… um pai sabe quando fazer “sacrifícios” pelos filhos certo?

Estava a Patrícia há já uma semana sem me ver e ainda assim, foi esta uma das nossas primeiras conversas:

– Patrícia: Sabes pai, vai haver um concerto…

– Eu: Sim? De quem?

– Patrícia: D’aquele senhor, todo de preto, que fala “aassiiimmm” (tentando imitar uma voz cavernosa)…

– Eu: Mas quem? Não estou a ver…

– Patrícia: Aquele, da Guerra das Estrelas…

– Eu: Ah, o Darth Vader

– Patrícia: Sim, o Darth Vader… E sabes pai, ele se calhar vai lá aparecer. Ele não. Se calhar é um senhor, assim, mascarado. Pois, que ele, o Darth Vader, já morreu nos filmes não é pai?

– Eu: Ahhh… Sim. E tu queres ir ver?

– Patrícia: Sim, sim. Compras bilhetes e vamos os dois?

E pronto. Está tudo dito. Pai e filha, em Março, a assistir à grandiosidade prometida de Star Wars in Concert. Vai na volta será ela, do alto dos seus 5 anos, que me irá fazer ver Star Wars com outros olhos… Próximo passo: Ir com ela assistir a algo como um SFXWeekender.

Pois ai está ela, a oitava temporada de 24. Estreou no passado Domingo nos Estados Unidos o que significa, o mais tardar, ontem por esse mundo fora. E o mais incrivel é que, ao fim de 7 séries de tiros, torturas, mortes e quase milagrosas recuperações, o entusiasmo com que a  8ª série é recebida. A ver vamos quanto tempo demora o Jack a cá chegar.

Hoje é dia de frequência. Métodos Quantitativos. Primeira abordagem? Aquilo até não é assim tão complicado. Problema? Contas a mais. Bem, mesmo que fossem contas a menos, o facto de meter contas já é um problema. Não é que não se aprendam a fazer, é mesmo uma questão de gosto. Não gosto de fazer contas… E então contas que metam x’s e y’s ao barulho a coisa piora. Quanto entra o alfabeto grego na festa, descamba de vez… Adiante.

Para a frequência de Métodos é necessário (nem imagino como não fosse) levar uma máquina de calcular. Dancarina de Varão versão USBFicou claro durante as aulas, pelo menos para quem percebe alguma coisa de máquinas de calcular, que umas daquelas máquinas de calcular que ofereceram na mudança para o Euro (vulgo as chamadas “dos chineses”), ainda que possam servir, não são grande ajuda. Convém uma daquelas máquinas de calcular todas xpto, com imensas teclas, com caracteres enigmáticos que parecem acabadinhos de sair de um episódio de Numbers. Ora, eu não tenho uma dessas e nem tão pouco faço questão de comprar… Gadget por gadget, preferia uma daquelas dançarinas de varão versão usb (e olhem que eu, sinceramente, detesto as dançarinas de de varão versão usb).

Lembrando-me de que carrego no bolso um verdadeiro computador portátil (isto de chamarem smartphone a um Nokia E71 tem muito que se lhe diga) pensei que não seria má ideia utilizá-lo como calculadora na frequência. Descoberta a simplicidade da calculadora que vem de origem no referido telemóvel, e depois de alguma pesquisa na net (viva o Twitter e viva o Google), lá instalei uma aplicação (cCalc) no Nokia E71 (foi simples, muito simples. Clique, clique e já está) e dormi descansado enquanto “a máquina” ficou a carregar.


Eis que chegou a manhã. Grande dia pois então. Continuo a saber tanto das contas de Métodos Quantitativos quanto sabia ontem à noite mas agora, tenho uma calculadora. Cientifica. E agora, toca a sair de casa, a caminho da faculdade. Lá estará certamente alguém, que me explicará para que servem todos aqueles botões, e o que fazer com eles na frequência.

Sai de casa meio a correr, como aliás, saio e entro em todo o lado nos últimos tempos.

Deixei o telemóvel em casa, e só passado a uma hora lá pude entrar…A vida corre-me bem. Como aliás, corre sempre.

Desenganem-se os que aqui chegarem em busca de maiores teorias. O titulo é mesmo só uma forma simples de dizer como começa por aqui, o fantástico ano de 2010.

Depois de uma passagem com lagosta em creme de natas e salsa, Murganheira bruto e 12 uvas (desta feita a tradição deu um pulo a Espanha e diga-se, sabem melhor as uvas frescas do que as velhas e encarquilhadas), veio uma maravilhosa noite de sono e a manhã começou então, entre coisas boas como azevias e fatias d’ovo (douradas, paridas, whatever) e pesadelos cibernéticos de insectos com câmaras nos olhos, tubarões teleguiados e homens com braços mecânicos…

Salvo pelo acordar da filha, que na sua imensa sabedoria de 5 anos, pega no seu mui exclusivo comando e ainda de olhos ensonados, faz com que milagrosamente surja Sponge Bob Square Pants no ecrã da televisão. Não há seriedade que aguente. Mas também, quem quer ser sério a dia 1 de Janeiro?