Estamos todos ligados. Não há como escapar… Dizem para ai que Daemon é o novo Matrix. Ora, eu gosto do Matrix e como tal…
A ver vamos…
Sent from my Samsung Galaxy S Android phone.
Estamos todos ligados. Não há como escapar… Dizem para ai que Daemon é o novo Matrix. Ora, eu gosto do Matrix e como tal…
A ver vamos…
Sent from my Samsung Galaxy S Android phone.
O nível de abstracção de uma criança nem sempre é correctamente entendido. Por vezes pensamos que estão somente a dizer coisas sem sentido quando lá no fundo no fundo, o sentido dessas coisas está muito além daquele que estamos dispostos a entender, pelo menos, à primeira.
A Patrícia já nos habituou com algumas “saídas” inesperadas o que nos vai treinando o espírito mas ainda assim, não deixa de nos surpreender de quando em vez.
Mesmo com uma simbologia tão clara como a que me estava a mostrar, não consegui decifrar à primeira o código do desenho que a Patrícia me ofereceu.

– Pai, então, ali está o meu nome certo? Pa-trí-ci-a. E depois, está tudo ali. O sinal de proibido não é? E o resto…
– O resto o quê filha?
– Então, não se vê porque é invisível…
– O quê?
– O monstro…
– O monstro?
– Sim. Este sinal quer dizer: Proibido a monstros invisíveis.
Estava lá. Claro. Eu é que não estava a ver. E agora já vejo…
Depois do post da Maria João Nogueira e do post do Pedro Aniceto com base no artigo da revista Meios & Publicidade “Os Padrinhos das Redes Sociais“, perguntou-me ontem um amigo, se eu tinha algo contra a referida revista. “Porque é que só falaste da Meios & Publicidade? A Briefing também escreveu sobre o tema…”.

Sim, eu também li a Briefing e se não disse nada sobre o que nesta se escreveu sobre o tema (vale a pena voltar a referir qual é o tema?), talvez seja porque a leitura da dita revista não me levou a considerações de maior monta (ou talvez as tais considerações estejam ainda a ser processadas).
Mas independentemente das razões que me possam ter levado a não escrever nada sobre a Briefing, salta à vista uma pequena diferença entre a abordagem que esta fez ao tema Ensitel e a abordagem da Meios & Publicidade:
Como refere o Pedro Aniceto, os trabalhos de casa são de extrema importância mas aparte outras questões também referidas no post deste (a questão do on e do off dava pano para mangas), foi essencialmente no facto de não ter contactado a Maria João Nogueira, que a Meios & Publicidade falhou. A partir dai…
Leiam com atenção o que escreve Caroline McCarthy no The Social.
Ainda que o termo seja bonito, e que garantidamente arranque suspiros de alma em reuniões menos animadas, revolução é um termo que, representando mudança de qualquer natureza, associamos antes de mais ao ser humano. Que raio, a Revolução Industrial é a das máquinas e do vapor mas é essencialmente, dos homens que a viveram (se estiver a soar demasiado à esquerda, avisem-me por favor. Não é no entanto, de admirar: São muitas horas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
Pode parecer que contra mim escrevo, uma vez que a minha vida profissional anda em grande parte, em torno desta realidade das Redes Sociais, dos Media e da Web em geral mas ainda assim, confesso que já me causa uma certa impressão, e nem sempre positiva, esta onda de entusiasmo extremo à volta dos chamados Social Media. Não que lhes negue a devida importância. Quem me conhece sabe bem que faço questão de a cada momento, fazer notar o quão importantes e relevantes são esses tais Social Media no nosso dia-a-dia. O que me causa a tal impressão é o aparente esquecimento de que, por detrás de tudo isso, estão pessoas.
A Caroline McCarthy no seu artigo, relembra-nos o lado humano do Social Media com exemplos que abriram os olhos ao mundo sobre o poder dos utilizadores, não das aplicações ou dos canais que estes utilizam.
«Os revolucionários – escreve Caroline – sejam eles quem forem, irão usar o social media como um conjunto de ferramentas para as tarefas que sempre foram e continuam a ser, as mais cruciais para os activistas: reunir apoios, comunicar com pessoas que pensem de forma semelhante e espalhar a palavra. Estas tácticas não mudaram. Os canais de comunicação disponíveis é que se expandiram.».
Não se esqueçam deles…

1º Alguns media continuam a insistir na ideia de que o caso Ensitel só teve a repercussão que teve porque a Maria João Nogueira é a responsável do Sapo Blogs e como tal, acham eles, tem acesso a tudo quanto são pessoas influentes na web nacional. É uma verdade que a Maria João tem acesso a tudo quanto são pessoas influentes na web nacional e, certamente, internacional também mas, convenhamos, outras pessoas também terão. E não me refiro só à Ensitel. Imaginem que um qualquer dos muito falados “animadores” do caso Ensitel tinha passado por problema semelhante. Será que não conseguiriam a mesma divulgação? E que eu saiba, nem todos são responsáveis no Sapo Blogs.
Metam os olhos no mundo que vos rodeia e nos já inúmeros casos que por ai há e logo verão que, ainda que para alguns seja mais fácil poder dizer ao Cliente “Não se preocupe. Isto só aconteceu porque a Maria João Nogueira é do Sapo…”, a verdade é que hoje em dia, tendo a razão e não abusando dela, é relativamente fácil gerar um “Caso Ensitel”. E outros muito além…
2º Ainda assim, gosto de ver, um medium da especialidade a dar destaque ao tema. Pergunto-me quantos directores e responsáveis de marketing e comunicação de grandes empresas o terão lido. E se depois de o lerem, chamaram os seus colaboradores e disseram: “Ora vamos lá então falar sobre essa coisa das redes sociais…”