Gosto de livros. Gosto muito de livros. Livros para ler, só para observar, para folhear, em suma, gosto de livros. E de fotografia também.

Tal como sobre tudo o que é assunto, no que toca à fotografia pouco há em livros que não esteja já algures numa qualquer página da Internet. Aliás, é sabido que grande parte dos livros estão já, na sua totalidade, na Internet. O livro de Scott Kelby “The Digital Photography Book” não é excepção. Uma busca nos sítios do costume e lá aparece o ficheiro pdf prontinho para download poupando assim umas libras valentes. Bem, mas na verdade, não se tem o livro certo? Por essas e por outras mandei vir o livro da Book Depository e eis então a minha opinião sobre o dito.

O Livro da Fotografia Digital talvez não seja indicado para os profissionais da fotografia. Também não deve ser indicado para aqueles que não sendo profissionais “já sabem tudo” e são efectivamente “muito melhores do que muita malta que para ai anda”… Para todos os outros é uma boa aquisição.

Scott Kelby escreve com um humor muito particular (que já conhecia do The Photoshop book for digital photographers) e que não agradará a toda a gente (mais uma vez, se és mesmo cromo da fotografia e sabes mais do que o resto da malta, não deves achar muita piadinha à coisa) mas acho que é precisamente esse humor que torna tão fácil fixar as dicas que ele nos dá e apreender alguns conceitos mais complexos sem recorrer a termos técnicos que por vezes não ajudam.

O livro leva-nos pelas páginas como se estivéssemos a ter aulas práticas, em campo, com o Scott, aquele nosso amigo, um tipo porreiro. Por 11 capítulos o Scott Kelby vai dizendo faz assim, não faças assado, se fizeres assim vai sair bem, se fizeres assado vai sair uma valente burrada. Explica-nos porque devemos usar um filtro Skylight e porque comprar um filtro polarizador é essencial ao mesmo tempo que nos diz que determinado tipo de fotografia é mais fácil com esta ou aquela lente.

Começa por nos dar umas ideias sobre como conseguir uma fotografia bem focada. Camera, lente e acessórios incluído. Segue pelas flores e casamentos pois são temas que muita gente procura. Fundos escuros para as flores e de cima de um escadote para os casório. Sempre acompanhado de muitos, muitos backups… Passa pelas paisagens com sugestões entre outras, para as quedas de agua e vai directo para a fotografia de desporto mas aqui sem ilusões. Ele avisa desde logo que neste campo conta muito o dinheiro que se pode gastar.

Scott Kelby cobre ainda a fotografia de pessoas (a história, sempre uma história) e as melhores maneiras de fotografar cidades e de fotografar em viagem. E sim (os tais prós que refiro acima não devem ler esta parte) ele aconselha o uso do Program Mode em algumas situações.

Para além de tudo isto no The Digital Photography Book,  Scott Kelby ainda dá umas indicações preciosas sobre como resolver problemas típicos da fotografia digital, sobre impressão e até comercialização de fotografias.

Enfim, este livro é definitivamente um fenómeno e não sou eu que o escrevo. Há muita gente a apoiar esta ideia e basta ver as reviews que o mesmo obtém junto de lojas como a Amazon. No meio de muitas há efectivamente algumas menos boas mas atenção, prendem-se essencialmente com o humor do autor que, como já referi acima, não será apreciado por todos.

Estava em conversa com outro satisfeito utilizador de um Nokia E71 sobre as aplicações que tinha recentemente instalado no telemóvel quando este me pergunta se as instalei no cartão de memória ou no próprio telemóvel. Respondi que no telemóvel.

20081128_205154_350D_4828

Desde o meu primeiro telemóvel Nokia com sistema Symbian e cartões de memória que sempre fiz a mesma coisa no que a instalação de aplicações se refere: No cartão telefone. E nem era por nenhuma razão em particular mas sim por hábitos de utilizador informático. Desde há muito que sempre que instalo um qualquer computador faço pelo menos duas partições no disco: Uma para o sistema e aplicações e outra para dados. Limitei-me a seguir a mesma lógica.

As aplicações para os telemóveis que funcionam com sistema Symbian nunca foram muito grandes  e a somar a isso, a capacidade interna dos telemóveis tem vindo sempre a aumentar como tal sempre me pareceu não haver qualquer razão para mudar a estratégia: Sistema e aplicações de um lado, dados do outro.

Há várias teorias que referem ser o acesso às aplicações mais rápido quando instaladas no telefone assim mas efectivamente essas dão trabalho a comprovar mas no entanto existe um argumento básico e que facilmente espelha uma boa razão para instalar as aplicações na memória do telefone e não no cartão.

Nos dias que correm é bastante fácil encher um cartão de memoria de 2 ou 4 gigas com música, filmes ou outros documentos. É igualmente fácil um utilizador ter por essa razão mais do que um cartão de memória (eu tenho e conheço mais quem tenha). Ora instalar aplicações num cartão de memória que eventualmente vamos tirar do telemóvel para substituir por outro onde tem a discografia completa do José Cid não me parece que dê muito bom resultado principalmente se enquanto estiver a ouvir O Foxtrot da Lili quiser aceder a umas das aplicações que instalou no outro cartão.

Que o Nokia E71 é um telemóvel da série profissional da Nokia já sabemos. Não é propriamente a melhor das máquinas para exercícios multimédia mas, também não tenciona ser. Para isso a Nokia conta já com a famosa série N. No entanto nada impede que quem quer usar um dos melhores senão o melhor telemóvel do mercado para fins profissionais o use também para ver fotografias, ouvir música ou até mesmo ver filmes.

Foi com a ideia de ver filmes (mais precisamente de ver pequenos episódios de séries televisivas que não tenho tempo de ver em casa) que ontem após a actualização do firmware do Nokia E71 resolvi experimentar o vídeo neste telefone.

Já tinha reproduzido os pequenos ficheiros demonstrativos que o E71 traz de origem mas esses provavelmente estariam optimizados para a plataforma e eu desejava fazer um teste de forma mais isenta.

De origem o Nokia E71 não reproduz ficheiros DivX e esses são o que mais há por ai como tal podia desde logo ser um problema mas nem por isso. Existe já um player de DivX para a plataforma Symbian S60 3rd Edition que é como quem diz, funciona perfeitamente no Nokia E71. Ainda por cima, é gratuito.

Depois de instalado (instalação normal tal como qualquer outra aplicação Symbian) contamos com mais um ícone na pasta de Instalações (que podemos e devemos mudar depois para a pasta Média). A partir dai foi tão simples como transferir do meu disco rígido um ficheiro DivX para uma pasta no cartão de memória do telemóvel e aceder a esse ficheiro através da aplicação DivX Player que logo ao abrir faz um scan ao telemóvel mostrando numa lista todos os ficheiros DivX que por lá existam. Simples e eficaz.

O ficheiro que usei como teste (cerca de 170 megas) e tem 624px x 352px, um bit rate de 128kbps e 23 fps. Sem qualquer tipo de conversão para o telemóvel corre de forma aceitável ainda que por vezes apresente algum desfasamento entre o som e a imagem.

Ainda não estava satisfeito. Após alguma pesquisa na Internet chego à conclusão que mesmo com o leitor de DivX instalado, para que o DivX seja lido na perfeição deveria passar por uma conversão de forma a garantir especificações mais adequadas a um sistema móvel. Ora, conversão por conversão resolvi experimentar o leitor que vem de origem com o Nokia E71 que mais não é que o já famoso Real Player.

Através do Gestor de Ficheiros do Nokia PC Suite, acedi ao disco rígido e arrastei o mesmo ficheiro DivX para uma outra pasta do cartão de memória do E71. Ao arrastar o ficheiro via Nokia PC Suite este informa-me que o telemóvel não reconhece o tipo de ficheiro mas que, caso deseje, pode ser feita a conversão do ficheiro para um formato que o telemóvel reconheça (mp4). Aceito e assim se faz. Demora o seu tempo (talvez uns 7 ou 8 minutos mas o meu computador também não estava a ajudar) mas assim que a conversão é feita, o novo ficheiro está já no telemóvel pronto a ser reproduzido e posso garantir, com uma qualidade excepcional. Valeu-me umas boas gargalhadas (e eventualmente algumas piadinhas parvas) assistir a um episódio de 30 Rock na viagem de Metro de casa para o trabalho ontem de manhã (com os headphones colocados obviamente).

Ainda que esteja interessado em fazer mais algumas experiências com a conversão de ficheiros DivX, acho que por enquanto, o Real Player e os ficheiros convertidos para mp4 vão servir perfeitamente.

Já há mais de um mês que tenho o Nokia E71 e sei que já fiz algumas promessas de uma review completa mas o tempo não tem dado para tudo e como tal, a review está atrasada. De qualquer forma, e visto ser um assunto de grande interesse (observado pelo numero de visitas que aqui chega em busca do Nokia E71) aqui fica a noticia:

O Nokia E71 tem um novo firmware: Versão v200.21.118.

Já há muita gente a falar do assunto na Internet mas nem era preciso. O fantástico serviço informativo da Nokia fez questão de me enviar um SMS (assim como um e-mail) informando que havia novo software disponível através do NSU (Nokia Software Updater).

Aparentemente este update da versão v110.07.127 (para ver qual a versão do firmware no seu Nokia E71 basta carregar *#0000#) traz consigo uma gigantesca lista de melhoramentos assim como dois novos themes e ainda algumas novas funcionalidades.

É muito importante lembrar que o Nokia E71 não preserva os dados em memória o que significa que, antes de qualquer update de firmware deve ser efectuado um backup do sistema e dos dados do telefone de forma a que possam ser repostos após a operação.

Sem mais conversa, segue a lista de melhoramentos e funcionalidades novas que a Nokia implementou neste novo firmware para o E71.

Novas funcionalidades

  • Aplicação para Internet Radio
  • Aplicação My Nokia
  • Redução de gasto de energia em aplicações keep-alive (ex: Clientes Twitter)

Melhoramentos a nivel de User Experience

  • Opção de Mute (silenciar) na soft key da direita quando ligado a um auricular wireless ou a um dispositivo hands free.
  • Opção de altifalante imediatamente disponível assim que se inicia uma chamada.
  • Símbolos com maior visibilidade na tabela de Caracteres (tecla Car).
  • Dois novos Themes (Preto e Vermelho).

Melhoramentos gerais

  • Tabela de Time Zones actualizada.
  • Melhorias a nível de localização (adequar interface à língua local).
  • Base de dados de operadoras actualizada.
  • Definições de arranque melhoradas
  • Certificados de segurança melhorados.
  • Melhorias várias na estabilidade do aparelho.
  • Ícone do leitor de código de barras mudado para 2D

Teclado

  • Melhorias várias de estabilidade.
  • Melhorias no mapeamento das teclas.

Browser

  • Melhorias várias de estabilidade e funcionalidades.
  • Melhorias na aplicação Flash Lite.

Conectividade

  • Melhorias na estabilidade da WLAN.
  • Melhorias nas funcionalidades de Roaming da WLAN.

Mapas

  • Varias melhorias na estabilidade e funcionalidades.

Quickoffice

  • Varias melhorias na estabilidade e funcionalidades.

VOIP / SIP

  • Varias melhorias na estabilidade e funcionalidades.

Email

  • Mail for Exchange actualizado da versão 2.5.5 para a versão 2.7.22
  • Funcionalidades melhoradas no envio de e-mail via SSL/TLS e SMTP

Dicionários

  • Melhorias na estabilidade da aplicação.
  • Línguas instaladas podem agora ser removidas.

Music Player

  • Melhorias gerais de estabilidade e funcionalidades.

Encriptação

  • Melhorias várias na encriptação e estabilidade da aplicação.

Camera

  • Melhorias na captura de imagem e aumento de velocidade da mesma.
  • Melhorias na estabilidade da aplicação.

update: Feita a actualização tal e como como mandam as indicações e aparentemente, tudo 5 estrelas.

A minha disponibilidade sempre foi, modéstia à parte, famosa lá no trabalho. E confesso, sempre me tenho orgulhado disso. Nunca fui de entrar tarde nem de sair cedo e mesmo quando via a minha hora de saída condicionada pelo acesso a transportes, muitas vezes me estiquei pensando que depois logo se veria o que fazer…

Ontem sai do trabalho por volta das 17h30. O que tinha urgência de ser feito feito estava. Não estava tudo porque nunca está, porque há sempre mais.

Fui buscar a minha filha ao colégio e nada paga o sorriso que fez quando me viu chegar. Fomos os dois para casa de Metro (sim, ela gosta muito de andar de Metro) e ainda deu tempo para uma léria de conversa com a dona da mercearia da rua.

Em casa vimos desenhos animados juntos e ainda treinámos algumas palavras em inglês. Dei-lhe banho (contando com meia-hora de brincadeira aquática) e depois do jantar ainda me deitei um pouco com ela.

Processei algumas fotografias da viagem a Nova Iorque, vi uns episódios de umas séries de televisão de que gosto, escrevi este artigo e, antes de ir dormir ainda vou ler um bocado…

A minha disponibilidade sempre foi, como já disse, famosa lá no trabalho. A Susana e a Patrícia agradecem, e isso sente-se, quando ela aparece cá por casa… Ao fim e ao cabo, esta é a minha casa.