Não seria correcto deixar de vos informar do mais recente desenvolvimento da já conhecida novela Barclays. E desta vez, não seria correcto para com o Barclays. Sim, apesar de tudo, tento ser sempre o mais correcto possível com esta instituição no trato desta situação por demais desagradável.

Ontem pela manhã enviei novo e-mail à Provedoria do Barclays Bank. Poupo-vos maiores detalhes. Foi um relembrar de tudo o que estava pendente e um reportar da situação vergonhosa da passada semana. Mais uma vez, um e-mail que ficou sem resposta.

Por voltas das 3 da tarde recebo um telefonema da Sra. Catarina Welsh da Provedoria do Barclays Bank. Serviu este para pedir desculpa pelo facto de não ter sido contactado na passada sexta-feira (mas somente por isso) e para me informar que nessa mesma sexta-feira tinha seguido por carta a resposta do Barclays Bank à minha reclamação.

O Barclays vai creditar a minha conta com o valor das despesas feitas e os respectivos juros…

Mas e então? É só o que o Barclays tem para me dizer?

Bem, pergunto eu, então e sobre a minha reclamação? Ou melhor, reclamações? Ao fim e ao cabo, a questão do dinheiro é uma ínfima parte da minha reclamação aliás, a questão do dinheiro foi a base do meu primeiro contacto em 21 de Maio altura em que nada reclamei mas sim denunciei a situação e pedi ao banco que a resolvesse. A reclamação propriamente dita surgiu no desenvolvimento (ou falta deste) dessa primeira questão.

A minha principal reclamação é do serviço – digo eu – e sobre isso o Barclays Bank ainda não me respondeu. A sra. Catarina Welsh disse-me então que me devia informar que a resposta enviada pelo Barclays Bank era muito simples e cingia-se à questão do uso abusivo do cartão de crédito. Disse-me ainda esta senhora que o Barclays Bank não tem por politica discutir com os seus Clientes as diligências efectuadas para resolver estas questões. Sem comentários.

Parece que a novela está para durar.

Nessa altura informei a sra. Catarina Welsh que iria aguardar pela referida carta e que, caso as questões que tenho colocado ao longo de todo este processo não sejam nela respondidas voltarei a contactar a Provedoria do Barclays Bank nesse sentido.

As questões em causa ultrapassam em muito a transparência e confiança que devia existir e foi perdida na relação Cliente / Banco. Entram e influem na minha esfera profissional com as implicações que isso acarreta e como tal, que mais não seja por isso, o Barclays Bank deve explicações e eu não me calarei enquanto não as obtiver.

Tal como referi acima, vou agora esperar pela prometida carta e logo se verá.

16 thoughts on “Novela Barclays: Dia 76

  1. Cris e poepie, desculpem a minha demora na resposta mas o tempo tem sido pouco para tanta coisa a fazer que por vezes, comentários como os vossos não são respondidos de imediato e depois acabam por ficar para trás na timeline… De qualquer forma, o meu obrigado por todo o apoio e força.

    Cris, recebi a carta e a questão foi finalizada. Eu tinha razão e a prova disso foi que me foi pago o devido. O desagrado pelo serviço porém, cá ficou.

    poepie, a questão anda sempre à volta de ter ou não razão e por vezes nós sabemos que estamos com ela e mesmo que seja difícil de a provar, é minha opinião que devemos fazer tudo para que esta prevaleça. No caso em questão por exemplo, o Banco de Portugal pouco adiantou mas sendo um dos trâmites legais, não deixei de o cumprir. Se tens razão, acho que deves fazer o mesmo.

  2. Cara Elisabete, antes de mais, bem vinda aqui ao site. Tenha em atenção que nos dois comentários que deixou, utilizou dois endereços de e-mail diferentes o que em principio, irá originar a recepção de dois e-mails de resposta.

    Agora a minha resposta ao seu comentário:

    “… Oxalá nunca tenham de fazer um site para falar dos seus comportamentos enquanto gestor.”

    Adoraria sabe? Adoraria e até me disponho a ajudar. Forneço espaço, compro o domínio, instalo o software, desenho a arquitectura de informação e ainda disponibilizo material para os conteúdos… A sério. Quer avançar?

    Modéstia à parte, ainda a semana passada me dizia um grupo de amigos que já sou uma estrela do Facebook (sou resultado de um quiz, já viu isto?) e com um site como o que a elisabete refere, seria certamente uma estrela da blogosfera… Se estiver interessada, avise que tratamos disso. Adiante.

    Talvez a elisabete não tenha lido toda a historia relatada nos vários artigos que aqui publiquei sobre o tema mas garanto-lhe que, como colega bancário, percebo muito bem “…os trâmites destas situações delicadas”. Aliás, o facto de nos últimos 12 anos já ter passado, como colega bancário, por diversas áreas, técnicas, administrativas, comerciais, permite-me analisar a situação pela qual passei de várias perspectivas diferentes mas acredite que, em qualquer uma delas, chego sempre à mesma conclusão: Aquilo que podia ser um simples falha geradora de uma situação complicada mas facilmente resolúvel, tornou-se por uma falta de profissionalismo, arrogância, petulância e ignorância (note-se que aqui não lhe digo se das pessoas com quem tratei, se da instituição em si), numa enorme bola de neve que leva a que hoje, mais de um ano passado sobre a situação, se continue a escrever, aqui e no estrangeiro (como banco internacional recebeu honras internacionais) sobre o tema.

    Fui, na minha humilde opinião, o mais correcto possível no tratamento de toda a situação. Comecei por me queixar, passei à reclamação e no final, quando me foi dada a razão, anunciei o desfecho da situação.

    Assim sendo, e num exercício de mera curiosidade, gostaria que me dissesse o que está mal na minha abordagem.

    Aguardando a sua resposta, cá ficarei não deixando de lhe desejar iguais felicidades.

  3. Caro Pedro,

    Só não entendi o que realmente pretendia?
    Não foi resarcido financeiramente?
    Não lhe pediram desculpa?
    Que mais pretendia? Lamento mas não consegui entender?

  4. Caro Janelas,
    Não sei se teve oportunidade de ler toda a história (se parou por este post não o fez certamente) mas à data em que este post foi escrito, ainda a situação não estava resolvida e como tal, o que eu pretendia era a resolução.

    Tal como tive oportunidade (e fiz questão) de referir aqui posteriormente, fui ressarcido pelos custos indevidos. Quanto às desculpas… Bem, houve efectivamente quem mas tivesse pedido. Se foi o Barclays, não dei por isso.

    Agora pergunto eu? Que parte não entendeu? Espero que não se refira ao facto de toda a historia aqui estar… Não refere pois não?

    Atenciosamente, para responder a toda e qualquer questão que tenha sobre o tema…

  5. Caro Pedro,

    Não li a história toda, se calhar porque não consegui, face à duração da “novela”.
    Não me interprete mal, somente a sua história me despertou curiosidade, dai a minha questão.
    Pela parte da história que li não consegui entender o desfecho(ou não localizei face aos inumeros “post’s”).
    Agora pela forma como fez a resposta tambem me parece que deve andar de mal com o mundo…
    Pois quem coloca as suas histórias na net sujeita-se a comentários mal intencionados, o que não foi o caso como já referi: somente curiosidade e desde já agradeço a sua resposta e pelo menos fico contente por si, ao menos foi ressarcido…a quem nunca o seja apesar da razão que possui.

  6. Acredite caro “Janelas” que não ando de mal com o Mundo. Aliás, qualquer pessoa que me conheça sabe que tal postura seria quase impensável da minha parte. É claro que, se não me conhece, talvez não seja fácil saber disso… Adiante.

    Os termos em que as minhas “histórias” aqui foram expressas mais não foram do que um verdadeiro espelho daquilo que se ia passando. Seria impossível ser sincero “pintando” a situação que não da cor que a “colori”…

    As minhas histórias estão na Net há muito, muito tempo. Sou daqueles que acredita que este é efectivamente um novo espaço publico e que, como tal, o publico o deve tomar como o que é e dele fazer uso. A grande questão sobre o tema é a transparência. Se as minhas histórias como lhes chama são sinceras, se são honestas, se sobre elas nada tenho a esconder (terei certamente sobre outras coisas mas essas, são para esconder), então não tenho que ter problemas com comentários mal intencionados.

    Posso dizer-lhe que nesta situação, assim como noutro post que por mérito próprio se tornou famoso aqui no site (pesquise por L Word), os comentários mal intencionados foram “tratados” da forma como a Internet (como se de uma entidade com vida própria se tratasse) melhor trata as situações injustas: As comunidades deram a resposta, cada uma à sua maneira e os mal-intencionados remeteram-se ao silêncio, típico de uma ignorância e arrogância não fundamentada que de repente se vê sem bases, sem apoio, para continuar a falar mal…

    Eu é que lhe agradeço a sua intervenção dando-me uma vez mais a oportunidade de dar as boas vindas a um provável visitante regular.-

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