A manhã de ontem foi uma daquelas manhãs que leva o comum dos mortais a idolatrar o Sol e as horas de barriga para o ar tal qual lagarto… Quem me conhece sabe bem qual a minha relação com a praia mas, como costumo dizer, a paternidade muda um homem.

Um Sol magnifico, agua clara, quente e calma… Ainda que com mais gente do que é habitual nesta altura do ano (mais gente significa consideravelmente menos do que em qualquer praia da Costa ou da Linha), esteve-se muito, muito bem na praia.

E a vida parece um evento feliz. Um amigo telefona-me alegre dizendo que vai a uma entrevista de emprego, um casal de amigos telefona-me do aeroporto em Paris onde foram “só” almoçar para comemorar o aniversário de casamento, o almoço é robalo fresco grelhado e a Susana está mesmo a gostar de Torchwood… Sim, a vida corre-nos bem…

Mas, e há sempre um mas, poderá alguém, alguma alma caridosa, contar-me o segredo, a formula mágica, para conseguir ler um livro na praia quando se tem uma criança de 4 anos? Sim, eu sei que a praia é para brincar, para mergulhar, para jogar à bola (esqueçam lá isso) mas, também me parece ser um bom sitio para ler não? Mas como? Como?

O Nokia E71 é realmente um espectáculo de telemóvel. Faz pensar duas vezes sobre o HTC Touch Pro.

Ontem à noite eu, a Susana e a Patrícia fomos a Cabanas jantar com o Ricardo do Zone41 e com a Marta. A noite que tinha começado com uma promessa de que não seria passada a falar de temas tech, ia já longa quando tocámos o tema E71.

Desde que o Ricardo recebeu da Nokia o E71 para avaliação que lhe tenho perguntado para quando a review do mesmo e não podíamos deixar passar a ocasião do jantar sem falar do assunto. Fiquei a saber que não sou o único à espera da tal review, mas o Ricardo diz que já tem algumas ideias alinhavadas por isso, é esperar mais um pouco.

Enfim, o raio do Nokia E71 é efectivamente um espectáculo de telemóvel. Com um look muito mais pró do que os HTC (deixem-se de coisas, o acabamento deste Nokia é algo de outro mundo), é tremendamente elegante e (tal como o HTC Diamond) passará muito bem despercebido no bolso de qualquer casaco.

Fiquei muito surpreendido pela autonomia que o Ricardo referiu ter o E71. Ainda que ele admita fazer poucas chamadas, faz uso da Internet móvel navegando e também através de algumas aplicações adicionais (Handivi é um bom exemplo). Comparando os 3 a 4 dias que o Ricardo diz obter do Nokia E71 com as 24 horas do HTC Diamond, quase não deixa margem para dúvidas.

No entanto, a interface touch dos HTC continua a representar para mim uma grande mais valia. Das várias vezes que usei terminais com Windows Mobile fiquei sempre com a ideia de que o input de dados é bastante mais rápido através do interface táctil do que através do teclado que, ainda mais no caso deste Nokia E71 me parece se um pouco “apertado” demais.

Ainda assim fica a nota de que este E71 é, tal como refere o Ricardo, um grande avanço da Nokia relativamente ao E61. Quer na forma quer no conteúdo. Uma alternativa a não descartar.

A Silly Season está no fim. Há demasiada Silly People a voltar à cidade para ficar por lá. Chegam todos com muitas ideias boas e uma vontade enorme de trabalhar. Isso e um total esquecimento das dietas e visitas regulares ao ginásio. Não tenho muita paciência confesso.

Portátil na mala (bem, portáteis que a mala é grande e a Patrícia faz questão de levar o dela), livros, carradas de revistas, calções de banho (porque tem mesmo que ser) e ala que se faz tarde, ver como está o mar.

Até agora já deu para ver um filme e mais um episódio de Torchwood (haverá tanto para dizer sobre Torchwood…). Passei os olhos por Pushing Daisies e ainda hei-de lá voltar.

A Patrícia está numa de não me apetece que é como quem diz, não lhe apetece acordar, não lhe apetece dormir, não lhe apetece ir para a praia e não lhe apetece ir apara casa… Enfim, férias em família.

Para quem está à espera (e eu sei que andam ai), tenho a dizer-vos que estão por descrever algumas visitas a restaurantes lisboetas que decerto vos agradarão mas como podem imaginar, por vezes há tempo mas não há disposição. Ainda assim, o Terreiro do Paço, o Origami Sushy Bar e o Coisas de Comer não estão esquecidos e mais dia menos dia, cá estarão prato por prato.

Barclays, Cartões de Crédito, reclamações, mau serviço… Enfim, pensavam que a história já tinha acabado? Não, não acabou. E ainda que de quando em vez ouça alguém a chamar-me de chato e picuinhas, assumi a posição de dizer, ou neste caso escrever, o que deve ser escrito. E se o Barclays tem um mau serviço, se tenho reclamações a fazer, se estou insatisfeito e, se este é, antes de tudo o mais, o meu espaço, então sim, eu escrevo.

E eis que o Barclays voltou a mostrar o quão mau pode ser no que a gerir relações e gerir conflitos se refere. Passo a explicar:

Tal como já anteriormente aqui escrevi, recebi uma carta do Barclays Bank Portugal em que me informaram que iriam cobrir as despesas efectuadas com o numero do meu cartão de crédito assim como os juros da conta cartão e os juros da conta à ordem entretanto já com saldo negativo por eu me recusar a colocar mais dinheiro na conta até a situação estar resolvida.

Assim fizeram. Ao creditarem a minha conta com um valor equivalente ao que foi usado da minha conta cartão, fiquei com um saldo positivo de aproximadamente 400 euros. O Barclays Bank creditou cerca de 1100, cobriu os cerca de 600 negativos e eu não me preocupei mais com o assunto. A minha conta cartão encontrava-se com débitos de 10% desde Maio altura em que a gerente de conta de então a tal me tinha aconselhado.

Lá me foram à conta outra vez

No passado dia 25 de Agosto, para verificar alguns dados de uma das outras minhas contas, acedo ao serviço Barclays Net e qual o meu espanto quando verifico que a minha conta se encontrava negativa uma vez mais. Verifico os movimentos e lá tenho com data de 20 de Agosto a normal referência mensal do débito do cartão com um valor aproximado de 60 euros (cerca de 10% do que faltava cobrar). No dia seguinte, 21 de Agosto, novo movimento mas desta feita de aproximadamente 600 euros (todo o valor em divida) por ordem da Provedoria do Barclays.

Confesso que não foi difícil para mim perceber que o valor em causa representava a cobrança a 100% do valor em divida do cartão mas ainda assim tentei contactar o Barclays Bank telefonicamente para esclarecer o assunto. Independentemente do que fosse, a minha conta estava novamente negativa e uma vez mais, sem qualquer culpa minha e sem eu ser notificado.

Continua a ser impossível falar com eles… Ou difícil pelo menos.

Ligo para o numero directo da minha nova gestora de conta. Não atende. Imagino que esteja de férias. Ligo para o balcão e lá me atendem do Serviço de Apoio aos Balcões do Barclays. Tentam e tentam mas uma vez mais, ninguém atende do balcão de Alvalade. A pessoa com quem estou a falar ao telefone propõe-me a já conhecida mensagem para o balcão de forma a que alguém entre em contacto comigo mais tarde. Recuso. Alguém tem que falar comigo, alguém tem que me confirmar de que se trata o débito de cerca de 600 euros na minha conta do Barclays Bank.

Finalmente, após muito tempo e, imagino eu, alguma conversa do lado de lá, fui atendido pela Sra. Carlota Baptista. Muito prontamente me disse que iria verificar junto do departamento de Cartões do Barclays Bank o que se passava e depois me contactaria com uma resposta. Pergunto se serei contactado no próprio dia. A Sra. Carlota Baptista diz-me secamente que serei contactado quando ela tiver resposta.

E a Provedoria?

Não fiquei satisfeito como é óbvio e de imediato enviei um e-mail à Provedoria do Cliente Barclays. Ao fim e ao cabo, o movimento tinha a Provedoria como referência. A 1 de Setembro não tive qualquer resposta a este e-mail.

Nesse mesmo dia ao final da tarde, telefona-me a Sra. Carlota Baptista para me dizer que, tal como eu esperava, o débito refere-se à totalidade do valor que faltava cobrar ao cartão de crédito. Como o Barclays Bank creditou a minha conta com a totalidade do valor, efectuaram um débito pela totalidade em divida.

Não que não tenha lógica. Tem. Nem eu queria ficar a ganhar o que quer que fosse com esta situação. O que não tem lógica é eu não ser informado. O Barclays não me informou do procedimento. O Barclays não me informou que iria alterar a forma de pagamento do meu cartão de 10% para 100% nem que o iria efectuar dois débitos no mesmo mês. O Barclays não me informou de nada. Mais uma vez.

Diz-me a Sra. Carlota Baptista que a Provedoria me iria informar da situação, que em principio me irá enviar uma carta… Disse-lhe que a Provedoria já me escreveu mas que não referiu qualquer procedimento. Segundo a Sra. Carlota Baptista, não é essa carta. É outra. Que a Provedoria me irá enviar…

E depois sou eu que sou chato. Mais uma vez, aqui está espelhada a situação em que se encontra o Barclays Bank Portugal. Devo ficar calado? Não me parece.