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	<title>browserd.com &#187; fotografia</title>
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	<description>Conversas tardias com um gato cheio de paciência</description>
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		<title>Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (II)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 16:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[A vida é fotografia, a fotografia é a vida Nota: Este artigo é a continuação de Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (I). Aconselho a leitura para melhor entendimento. Araki tornou a sua lua-de-mel material em bruto para uma série de fotografias que lhe serviriam como manifesto daquilo a que chamaria de “Fotografia Pessoal”. «Podes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>A vida é fotografia, a fotografia é a vida</h2>
<p><em>Nota: Este artigo é a continuação de <a title="Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (I)" href="http://www.browserd.com/2011/06/16/nobuyoshi-araki-a-morte-bem-pensada-i/">Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (I)</a>. Aconselho a leitura para melhor entendimento.</em></p>
<p><em><img class="aligncenter size-full wp-image-3355" title="Na Lua de Mel" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_0.jpg" alt="Na Lua de Mel" width="570" height="379" /></em></p>
<p><em></em>Araki tornou a sua lua-de-mel material em bruto para uma série de fotografias que lhe serviriam como manifesto daquilo a que chamaria de “Fotografia Pessoal”. «<strong>Podes fotografar-te a ti e às coisas que significam algo para ti pois é ai que reside o essencial e onde a intensidade dramática está no seu auge</strong> » disse Araki na série da <a title="no site da BBC" href="http://www.bbc.co.uk/photography/genius/">BBC na série documental<em> Genius of Photography</em></a>. O acaso parece não fazer parte da sua obra.<br />
Com a aceitação de <a title="Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (I)" href="http://www.browserd.com/2011/06/16/nobuyoshi-araki-a-morte-bem-pensada-i/"><em>Sentimental Journey</em></a>, a vida torna-se então o tema da sua fotografia e a sua fotografia torna-se literalmente, a sua vida.</p>
<p>Numa tarde de Verão, no final da década de 80, Yoko diz a Araki que tem um<strong> grave problema de saúde</strong> e que os médicos lhe dão <strong>poucos meses de vida</strong>.</p>
<blockquote><p>Foi num dia de Verão que a minha mulher me disse que tinha problemas no seu útero, que não tinha muito mais tempo de vida. Foi ai que começou a sua jornada a caminho do Inverno. Porque o Inverno é a morte. (declaração em <a title="Ver em video" href="http://www.youtube.com/watch?v=Ms2B-WIKiu4&amp;feature=player_embedded#at=105">Contacts Vol. 2, Portraits of Contemporary Photographers</a>)</p></blockquote>
<p>Araki acompanha-a até ao fim dos seus dias, mas sempre de câmara na mão, fotografando aquilo a que mais tarde chamaria de <em>Winter Journey</em>. Mais uma vez, barreiras que se quebram. <strong>A morte do ente amado, vista por quem mais próximo</strong>, mostrada por quem mais próximo.</p>
<p>O momento decisivo, aquele que não pode ser vivido por outro que não o artista, <strong>o ultimo suspiro da sua mulher, tem que ser fotografado por si mesmo que não o possa fazer</strong>. Mas a câmara é só extensão de si mesmo e ainda que o dedo no obturador não seja o seu (na foto abaixo, Araki pediu ao irmão que tirasse a fotografia daquele exacto ângulo), é conceptualmente uma fotografia sua e isso é que interessa.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3346" title="Araki at Yoko's last minute" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_1.jpg" alt="Araki at Yoko's last minute" width="570" height="379" /></p>
<p>Às pessoas que o chamam de insensível, Araki responde que talvez se deva ao facto de ser Gémeos.<strong> «Eu não estou sozinho» diz ele. «Existe um outro eu»</strong>. Esta desculpabilização é patente também na forma como fotografa com várias câmaras ao mesmo tempo, sugerindo vários narradores diferentes, as várias faces de Araki.</p>
<p>Araki remata ainda a radicalidade do seu plano, com a fotografia que capta do caixão de Yoko.<strong> Junto a ela no caixão, está bem visível, um exemplar de <em>My Loving Chiro</em></strong>, o livro de fotografias que Araki tinha acabado de editar sobre o gato da família. Se parecer forçada a associação, porque não lembrar as flores que Araki leva a Yoko ainda por abrir e que, quase milagrosamente, abrem logo após a sua morte? São fotografadas no antes e no depois. E vão por isso também com Yoko para a derradeira morada. Merecendo nova fotografia.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3354" title="Yoko no caixão" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_4.jpg" alt="Yoko no caixão" width="570" height="375" /></p>
<p>Mas que ganhou Araki com tudo isto? Araki fotografa hoje onde e como poucos podem fotografar. Na entrevista que deu a C.B. Liddell (ver em <a title="Em 2006" href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/fa20061123a1.html">Intimate photography: Tokyo, nostalgia and sex</a>) este diz-lhe que a primeira impressão que teve dele foi a de que ele <strong>parecia alguém que trabalhava num circo mas que achava isso muito importante para tirar fotografias</strong>: «Pode ser muito intrusivo e até rude com a câmara, mas as pessoas vão desculpa-lo porque a sua aparência as faz sorrir».</p>
<h2>E nós? Como vemos a fotografia de Araki?</h2>
<p>O homem comum a encantou-se pela fotografia de Araki, porque ele a mostra como uma parte pessoal, quase intima de uma vida que une o comum do dia a dia ao sublime (no sentido que lhe dá Dostoevsky, entendendo<strong> o sublime como algo belo e ao mesmo tempo, aterrador</strong>) muitas vezes inalcançável.</p>
<p>Esta atitude permite que a sua noção de fotografia não se confine, ou melhor, nem sequer se enquadre no domínio da alta cultura. Araki pode fazer fotografia como arte popular e mesmo assim ser reconhecida.</p>
<blockquote><p>Estas fotografias ajudam-me a recordar.<strong> Sem fotografia, não recordamos muito</strong>. Já cheguei ao ponto em que não fotografo o que não quero lembrar. Só fotografo o que quero mesmo recordar…</p></blockquote>
<p>O quebrar das regras permite-lhe hoje isto: fazer o que quer e ter o que quer: reconhecimento.</p>
<p>Lia-se no Folheto introdutório da exposição <em>Private Tokyo</em> no <a title="Site oficial do museu" href="http://www.mmk-frankfurt.de">Museum fur Modern Kunst Frankfurt am Main</a>:</p>
<blockquote><p>Quanto mais espectadores tem, quanto mais em forma se põe… Araki é uma figura de culto em Tóquio, com a popularidade de uma<em> pop-star</em>.</p></blockquote>
<p>Mas estará a morte por trás de tudo isto? A ver vamos no próximo post.</p>
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		<title>Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (I)</title>
		<link>http://www.browserd.com/2011/06/16/nobuyoshi-araki-a-morte-bem-pensada-i/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 16:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal e transmissivel]]></category>
		<category><![CDATA[Araki]]></category>

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		<description><![CDATA[Comprei há pouco tempo o livro Araki. Não se trata da edição de coleccionador Araki da Taschen pois para essa faltam-me aproximadamente 2500 euros (sim, leram bem, dois mil e quinhentos euros) mas é a outra, mais terrena, mais Araki para todos. O livro Araki é em si, isso mesmo, Araki, o fotografo. Centenas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comprei há pouco tempo o livro Araki. Não se trata da <a title="Sim. Araki da Taschen a 2500 euros" href="http://www.taschen.com/pages/en/catalogue/artists_editions/all/02603/facts.araki.htm">edição de coleccionador Araki da Taschen</a> pois para essa faltam-me aproximadamente 2500 euros (sim, leram bem, dois mil e quinhentos euros) mas é a outra, mais terrena, mais Araki para todos.</p>
<p>O livro Araki é em si, isso mesmo,<strong> Araki, o fotografo</strong>. Centenas de páginas incrivelmente preenchidas com centenas de fotografias igualmente incríveis deste génio, deste louco.</p>
<p>Para partilhar convosco esta minha aquisição, resolvi partilhar também a minha opinião de que, o sentimento de caos vulgarmente associado ao trabalho de Araki, é essencialmente muito bem pensado e tem a morte como denominador comum em todo o percurso da sua carreira. O texto é extenso e por essa razão irá ser publicado em vários <em>posts</em>.</p>
<h2>Ele é o que a sua fotografia mostra</h2>
<p><a href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_by_pedrorebelo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3322" title="Araki, o livro" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_by_pedrorebelo.jpg" alt="Araki, o livro" width="570" height="380" /></a></p>
<p>Como ver uma foto de Araki sem ver Araki? Não será certamente por acaso que <strong>dificilmente encontramos um texto explicativo ou até mesmo interrogativo sobre uma só fotografia deste fotógrafo japonês com mais de 70 anos de idade</strong>. Mesmo quando encontramos algo que alguém que não ele mesmo escreveu, tal como numa qualquer entrevista que lhe façam, encontramos sempre Araki sobre Araki.</p>
<h2>Fotografias fantásticas, maravilhosas</h2>
<p>Ao contrário de muitos outros fotógrafos, com Araki parece ser impossível encontrar fotografias que vivam isoladas. Ainda que qualquer uma dela possa viver por si, como diz o próprio Araki, «o fluxo de ocorrências diárias é uma história. É extremamente dramático e interessante. Tem vários significados. Mas será, mesmo que nada mais, mais interessante mostra-lo numa ordem cronológica». Assim, <strong>Araki prefere trabalhar por séries, possivelmente justificando a si mesmo, a obsessão que tem com o “gatilho”</strong>, o disparador das suas câmaras, capturando inúmeras imagens em cada sessão e desperdiçando muito poucas. Diz Araki: «<strong>Eu quase não deito fora fotografias. Em breve vou publicar um livro com as minhas melhores fotografias mas cada fotografia é fantástica e maravilhosa, e assim, não as posso deitar fora&#8230;</strong>».</p>
<p>Ainda que o trabalho deste fotografo tenha passado por uma alteração radical, da sua fotografia dos anos 60 à fotografia que faz hoje,<strong> o essencial da mesma mantêm-se claro e aparentemente imutável: Ele, a sua cidade, sexo, amor e morte</strong>. E de alguma forma, estes cinco factores serão um só. Araki não os consegue desassociar e talvez tenha razão.</p>
<h2>Tóquio e a criatura Araki</h2>
<p>O homem não existe enquanto ser isolado e se o seu meio ambiente o forma, então Tóquio seria o mais provável dos locais para ter nascido tal criatura como Araki. Uma gigantesca metrópole, um organismo vivo, sempre em mudança e marcada historicamente de forma inesquecível pelo bombardeamento de 1945 a que o próprio Araki assistiu: «<strong>Quando os bombardeiros americanos B29 pintaram os céus japoneses de vermelho, eu achei lindíssimo. Eu tinha 5 anos. A razão pelo qual eu adoro o vermelho é precisamente essa experiência</strong>», disse o fotografo a Jérôme Sans em 2009.</p>
<p>Dentro do mega-universo que Tóquio só por si representa, Araki nasceu na baixa da cidade, Minowa, uma zona de valores tradicionais onde aprendeu a valorizar as coisas simples, da vida simples. Cresceu também junto a Yoshiwara, o distrito da luz vermelha, zona de prostituição onde brincava junto a um cemitério de prostitutas sem família. «<strong>Era ai que brincava em criança… Havia campas (morte) e prostitutas… Assim, vida e morte sempre me pareceram muito naturais desde muito novo</strong>». Estes dados biográficos, mesmo que não sejam justificação para a sua forma de ver o mundo, enquadram-se perfeitamente na explicação que faz da mesma. «<strong>Eu fui criado num ambiente em que a glória das manhãs florescia nos becos</strong>». Araki vive cada dia para ver essa glória na manhã seguinte.</p>
<p>Araki é original na forma mas não propriamente nos conceitos. Ele não é por exemplo, o primeiro fotografo a fazer da cidade em que vive, a sua musa inspiradora. Pelo menos desde Atget muitos outros o fizeram, no entanto,<strong> talvez em nenhum outro fotografo se possa tão facilmente identificar cada peça da sua obra com um qualquer pulsar da cidade</strong>. Seja na captura de um panorama a partir de um cemitério ou num grupo de estudantes que fotografa na rua, seja até nos seus mais intimistas Diários, a luz cinza de Tóquio está lá assim como os seus contrastes, sempre visíveis num ou outro traço mais escuro, pedaço de sombra, parede ao fundo…</p>
<h2>Crusoe, Lolita e japoneses em geral</h2>
<p>Também não será verdadeiramente original no uso do “Eu” mas terá sido certamente na forma como o mostrou ao mundo. Daniel Defoe (1671-1731) escreveu Robison Crusoe na primeira pessoa, assim como Vladimir Nabokov (1899-1977) fez com Lolita.</p>
<p>Contar a história na primeira pessoa ajuda a criar um sentimento de verosimilhança. Além disso, <strong>a descrição do mundo de fora a partir de dentro, dá ao observador um sentimento de pertença, de conhecimento, que permite tornar mais sua qualquer narrativa</strong>. Juntando a esta ideia, a admiração pelo escritor japonês Kafu Nagai (1879-1959), que em 1917 escreve um livro em forma de diário realista mas inserindo no mesmo, pequenos traços de ficção, dando assim, segundo as palavras de Araki «mais charme a um diário íntimo», Araki encontra a fórmula para melhor comunicar a sua arte a uma maior audiência. Ele começa a utilizar esta técnica em 1971, com a publicação de <em>Sentimental Journey</em>. «<strong>Algumas das fotografias da lua-de-mel foram em pose</strong>» diz Araki em <a title="Já aqui vos falei dele certo?" href="http://www.browserd.com/2011/01/13/nobuyoshi-araki-arakimentari/"><em>Arakimentari</em></a>, documentário de 2004, realizado por Travis Klose. «Quando eu lhe perguntei, Yoko disse que só havia uma fotografia que ela gostava realmente. A fotografia dela a dormir no barco».</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3351" title="A fotografia do barco" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/06/araki_2.jpg" alt="A fotografia do barco" width="570" height="379" /></p>
<p>Ainda assim, a obra avança. É a partir daqui que todo o trabalho de Araki começa a girar em volta do “Eu” e é, curiosamente, a partir daqui, que Araki se começa a tornar famoso . No referido documentário Araki diz ainda: «<strong>Eu considero isto (<em>Sentimental Journey</em>) o inicio da minha carreira fotográfica</strong>».</p>
<h2>Fazer da fotografia palavra</h2>
<p>Araki faz da fotografia palavra e fala ao mundo não com um típico livro de fotografia mas sim com um álbum de fotografias. Até os pequenos textos que complementavam <em>Sentimental Journey</em> eram escritos como se de cartas se tratassem. Neste livro, Araki retrata o seu casamento e a sua lua-de-mel do mais banal acto ao mais íntimo. «<strong>Imagens de grande intimidade e explícitos encontros sexuais. O meu casamento e lua-de-mel foram isso mesmo</strong>» disse Araki à<a title="no site da BBC" href="http://www.bbc.co.uk/photography/genius/"> BBC na série documental<em> Genius of Photography</em></a>.</p>
<p>É aqui que se revela a grande originalidade de Araki. Ao contrário de outros fotógrafos (que de alguma forma são referência ou influência para Araki) como Robert Frank (Araki refere-o numa entrevista dada à fotografa Nan Goldin em 1995 para a revista <em>American Suburb X</em>), que também tinham fotografado a família imiscuindo o privado com o público, <strong>Araki quebrava agora todas as barreiras tornando o muito privado em muito público</strong>. Araki fotografa a sua mulher Yoko quase nua, nua, em êxtase e em pleno acto sexual. Mas estas fotografias coexistem lado a lado com a fotografia dos noivos, todos engalanados, no dia do casamento ou a cantarem Karaoke com amigos, fotografias de Yoko frente ao espelho a lavar os dentes, ou a dormir suavemente num barco…</p>
<p><em>Sentimental Journey</em> é composto e fotocopiado por Araki e vendido por Yoko aos seus colegas na agência de publicidade onde trabalhava. Araki sabia que numa sociedade como a japonesa, com tão apertadas regras versando a moralidade e os bons costumes (<strong>A lei no Japão proíbe por exemplo, que haja representações de pelos púbicos em público no entanto o pais é um dos maiores produtores de pornografia do Oriente e são famosas as suas “casas de prazer”</strong>) mas ao mesmo tempo tão permissiva historicamente à representação do desejo sexual, <em>Sentimental Journey</em> seria “uma pedrada no charco”. «Aquilo que é tão veemente suprimido pelas autoridades, parece ser simultaneamente, aquilo que as massas não conseguem ter que chegue», podia ler-se no catalogo do leilão da Sotheby’s realizado em Outubro de 2010 no Hong Kong Convention and Exibition Center. Araki sabia que existiam as condições perfeitas para iniciar um caminho para a fama.</p>
<p>(continua no próximo post <a title="Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (II)" href="http://www.browserd.com/2011/06/22/nobuyoshi-araki-a-morte-bem-pensada-ii/">Nobuyoshi Araki: A morte bem pensada (II)</a>, pode ser?)</p>
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		<title>Descanso ao Domingo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 16:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem mais explicações, só porque sim&#8230; Eu também gostava, de me encostar e dormir&#8230; Não é tão fácil como parece. Sei que o digo muitas vezes, e acredito: Sleep is way overrated&#8230; Sim, mas de quando em vez&#8230; Já descansava&#8230; Como ele, que em menos de meio minuto vai fechar os olhos, deitar a cabeça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem mais explicações, só porque sim&#8230;</p>
<p>Eu também gostava, de me encostar e dormir&#8230; Não é tão fácil como parece. Sei que o digo muitas vezes, e acredito: <em>Sleep is way overrated</em>&#8230; Sim, mas de quando em vez&#8230; Já descansava&#8230; Como ele, que em menos de meio minuto vai fechar os olhos, deitar a cabeça sobre as patas da frente e dormir&#8230;</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/browserd/5606064651/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3187" title="O gato Browser" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2011/04/browser.jpg" alt="O gato Browser" width="575" height="575" /></a></p>
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		<title>A Scarlett em lingerie tigresa também é tão, tão pindérica…</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 10:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fotografia de Scarlett Johansson por Tom Munro para a Allure Magazine. Aqui pode ver-se o slideshow com todo o photo shoot.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2010/01/scarlett-johansson_by_tom-munro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2130" title="Scarlett Johansson em lingerie tigresa" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2010/01/scarlett_j_tigresa_web.jpg" alt="Scarlett Johansson em lingerie tigresa" width="575" height="383" /></a></p>
<p>Fotografia de Scarlett Johansson por Tom Munro para a <a title="Allure Magazine Oficial Site" href="http://www.allure.com" target="_self">Allure Magazine</a>. Aqui pode ver-se o <a title="Página da produção fotografica no site da Allure" href="http://www.allure.com/magazine/2008/12/scarlett_johansson#slide=1" target="_self"><em>slideshow</em> com todo o <em>photo shoot</em></a>.</p>
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		<title>Lingerie tigresa é tão, tão pindérica&#8230;</title>
		<link>http://www.browserd.com/2010/01/20/lingerie-tigresa-e-tao-tao-pinderica/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 14:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cintia Dicker.  Nascida a 12 de Junho de 1986 (só por via das dúvidas).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Cintia Dicker, lingerie tigresa..." href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2010/01/Cintia_Dicker_big.jpg" target="_self"><img class="aligncenter size-full wp-image-2100" title="Cintia Dicker" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2010/01/Cintia_Dicker.jpg" alt="" width="575" height="478" /></a></p>
<p><em><a title="Na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cintia_Dicker" target="_self">Cintia Dicker</a>.  Nascida a 12 de Junho de 1986 (só por via das dúvidas).</em></p>
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		<title>E Deus criou o Bitaites&#8230;</title>
		<link>http://www.browserd.com/2009/11/25/e-deus-criou-o-bitaites/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deus criou o Bitaites para nos lembrar de que antes disso já tinha criado a Charlize Theron. E como uma referência de peso como esta nunca deve ser feita em vão&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deus criou o <a title="Link para E Deus criou a Charlize no Bitaites..." href="http://bitaites.org/wallpapers/e-deus-criou-a-charlize" target="_self">Bitaites</a> para nos lembrar de que antes disso já tinha criado a Charlize Theron. E como uma referência de peso como esta nunca deve ser feita em vão&#8230;</p>
<p><a title="São só 4 fotos da Charlize Theron..." href="http://www.browserd.com/helpers/charlize_theron.rar" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2044" title="charlize-theron-photoset-small" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/11/charlize-theron-photoset-small.jpg" alt="charlize-theron-photoset-small" width="580" height="433" /></a></p>
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		<title>Sharon Stone ainda mexe. Agora em topless</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 06:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal e transmissivel]]></category>
		<category><![CDATA[sharon stone fotografias magazines revistas erotica cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase 20 anos depois de Basic Instinct (Instinto Fatal por cá e Instinto Selvagem por terras de Vera Cruz), eis que Sharon Stone diz ao Mundo &#8220;Tenho 50 anos e depois?&#8220;. J&#8217;ai 50 ans, et alors! é a frase de capa do mais recente numero da revista Paris Match onde Sharon Stone se despe de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase 20 anos depois de <em>Basic Instinct</em> (Instinto Fatal por cá e Instinto Selvagem por terras de Vera Cruz),<strong> eis que Sharon Stone diz ao Mundo &#8220;Tenho 50 anos e depois?</strong>&#8220;.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1880" title="Sharon Stone na capa da Paris Match" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/Sharon-Stone_cover_photo.jpg" alt="Sharon Stone na capa da Paris Match" width="580" height="337" /></p>
<p><a title="Artigo original no site da Paris Match" href="http://www.parismatch.com/People-Match/Cinema/Actu/Exclusif-Sharon-Stone-en-couv-de-Match-118320/" target="_self">J&#8217;ai 50 ans, et alors!</a> é a frase de capa do mais recente numero da revista Paris Match onde Sharon Stone se despe de preconceitos e diz <strong>não se importar em ser fotografada nua desde que sejam fotografias artísticas</strong>. E diga-se, estas são. Corpetes e outra lingerie preta, <em>stilettos</em> nos pés e poses dignas de qualquer revista masculina que se preze (Playboy Portugal, atentai à produção simples e com tanta, tanta classe) são o <em>appetizer</em> para ficarmos a saber que Sharon Stone, antes do cruzar de pernas mais impressionante do cinema do final do século passado, também foi empregada do McDonald&#8217;s, estudou Direito mas formou-se em Artes.</p>
<div align=center><a href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1881" title="Sharon Stone topless na capa da Paris Match " src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone-150x150.jpg" alt="Sharon Stone topless na capa da Paris Match " width="150" height="150" /></a><a href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone3.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1884" title="Sharon Stone topless na capa da Paris Match 2" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone3-150x150.jpg" alt="Sharon Stone topless na capa da Paris Match 2" width="150" height="150" /></a><a href="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone4.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1885" title="Sharon Stone topless na capa da Paris Match 3" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/08/sharon_stone4-150x150.jpg" alt="Sharon Stone topless na capa da Paris Match 3" width="150" height="150" /></a></div>
<p>É claro que há ainda muitas mais coisas na entrevista que a actriz dá em Venice Beach (como refere o autor da entrevista, não sendo numa qualquer mansão Hollywoodesca não deixa ainda assim de ser num local de referência tal como o mostram as obras de Steinbeck ou mesmo Hemingway) mas todos a força das imagens e quando a modelo faz parte do imaginário de meio mundo (sim, conto também com algumas mulheres), é sucesso garantido.</p>
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		<title>Linhas cruzadas, madrugadas, Oz</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 02:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apontamentos]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Linhas cruzadas, cruzamentos&#8230; Podiam ser tijolos, dourados. Podia ser que se os seguisse, lá ao fundo, estivesse o feiticeiro ou quem sabe, Elphaba a bruxa, verde, que afinal não era assim tão má&#8230; Podia ser. Afinal, foi (deverei lamentar-me por isso?) só mais uma deambulação pelas madrugadas desta cidade que adoro mas de que aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Linhas cruzadas, cruzamentos&#8230; Podiam ser tijolos, dourados. Podia ser que se os seguisse, lá ao fundo, estivesse o feiticeiro ou quem sabe, Elphaba a bruxa, verde, que afinal não era assim tão má&#8230; Podia ser.</p>
<p>Afinal, foi (deverei lamentar-me por isso?) só mais uma deambulação pelas madrugadas desta cidade que adoro mas de que aos poucos anseio ter saudade&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1814" title="Linhas Cruzadas, Madrugadas, Oz" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/06/linhas_cruzada_oz.jpg" alt="Linhas Cruzadas, Madrugadas, Oz" width="580" height="387" /></p>
<p><small>p.s. O original desta fotografia pode ser <a title="Atenção:Imagem grande" href="http://www.flickr.com/photos/browserd/3658770524/sizes/o/" target="_self">visto em grande no Flickr</a></small></p>
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		<title>Porque o Sporting e o Benfica não são só futebol</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 06:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta e outras fotos no Flickr do costume.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1716" title="Porque Sporting e Benfica não são só futebol" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/05/sportingxbenfica.jpg" alt="Porque Sporting e Benfica não são só futebol" width="580" height="387" /></p>
<p>Esta e outras fotos no <a title="Pedro Rebelo no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/browserd/" target="_self">Flickr</a> do costume.</p>
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		<title>O melhor browser do Mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 08:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apontamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[gato]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas é que não tenham a menor dúvida sobre qual o melhor browser do Mundo. Qual IE, qual Firefox ou Safari&#8230; Nem Opera nem meio Opera. O melhor browser do Mundo é este. Esta e outras fotografias podem ser vistas na minha conta do Flickr.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas é que não tenham a menor dúvida sobre qual o melhor browser do Mundo. Qual IE, qual Firefox ou Safari&#8230; Nem Opera nem meio Opera. O melhor browser do Mundo é este.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1696" title="O melhor browser do Mundo" src="http://www.browserd.com/wp-content/uploads/2009/05/o_melhor_browser_do_mundo.jpg" alt="O melhor browser do Mundo" width="580" height="386" /></p>
<p>Esta e outras fotografias podem ser vistas na <a title="Pedro Rebelo no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/browserd/" target="_self">minha conta do Flickr</a>.</p>
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