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Eu sei que devia ter dedicado a manhã a outras leituras. Sim porque sim, porque o tempo não me vai chegar para o tanto que quero cumprir… Infelizmente, procurei, procurei e não encontrei a minha edição de O Nome da Rosa de Umberto Eco. E sabem as Deusas o quanto preciso de o encontrar. Adiante.

De uma forma que já se tornou um gosto sério, acompanha-me esta manhã então, o número 189, a edição de Novembro da Courrier internacional. Bem servido, não haja duvidas…

É certo que eu podia ser mais discreto… Sinceramente, não me apetece.

Sei que há sempre quem pergunte “mas que raio lhe vou dar de prenda de anos?” (nota: só faço anos no mês que vem ok? Mas isso agora não interessa para nada). E muitas vezes não chegam a perguntar… Bem, a verdade seja dita, isso não é coisa que interesse assim a tanta gente e como tal…

Bem, por via das dúvidas, e para facilitar a vida a quem eventualmente esteja interessado, resolvi espelhar aqui a frustração de não ter conseguido até à data adquirir alguns itens em que tenho particular interesse. Um de cada vez…

A saber:


The Americans de Robert Frank, Edição Especial, hardcover, com uma introdução pela mão de Jack Kerouac (que certamente seria a pessoa indicada para a escrever).

A imagem aponta para o livro Robert Frank: The Americans na Amazon.co.uk mas não desesperem perante a ideia de que está esgotado. Em algumas das maiores livrarias deste nosso Portugal ainda se consegue encontrar um ou outro exemplar… Vá lá, agora não vão a correr comprar o ultimo para a vossa coleção…

Já referi aqui no browserd.com em post anterior, algo a que a revista briefing chamava na altura de Barómetro Facebook (ainda que o chamasse também de barómetro E.life Portugal/briefing).  Nesse post escrevi:

Senhores do briefing, um pouco de atenção ao vosso copy. O texto, tal como está escrito, faria (ou fará) um sucesso na web. Cheio de palavras chave, tudo o que interessa a quem se interessa: Marcas, Facebook, análise… Mas não faz sentido.

Efectivamente, o texto em questão estava escrito num português que dificilmente um português entenderia. A coisa passou e confeso que não mais prestei particular atenção ao tal Barómetro Facebook.

Ontem, como se não bastasse um dia em volta dos temas das redes sociais, das interwebs e outros mundos da virtualidade (o que me apeteceu escrever isto todo o santo dia não vos passa pela cabeça), resolvi fazer-me acompanhar na viagem do trabalho para casa pela revista Fibra (o novo agregador das comunicações). Num folhear rápido eis que deparo com algo que me é familiar: a fotografia da Joana Carravilla, country manager da E.Life. Encabeçava um artigo de duas páginas intitulado, pasme-se, Barómetro Twitter. Lembrei-me obviamente da primeira experiência com barómetros e, mais do que ao conteúdo, prestei particular atenção à forma.

Fibra.pt Barometro TwitterFicam aqui algumas pérolas:

As redes sociais (Facebook e Google+) continuam a liderar a quantidade de buzz gerada no Twitter…

A saber: Mas então o Twitter não é uma rede social?

… um pico de horário muito variado, entre as 10 e as 21h00.

Certo. Até eu que de quando em vez primo por uma prosa rebuscada, teria dificuldade em sair-me com esta.

Surgiram ainda muitos comentários relacionados com a disputa entre a Apple e a Samsung, com a criação de videojogos pela Universidade do Minho e a situação económica da empresa na bolsa em comparação com a Microsoft.

Estará a criação de videojogos pela Universidade do Minho de alguma forma relacionada com a disputa entre a Apple e a Samsung? Muito bem, sou eu que me estou a esticar. Então expliquem-me lá a que empresa se refere a autora do texto…

Pela variedade de assuntos, os picos de comentários são muito variados…

Um conclusão. Enfim, que não digam que daqui nada se conclui.

Qualquer semelhança, não será pura coincidência mas ainda assim, não poderei deixar de comentar:

Senhores da Fibra, um pouco de atenção ao vosso copy. O texto, tal como está escrito, faria (ou fará) um sucesso na web. Cheio de palavras chave, tudo o que interessa a quem se interessa: Marcas, twitter, análise… Mas não tem sentido.

 

 

Para todos quantos já me perguntaram (e já se perguntaram) o que raio ando eu a fazer que não tenho escrito quase nada, fica a resposta: O costume…

Pois é, a coisa (entenda-se vida) voltou ao normal: as aulas já começaram e com um horário daqueles que deixa pouco à imaginação (ou aos tempo livres). O trabalho no banco, como é de esperar (que raios, é um trabalho certo?), não dá descanso. Aliás, cada vez dá mais trabalho e acreditem que quando digo mais é assim algo do tipo… Sei lá, triplicar não me parece o termo mais correcto porque é demais redutor. Já dá uma ideia? Assim o ordenado aumentasse na mesma relação (ou noutra qualquer por assim dizer, desde que não fosse na relação inversa)…

Tenho lido, muito menos do que o desejável e, garantidamente menos do que o necessário, mas ainda assim, sempre é alguma coisa. Uns quantos minutos soltos aqui e ali vão dando para ver umas quantas séries de televisão (que diacho, quando não ter para isso, emigro de vez) e, pasme-se, até vi um filme na semana passada… Loucura.

Voltei a pegar na máquina fotográfica. Uma disciplina na faculdade (Fotojornalismo pela professora Margarida Medeiros) levou-me a limpar o pó às lentes e voltar a carregar no disparador. Por falar em carregar, à conta disso, voltei também a ter umas fantásticas dores de costas e nos ombros. Entre máquina, lentes, flash, computador portátil, livros e uma quantas tralhas a mais, o peso da mala é enorme. Dizem para ai que quem corre por gosto não cansa. Podiam estar caladinhos que para dizer asneira mais vale não dizer nada.

Animem-se mais uns quantos a quem corre sangue Geek pelas veias (vocês sabem quem são). A tal disciplina onde consta da bibliografia obrigatória o Do Androids Dream of Electric Sheeps (assim como a visualização do Blade Runer),  sempre vai constar do meu currículo. Assim tenha eu paciência para ler o Sense and Sensibility e tudo irá correr pelo melhor…

Ainda vos podia fazer o update a mais uma ou outra coisita mas sinceramente, estou cheio de sono e hoje a coisa fica mesmo por aqui. Fica a promessa de contar mais amanhã ou depois pode ser?

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Ainda não sei bem porquê mas de alguma forma relacionado com a malvada e incómoda sensação de que, tendo tanta coisa para fazer, tenho tão pouco tempo…

Nota: e publica-se ao Domingo porque o meu telemovel também tem direito a fazer birra de quando em vez…