Parabéns Patrícia. sei que a fotografia não é a melhor e que quando um dia olhares para ela te vais perguntar como era possível viver num mundo de tão baixa resolução mas pronto, isso agora não interessa para nada.

parabéns Patricia

Já são 5 anos. O tempo passa muito mais depressa do que algum dia eu pensei que pudesse passar. 5 anos e tens uma dvdteca quase tão grande como a minha. 5 anos e reconheces o Mr. Spock mesmo que o boneco em questão seja dele numa idade bem mais avançada do que na série a preto e branco. 5 anos e já há 2 que esperas para ver o Senhor dos Anéis… Eu sei, eu sei… Está prometido. É este ano.

5 anos e preferes o Scooby Doo às Barbies, o Tom e o Jerry ao Pokemon e já viste o Grinch mais vezes do que o Carros. Bem, também viste o Shrek mais vezes do que alguém que tenha seguido o Dallas do primeiro ao ultimo episódio viu o JR (um dia destes explico-te) e isso é um feito notável. Aliás, modéstia à parte, tu és um feito notável.

5 anos sem teres rasgado um livro? 5 anos e quando frente a um Magalhães te perguntam se não tens um computador respondes: “Tenho, mas é um computador daqueles a sério.”? 5 anos e já sabes que queres um telescópio de prenda de Natal? Desculpa lá a coisa do laboratório de experiências mas não encontrámos nada para menores de 10…

Certo. Para o ano falamos nisto outra vez. Agora tenho que ir trabalhar.

Já te demos muitos hoje de manhã mas para que lembres sempre, aqui fica mais um enorme beijo do pai e da mãe (Susana, aqui entre nós que ninguém nos está a ouvir, parabéns. Um grande beijo para ti também e muito, muito obrigado por seres a melhor mãe que a Patrícia poderia ter).

Para homenagear não só os Sopranos mas também o facto de lá por casa ter iniciado a exibição da 4ª temporada desta magnifica série (e também porque o videoclip está demais, a música é fantástica e porque sim que também é muito importantes).

Gostaram?

Ele há dias assim. Um tipo acorda de manhã e sai de casa bem disposto. Mulher e filha de sorriso na cara e Sol pela frente. Chega ao trabalho e pimba. Toma lá uma, duas, três de seguida que é para começar bem a semana. Nada de mais. Já sabe ao que vem e carregar baldes de massa custa certamente mais. Ainda assim, não mata mas mói… Adiante.

O dia continua a correr e um tipo fica a saber o que o espera nos próximos meses. É incrível a facilidade com que nos são apresentados novos trabalhos, novos encargos, sem nunca nos serem reveladas ou tão pouco referidas novas benesses ou regalias. E o dia continua.

Lisbon Taxi Mosaic

Um tipo ganha mais tempo para pensar no banco de trás de um táxi. Podia ler, podia escrever, podia desenhar mas não. Arma-se em parvo e pensa. Pensa que para ir para um lado não pode ir para outro e que amanhã lhe vai ser cobrada a falta ao lado onde não foi… Paciência pensa ao chegar ao seu destino de então.

De repente toda a gente o ouve. Ele gosta. Sabe que o respeitam, a sua opinião, as horas que levou a ler e experimentar. O tempo passa e o dia compensa. É quase noite e são horas de ir para casa. Mais um táxi e lá está ele outra vez, a pensar. Mas agora pensa nos tais sorrisos, que deixou de manhã. Pensa que lá estarão, em casa, à espera dele… Afinal ainda há Sol…

Não é nenhuma novidade. Não acabou de sair nem está ai a fazer as noites do Verão. Mas amadurecida que está a audição de This Is The Life, é uma boa altura para falar sobre o tema. Bem, sobre o álbum. O álbum é o tema (não confundir com muitos álbuns que andam por ai em que a expressão “o tema é o álbum” assenta que nem uma luva).

Amy MacDonald, 22 anos. Escocesa. Mais de 2.5 milhões de álbuns vendidos.

Amy MacDonald

Mais uma miúda engraçada a cantar de viola na mão. Sim, é miúda (apesar de não teenager como dizem para ai alguns), é engraçada e tem uma viola na mão mas tem também uma grande voz e, principalmente, uma capacidade de escrita (ela é autora ou co-autora de todas as musicas do álbum) invulgar, mais negra do que seria de esperar numa jovem. Bem, pelo menos numa jovem sem pretensões a emo ou a algo que tenha a ver com caveiras e afins…

This Is The Life é à sua maneira, um disco dramático. O ritmo que algumas músicas por vezes nos transmitem não deixará que todos o percebam à primeira mas rapidamente se identificará uma insatisfação, uma busca, uma agonia meio latente que, não dando para o fim do mundo nos dá a ideia de que ele pode estar perto e como tal, levar-nos a perguntar onde iremos dormir esta noite?

Para além disso, a cada audição que faço de This Is The Life não consigo evitar também de me questionar, como será a musica de Amy MacDonald daqui a uns anos…