Este novo CD da Regina Spektor é a minha companhia musical durante o dia de hoje.

Regina Spektor What we saw from the cheap seats

Longe vai o ano de 2005 quando aqui escrevi pela primeira vez sobre Regina Spektor,  a jovem russa que desde então me encanta com a sua voz.

Será What We Saw From The Cheap Seats o melhor álbum de Regina Spektor? Não sei, ainda não tive tempo para tais considerações. É certo que os críticos dirão que será difícil bater o bestseller Begin To Hope mas sinceramente, terá sempre um novo disco que ser melhor (o que quer que se entenda por melhor) do que um anterior? Não será até preferível que seja diferente?

E há diferenças neste novo álbum de Regina Spektor.

Mesmo quando faz uma nova versão, Regina Spektor surpreende pela diferença. Veja-se o caso de Ne me quitte pas, uma canção já apresentada no álbum Songs, de 2002, e que aqui ganha uma nova roupagem.  Estranha diferença esta que nos lembra semelhança com uma Regina Spektor que aparece e desaparece em cada novo disco…

E falando de diferenças, lembram-se de Nina Simone a cantar Don’t Let Me Be Misunderstood? Ouçam Oh Marcello e digam lá se não vos parece que a falecida teve uma visita do fantasma do futuro e resolveu homenagear Regina Spektor deixando para a eternidade a expressão i’m just a soul whose intentions are good

Assim a frio, ainda sem muito em que me basear, a minha primeira opinião é que What We Saw From The Cheap Seats é um álbum um pouco mais negro do que os anteriores. A jovem Regina está a crescer e o mundo à sua volta (ainda que as paisagens cinzentas, fabris, mecânicas, distópicas até, sempre tenham estado presentes) talvez tenha agora menos flores coloridas… Mas o negro continua a ser marca de elegância certo? E isso, garanto-vos, do que ouvi, há muito neste disco.

Adiante que há muito que ouvir… Depois vos digo algo mais.

Entretanto, vocês, gostam de Regina Spektor?

 

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