É isso. Desta vez vão mesmo ficar para amanhã. Acordei há já 67 horas e entre familia, trabalho, aulas e estudo, a coisa começa a pesar.
Tenho a nitida impressão que, se continuasse noite adentro, ainda aguentava mais umas horas valentes mas por outro lado, cheira-me que, mantendo a tradição, a noite de amanhã, por ser vespera de apresentação, vai ficar em claro e como tal, é preferivel dormir hoje…

Woody Allen, amanhã (ou pelo menos, logo mais pela manhã) voltamos a falar…
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Lembro-me que no primeiro dia de Primavera chovia sempre. Sempre quero dizer, todos os anos, no primeiro dia de Primavera.

Daqui a menos de um minuto ele vai tirar do bolso uma pistola, um revolver, .38. Já está. Entre os olhos. Alguém vai dizer que não havia razão para tal.

Lembro-me de estar à porta, de postigo aberto, olhar para a rua. E do café quente em cima da mesa.

Por cá já não se liga a essas coisas. Velhos são velhos. Como os trapos. Noutras terras, outras gentes, mãe é mãe. Não devia ter dito nada.

A porta mostra que a casa há já muito que deixou de o ser. Passo, olho, mal vejo. Abraça-me. Não quero que os fantasmas te levem, pensa.

Uns dias depois, deitava-me nas ervas frescas, mordiscava azedas, gostos amargos que vidas doces precisavam para as chamar à terra…

No regresso nem se dá por ela mas lá em cima, uma janela por onde assoma esvoaçante uma comprida tira bordada, alva, estranhamente alva, para uma ruína diga-se… Faz-me olhar para a alma e por ela ver o céu.

Super Moon by Ben Adams as seen on Flickr

A lua cheia. Pois. Só pode ser da lua cheia…

Aqui não se trata bem de saber o que é a Distopia ou a Utopia e muito menos de saber qual delas mais se aproxima da minha visão do mundo. Ainda assim, há que saber responder perante tal pergunta.

A questão Windows vs Mac não é nova (aliás, nos dias que correm, é até bem velha, tão velha que quase não se levanta), assim como a questão Star Wars vs Star Trek… E então a questão jeans Levis vs jeans Lois? Eu sei que a minha preferência desde pequeno foi para as jeans Lee mas, a escolher entre as duas anteriores, admito que sempre optei pela marca do touro em detrimento da marca dos cavalinhos…

Há já muito que não escrevo aqui sobre um site de que tenha realmente gostado. Lembro-me de outros tempos, outras cores, outras vontades e outras palavras… Era mais fácil a vida então (dou-vos alguma pista?)…

Esqueçamos então aquilo do Flash, da usabilidade, da acessibilidade e tudo o resto… Vá lá. Só por uns minutos… Eu mereço… Lois Jeans – coleção Primavera Verão 2011. Utopias? Distopias? Fica à vossa escolha. E não se esqueçam de passear na máquina do tempo…

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nota: cada uma das imagens acima aponta para uma imagem de maior dimensão. Só porque sim.

Aquando da minha passagem pela Universidade, da minha primeira passagem quero eu dizer, há uns quantos anos atrás, havia um procedimento que era verdadeiramente ritual sempre que se realizava uma prova escrita. Também se procedia da mesma forma nas provas orais (sim, havia orais e em alguns casos, obrigatórias) mas nem sempre se levava à letra. A grande maioria das vezes, os alunos que chegavam à prova oral, eram bem reconhecidos pelos professores. De ginjeira.

Ora bem, o tal procedimento era relativamente simples. No dia do exame, cada aluno deveria ter em cima da mesa, a folha de exame, invariavelmente rubricada pelo professor quando entregava o enunciado, o referido enunciado e, pasme-se, o Bilhete de Identidade. Sim, esse arcaico e desproporcional documento de identificação nacional que, mal por mal, mais parecença menos semelhança, lá permitia identificar a pessoa presente na sala como sendo a pessoa cujo nome constava na lista de candidados a realizar o exame.

Ao fim de um ano e meio na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde o regime presencial não é obrigatório (pelo menos no curso de Ciências da Comunicação), constato que, nada impede que alguém bem dotado de conhecimentos em determinada matéria, se faça passar por aluno e realize uma prova escrita em nome de outrem.

Como invalidar tal prova? Se um aluno não é obrigado a comparecer às aulas, o professor não é obrigado a conhecer o aluno logo, esta cara em nada será diferente daquela cara.

Eu sei que a grande maioria dos meus actuais colegas universitários nunca terá ouvido falar n’ A Turma dos Repetentes (Les Sous-doué no seu original de 1980),  mas este filme francês de gosto duvidoso estava na cabeça de muitos estudantes universitários no inicio da década de 90 e garantidamente, não pelas melhores razões…

Leva-me a pensar no que se terá passado. Terá aumentado o nível de confiança dos professores universitários nos alunos ou terá baixado o nível de preocupação com os resultados finais?

Não é uma critica e muito menos uma acusação. É efectivamente uma constatação de um facto que me causa alguma estranheza. A resposta poderá eventualmente ser simples ou até óbvia e, moldado por uma anterior experiência, eu não a reconhecer.

Que vos parece? O que terá mudado? E relativamente à questão em concreto, que pensam? Poderá um aluno menos bem intencionado, levar a cabo tal esquema?

Sou cliente da Zon bem antes de ela se chamar Zon. Sou daqueles clientes satisfeitos. Depois da instalação inicial há quase 10 anos atrás ter sido complicada, nunca mais tive chatices de maior. Televisão corre bem e a Internet corre melhor ainda…

Mais canais, mais velocidade na Internet, menos dinheiro.

Há uns meses, talvez um ano, confesso que já não me lembro, mudei para serviço Fibra. E mudei não porque estivesse insatisfeito mas porque uma noite me tocaram à porta, identificaram-se como sendo da Zon, disseram ao que vinham e, aceitei a proposta. Melhor serviço, menos valor.  Se estava satisfeito, mais satisfeito fiquei.

De há uns tempos para cá no entanto, a dita Fibra parece ter dado origem a uma praga que admito, me começa a irritar. Bastante. Por alto sou capaz de afirmar que não há semana que não me toquem à campainha, pelo menos uma vez e que à pergunta “Quem é?” me respondam “Serviço Fibra do prédio”.

Serviço Fibra do prédio o raio que os parta!

O prédio não tem nenhum serviço Fibra. Tirando a parte d’o raio que os parta, é o que lhes costumo dizer. Ainda assim, uns insistem do outro lado da linha, à porta do prédio, que sim, que o prédio tem um serviço Fibra, outros dizem que é precisamente para verificarem se o prédio tem serviço de Fibra ou não que ali estão e outros, não sabendo bem o que me dizer, dizem somente “importa-se de abrir a porta?”. Uma coisa porém, que todos parecem ter em comum é o facto de não se identificarem nem à empresa para quem trabalham.

Eu tenho o serviço Fibra. Eu estou satisfeito com o serviço Fibra. Eventualmente, o meu fornecedor deste serviço poderá um destes dias ter uma melhor proposta para me fazer. Quem sabe até a concorrência terá uma melhor proposta para me fazer. E eu não vou saber disso. Não enquanto as pessoas que insistem em tocar à campainha me disserem que são do serviço Fibra do prédio.

Uma ultima observação que poderá só por si dizer muito sobre estas pessoas a que me refiro: Algumas, após perceberem que efectivamente não lhe irei abrir a porta do prédio, acabam por me perguntar, qual o meu andar, para que não toquem novamente… Não só mostra o desinteresse com que o fazem como também deixam clara a sua desorganização… Porque uns dias depois, lá tocam novamente.