“Ah e tal, isso dos makers… Uma cambada de nerds e geeks (notem a distinção), de óculos na ponta do nariz com a cabeça enfiada nos computadores e nas caixas das ferramentas…”

Sim, eu ouvi isto. E já não é mau de todo pois a pessoa em questão já tinha ouvido falar de makers coisa que nem sempre acontece quando se fala desta comunidade de pessoas que se dedica à ideia do faça você mesmo.

Evento de makers ou “jolas” e bikinis?

Na aproximação do grande evento da comunidade maker em Portugal, a Lisbon Maker Faire 2015, levanta-se a questão: porque raio haveria alguém de trocar um belo dia de praia, sol, “jolas” e bikinis pela possibilidade de estar com uma série de Professores Pardal, a falar de impressoras 3D, boards Arduino e Raspberry Pi’s?

É certo que a comunidade maker nem sempre se promove da forma mais eficaz. Talvez se comunicar mais para além do seu próprio universo, talvez se mostrar mais da aplicação prática das ideias no mundo do comum dos mortais, a ideia generalizada sobre quem são os makers possa mudar.

Haverá certamente muitas formas de o fazer mas, considerando que é um dos trending topics do dia (pelo menos em determinadas comunidades – Reddit, o mundo está de olhos em ti) e, aproveitando a observação que serve de mote a este tópico, pensei em esclarecer, de forma adequada, o cavalheiro que a fez e todos os outros quantos possam ter a mesma dúvida.

Makers SexyCyborg Saia com luz

Makers SexyCyborg Saltos Altos com luz

Depois de projectos como a mini-saia com luz interior ou os sapatos de salto alto luminosos, a maker chinesa que dá pelo nome de SexyCyborg apresenta o seu mais recente projecto: Wu Ying Shoes.

Makers SexyCyborg Cybersecurity Wu Ying Shoes

Sim, sapatos outra vez. E impressoras 3D também. Mas desta vez, SexyCyborg vai mais além e dá uma lição sobre ciber-segurança, fala-nos de social engineering e de USB keystroke recorders…

makers sexy cyborg Wu Ying Shoes 1

makers sexy cyborg Wu Ying Shoes 2

O projecto detalhado da maker SexyCyborg está apresentado aqui com mais alguns detalhes aqui. Ainda assim, e sabendo que eventualmente pode haver quem não esteja interessado em ler mais, deixo desde já aqui algumas dicas dadas pela própria SexyCyborg:

Lembrem-se senhoras – se estão a pensar em tornarem-se makers, aprender a escrever código ou fazer hardware – se uma rapariga como eu consegue, quão difícil será?

… e sim, são falsas.

Agora a pergunta que se impõe: quem vai visitar a Lisbon Maker Faire 2015?

p.s. Obrigado João Neves, pela referência.

O meu amigo Luis Correia publicou um artigo no seu blog intitulado “O questionário do Pedro“, onde se refere ao questionário “Sobre os valores que se atribuem à imagem fotográfica no Instagram” que criei e divulguei de forma a obter alguns dados que me ajudem a justificar determinadas opiniões num artigo académico que estou a preparar.

O questionário em questão tem algumas falhas. Algumas mais graves (como me referiu o António da Veiga Teixeira, o facto de levantar juízos logo na apresentação do questionário) e outras menos graves (como o facto de não questionar idade ou género) mas que assumi como de menor relevância para o estudo em questão.

Aparentemente, foi uma boa ideia esta de fazer um questionário e divulgar o mesmo pelas redes sociais uma vez que, ao fim de uma hora, contava já com cerca de 60 respostas e, no final do dia este valor tinha quase triplicado. Aparentemente, ninguém (menos o Luis) se incomodou com o teor das questões ou com o objectivo das mesmas. Pelo menos, não o suficiente para deixarem de responder.

Quando partilhei o respectivo questionário num determinado grupo de amigos, o Luis insurgiu-se de imediato. Não responderia ao meu questionário pois eu obrigava a que ele escolhesse entre adquirir uma fotografia do Instagram (um ficheiro digital) ou uma impressão dessa mesma fotografia. A questão a que o Luis se referia é esta:

A ultima pergunta do questionário do Pedro Rebelo sobre o Instagram
Podem aceder ao questionário completo aqui: http://goo.gl/forms/SNoP7r9xjh

Para o Luis, esta questão não tinha qualquer sentido. Eu deveria ter dado a possibilidade de responder “Nenhuma”.

Vamos por partes. Eu não tinha qualquer interesse em que me respondessem outra coisa que não uma das duas hipóteses apresentadas. Num estudo sobre se os consumidores preferem o Facebook ou o Twitter, não tem qualquer sentido colocar a hipótese Instagram. O estudo pretende saber a preferência entre Facebook e Twitter. Da mesma forma, num estudo em que se pretende saber qual será a preferencia dos utilizadores entre a impressão de uma fotografia e essa fotografia num ficheiro digital, não tem sentido colocar qualquer outra hipótese.

Por mim, eu deixaria ficar o assunto assim. Ainda que o Luis ficasse na dele, eu ficava na minha e, considerando que o inquérito, tal como estava, respondia à necessidade, ficava bem.

Mas eis que a coisa se complica, que a trama se adensa. Não satisfeito, na conversa que mantínhamos, o Luis justifica o seu argumento com a questão “Porque haveria eu de pagar por uma coisa que é pública?”.

Explicações dadas sobre o facto de haver uma grande diferença entre direito de exibição e propriedade, por mim, uma vez mais, a coisa ficaria por ai. Uma fotografia colocada no Instagram não passa automaticamente ao domínio publico. Uma fotografia colocada no Instagram tem um autor e esse autor tem direitos sobre ela (independentemente dos direitos que passa à rede social em que a publicou).

Uma vez mais, o Luis não fica satisfeito e, desta feita em hasta “mais” publica (que o forum em que o tal grupo de amigos se reune é privado), publica o seu post, onde começa por referir que o primeiro problema do meu questionário é “alguém achar que uma foto no Instagram terá qualquer valor para além de aparecer num ecran minúsculo ou numa página web.“.

Ora bem, eu penso ter sido claro quando referi no cabeçalho do questionário:

com este pequeno questionário pretendo ter uma visão mais concreta da utilização que se faz da rede social online Instagram e também do valor (se é que algum) que os utilizadores da rede atribuem às imagens fotográficas que nela visualizam e ou publicam.

Começando por aqui, há que notar que o termo valor não pode ser entendido única e exclusivamente como um valor pecuniário. Pensava eu que esse tema já tinha ficado bem esclarecido anteriormente, quando escrevi sobre a questão dos argumentos de valor da Fuji, que se não me engano, o Luis também leu.

E mesmo que de dinheiro se tratasse, a questão de uma fotografia publicada online não deve ser tratada com tamanha leviandade. Como referi anteriormente no post sobre os direitos de autor no Facebook, os direitos de autor continuam a existir após a publicação de um conteúdo online e com eles, um valor intrínseco dos conteúdos publicados que pode, se assim for desejado pelo autor ou por quem lhe queira atribuir valor, ser expresso em dinheiro.

Refere o Luis no seu post que uma fotografia do Instagram foi vendida por 90,000 dólares e que, pensava ele, “otários eram só noutros lados”. Mas o Luis está enganado. O que foi vendido por 90,000 dólares foi a obra (sendo que se de arte se trata ou não é outra discussão) de Richard Prince, baseada numa fotografia do Instagram.

Pedro Rebelo DoeDeere Instagram Photos
Imagens da autoria da DoeDeere, a ver em https://instagram.com/doedeere/

Ainda que o termo “baseada” se limite à impressão em grande dimensão da fotografia original e alguns comentários, esta obra “baseada” é por si, uma obra original.

Toda a polémica que desde a inauguração da exposição de Richard Prince em Nova Iorque se levantou, tem por base os tais valores que o Luis acredita não existirem.

Como poderão imaginar, teremos aqui muito por onde falar, discutir… E o meu questionário, assim como o artigo que espero escrever, vem precisamente no sentido de dinamizar essa discussão.

Mas aparentemente, o problema do Luis era ainda outro:

O Pedro está a forçar-nos a ter que responder a uma questão, quer nós concordemos em “comprar uma foto no Instagram” ou não.

Ora bem, não só não forço ninguém (diacho, só responde ao questionário quem quer) como a minha questão não é de todo se compram fotografias no Instagram ou não. Volto a repetir, caso alguém não tenha ainda percebido, o que desde já afirmo, tenho dúvidas:

Se pelo mesmo valor pudesse adquirir uma fotografia do Instagram (ficheiro digital) ou uma impressão dessa mesma fotografia, qual escolheria?
O ficheiro digital?
A Impressão?

Se podia ter escrito “quisesse” em vez de “pudesse”? Claro. Ainda assim, não deixaria de ter sentido pois o “Se” manter-se-ia no inicio da frase. Se incluía uma terceira opção? Claro que não pois não teria qualquer sentido sendo que a escolha é entre as duas opções apresentadas.

Diz também o Luis “sim, porque o Pedro acha MESMO que eu vou dar dinheiro por algo que “apareceu” numa rede social.“. Não Luis, não acho. Aliás, agora tenho a certeza de que não o farás. Mas, isso não invalida que o pudesses fazer assim como de forma alguma invalida que muita gente o possa fazer.

Se o problema do Luis, no final de contas, for a obrigatoriedade de resposta (“…ser forçado a responder algo em que eu não concordo com nenhuma das opções apresentadas“) então a conversa é ainda outra pois o Luis deverá entender, que há respostas que invalidam outras respostas ou até mesmo a globalidade de um qualquer estudo e como tal, cabe ao investigador minimizar esse risco.

Chego a perguntar-me se o problema, mais do que com a obrigatoriedade da resposta, não será com o facto de eu ter feito uma pergunta pois escreve o Luis a certa altura:

…e não concordo com tal obrigação de resposta, até porque se olharmos para o título do questionário é claro que o Pedro está interessado em perceber se há ou não valor de uma foto publicada no Instagram.

Esperem. A ver se consigo entender. O Luis não concorda com o facto de eu pedir uma resposta a uma pergunta, num questionário onde só responde quem quer, porque a razão pelo qual o faço está bem explicita no titulo do meu questionário?

Sim. Eu procuro saber se há ou não valor numa fotografia publicada no Instagram.

Mas será isso razão para eu não perguntar o que quer que seja?

O Luis termina o seu post argumentando que, se é relevante para mim saber se as pessoas encontram valor numa fotografia publicada no Instagram, então eu deveria permitir a quem responde ao meu questionário, dizer-me que não dá qualquer valor a uma fotografia proveniente dessa rede.

Aparentemente eu poderia fazer isso perguntando:

Se pelo mesmo valor pudesse adquirir uma fotografia do Instagram (ficheiro digital) ou uma impressão dessa mesma fotografia, ou nem uma coisa nem outra, qual escolheria? 

É claro que eu poderia também ter perguntado algo como “Compraria uma fotografia no Instagram?” mas isso, tal como a possibilidade acima, não adiantava muito ao objectivo que tento alcançar com a pergunta original, que é na realidade, comparar o valor que se dá a uma imagem enquanto ficheiro digital e a essa mesma imagem quando impressa.

E sim, no final de toda esta conversa, descobri mais um erro no meu questionário ou melhor dizendo, nas premissas que me levaram ao mesmo. Parti do pressuposto de que alguém que não encontre qualquer valor numa imagem publicada numa rede social, depois de ler o iniciado do meu questionário, não iria ter qualquer interesse em responder ao mesmo. Ou talvez até tenha partido do pressuposto de que não encontraria quem não encontrasse qualquer valor numa imagem publicada numa rede social.

Mas ao fim e ao cabo, talvez seja esta uma das razões que me leva a ter tamanho interesse por este mundo das pessoas, da comunicação e da comunicação das pessoas nas redes sociais. Porque me surpreende a cada dia que passa.

*ou “‘Como responder a um post num blog que não permite comentários”.

periscope photorealistic logo - pedro rebelo

Ontem, enquanto dava uma formação sobre Redes Sociais, a conversa passou ao de leve pelo tema Periscope. Para quem não sabe o que é, trata-se de uma aplicação (recentemente adquirida pelo Twitter pela módica quantia, consta, de 100 milhões de dólares) para instalar em Smartphones (já é possível dizer isto pois foi ontem lançada a versão Periscope para Android. Anteriormente era exclusivamente para iOS, o sistema operativo dos iPhones) que permite o streaming de video que é como quem diz, a transmissão em directo para a Internet, de qualquer coisa que se filme com o telemóvel.

periscope photorealistic logo - pedro rebelo

Lembrei-me que há umas semanas atrás fui contactado pela Carolina Reis para uma peça que ela estava a preparar para o Expresso, precisamente sobre o Periscope, e as questões de segurança e privacidade em torno da utilização da referida aplicação. Na altura, era motivo de debate na Internet a queixa que a rede televisiva HBO apresentava sobre o Periscope, pelo facto de alguns utilizadores desta rede terem “transmitido em directo” o primeiro episódio da nova temporada de Game of Thrones.

Mas, mesmo sendo motivo de debate, tendo dado origem a uns quantos artigos e blog posts, não foi coisa que chegasse a “aquecer o lugar” e rapidamente deixou de se ouvir falar de tal tema. Em Portugal por exemplo, tirando um pequeno apontamento da TSF, nem me lembro de ter visto qualquer referência ao caso.

O Periscope vai mudar o mundo?

Nessa altura, lembro-me de ter referido à Carolina que não achava que o Periscope fosse a next big thing. Se é uma coisa boa? Claro que acho que sim. Se tem utilidade? Obviamente (note-se que o Expresso por exemplo, já o está a usar activamente para alguns apontamentos de reportagem em directo, nas suas presenças online). Se o mundo vai mudar por causa dele? Não me parece.

Curiosamente, foi também ontem que o WHY Group da Horizon Media divulgou um infográfico sobre o Periscope (e a outra aplicação que tendo sido lançada mais ou menos ao mesmo tempo, faz literalmente o mesmo que o Periscope, o Meerkat).

É certo que ainda é cedo, que estas aplicações são relativamente novas no mercado, que ainda não vão em velocidade de cruzeiro, que estas coisas levam o seu tempo a entranhar mas, ainda assim, olhando para os dados recolhidos, não posso deixar de pensar que, se o Periscope fosse a next big thing, já daria provas disso. E aparentemente não dá.

Os dados mostram que a faixa etária que mais usa a aplicação (bem, estas aplicações na verdade, o estudo aborda o Periscope e o Meerkat) é a que se situa entre os 18 e os 35 anos de idade e que, os principais factores que levam as pessoas a usar são o facto de ser gratuita e a possibilidade de transmitir informação em directo, em tempo real. É para isso que ela serve, não é de estranhar. É curioso que a maioria dos utilizadores (53%) refere como possível uso para o Periscope, a partilha de eventos entre amigos e família mas ao mesmo  tempo, também a maioria do utilizadores (49%) refere como a maior preocupação o facto de perder tempo a ver filmes desinteressantes. Imagino que filmes estarão a falar… Filmes com familiares e amigos?

Não há qualquer referência a uma utilização mais profissional ou tão pouco, do colmatar de uma necessidade.

Um outro dado que pode ser preocupante, é o aparente desconhecimento da existência desta plataforma, principalmente quando comparado com outras aplicações como o Snapchat, o Instagram ou até o Vine (plataforma para publicação de pequenos videos, também do Twitter).

Como disse anteriormente, eu sei que ainda é cedo, sei que ainda há muito a escrever sobre o Periscope e outras aplicações do género (nota para ti Carolina: a peça soube a pouco). Não penso que seja pela abordagem da privacidade (ainda andamos nisso? 1999 telefonou, já a semana passada, e pediu que lhe devolvessem o tema que por lá já está toda a gente cheia de saudades) ou da segurança mas talvez pela ideia do Citizens Journalism ou da formação online.

Por enquanto, os dados:

Periscope e Meerkat analisados pela Horizon Media - Pedro Rebelo

… isto é o que acontece.

Pedro Rebelo mostra-vos o Twitter, antes e depois da máquina de lavar

Assim, fica a dica: a todos quantos tenham em casa um dos cantis azuis do Twitter, não se lembrem de os lavar na máquina de lavar loiça.

É isso. O poder do Twitter é tão grande, mas tão grande, que até as Leis da Física se alteram à sua passagem.

Pronto, está bem. Talvez seja um pouco de exagero mas, a verdade está à vista. Antes e depois. Entre eles, a máquina de lavar loiça. Agora é convosco.

Os medos são necessários. Há poucos dias atrás encontrei-me a explicar isto à filha de um grande amigo meu. Os medos são necessários.

É necessário que os tenhamos, de forma a que possamos aprender a conviver com eles, a superar os que devem ser superados, a respeitar os medos que devem ser superados.

Depois há os medos irracionais. E esses são, essencialmente, irracionais. Sem razão.

Pedro Rebelo Medos Irracionais Teletubbies

Ter medo do escuro, a nictofobia, só por si, é algo de irracional. Se existir uma razão para isso, então sim, terá sentido. Quando se diz às crianças que no escuro se esconde o papão, que nos escuro vivem as bruxas e os demónios, pudera, é natural que as crianças tenham medo do escuro… As crianças e não só.

Mas nestes casos, bem vistas as coisas, o medo não é do escuro mas sim das outras coisas que estupidamente se associam a este.

Como o medo do escuro, existe um sem numero de outros medos, irracionais, que atormentam as pessoas, muitas vezes desde a mais tenra idade e muitas vezes, ao longo de toda a vida.

Quando temos consciência dos mesmos podemos, digo eu que não sou psicólogo, tentar fazer algo para ultrapassar esses medos. Em criança, o confronto directo com as realidades que nos aterrorizam talvez não seja a melhor opção. Talvez faltem estruturas emocionais para amparar as emoções… Talvez, não sei.

Já em adulto, bem, se feito em consciência, não tenho nada a apontar. De peito aberto, inspira, diz lá o que te mede medo.

Os Teletubbies. Os Teletubbies metem medo.

Há já uns anos apresentei estas tenebrosas criaturas à minha filha de forma a que ela não fosse apanhada de supresa. Antes de lhas mostrar disse-lhe a minha opinião sobre elas e a relação de distância que assumidamente com elas quero manter.

A Patrícia sorriu, riu e depois, ao ver os Teletubbies, voltou a rir dizendo que era uma parvoíce, que os Teletubbies não faziam mal a ninguém.

Agora, finalmente, alguém viu o mesmo que eu, alguém percebeu e entendeu o medo que se esconde por trás daquelas criaturas que dão pelos nomes de Tinky-Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po (que raio, até os nomes nos fazem tremer).

Obrigado Christopher G. Brown por o teres mostrado ao mundo neste video incrível. Obrigado por me teres levado a este confronto. Obrigado porque assim já há uma razão para este medo parvo, irracional.