Muito haveria a dizer, desde a razão (inspirada, internacional) ao sentimento (viva a galhofa que a caça ao riso fica para outras distopias) mas não vale a pena. São só doidos, varridos, às 4 da manhã.

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