Nota cinematográfica: Assistimos ontem a Scoop. Woodie Allen definitivamente está apaixonado por Londres. Não sei se estará apaixonado pela Scarlett Johansson mas pode estar. Ela merece. Admitindo que tenho vindo a gostar mais da menina a cada coisa que tenho visto dela (desvanecendo assim aos poucos a imagem com que fiquei d’A ilha), aqui ela está mesmo muito bem. A primeira parte do filme então, em que ela está que não está, sem saber bem às quantas anda, é divinal. Não é cinema intelectualoide nem picoca para Domingo à tarde. Diverte agradávelmente e de forma inteligente ainda que por vezes muito óbvia. E não. Não se preocupem que o Woody não fica com a Scarlet no fim.

Nota televisiva: Lost. Mas que raio???? Três meses sem Lost e quando volta nem tãopouco nos mostra um minutinho só do pessoal que está na ilha??? Os outros, ou melhor, os estes, que é como quem diz, o pessoal que estava no avião que caiu e que não está preso no na ilha dos Outros mesmo outros. Confusos??? Também eu. Três meses. Ok. Foi bom conhecer um pouquito mais da Julliete mas não chega. Além do mais, mesmo sabendo mais, continuamos sem entender se é dos bons ou dos maus. Bem, para ser sincero, ainda não deu para entender bem o conceito de mau naquelas ilhas… Se fiquei satisfeito com o regresso de Lost? Claro. Já é uma série de culto na familia. Se esperava mais de um regresso? Claro. E vou ver para a semana que vem? Garantidamente.

Agora na Web. Ora aqui temos uma boa noticia. Hoteis, lojas, restaurantes e afins que coloquem na net reviews e comentários favoráveis aos seus próprios produtos sob falsas identidades poderão ser acusados criminalmente. Haja justiça. As opiniões na web deste tipo de negócios são por norma grande influência quando chega a altura de comprar ou reservar algo que não se conheçe logo. Segundo o Timesonline, uma investigação recente provou que,por exemplo, os estabelecimentos hoteleiros com fraca classificação podem facilmente numa questão de horas, passar de uma a 3 ou 4 estrelas. O mesmo se vai passar com situações referentes a reviews de livros ou discos em lojas tipo Amazon. Finalmente há uma hipótese de deixarem de existir comentários positivos a coisas como Hooked on a Feeling do David Hasselhoff.

Ainda numa onda de coisas boas na net, hoje respondi a um inquérito intitulado “Why do you blog?“. São 16 perguntas para um estudo a ser apresentado este mês em Vancouver. O autor do inquérito é Darren Barefoot que no seu site pessoal tem uma entrada que fez com que eu queira ver um filme que até hoje não me tinha chamado à atenção: Kiss Kiss Bang Bang. Passo a citar:

Perry: Did your dad love you?
Harry: Only when I dressed up like a beer bottle, how about you?
Perry: Well, he used to beat me in morse code, so it’s possible, but he never said the words.

Fica aqui o link para a nova página do Firefox Favorite Add-ons. Estão cá os melhores de entre os melhores para nos facilitarem a vida. Bem, estão lá muitos e não só os favoritos mas estes são mesmo de morrer.

Os nossos amigos americanos já puseram no USGS toda a informação à nossa disposição. O nosso querido Instituto Nacional de Metereologia e Geofisica está inacessivel desde a hora do sismo…

Só pode ser. O Paulo Querido diz lá no seu sitio, numa resposta a um comentário meu:

“Caro Pedro Rebelo, tenho efectivamente muito contra o citizen journalism (…)”

Uma vez mais só me apraz dizer: Upppsss. Esqueceu-se. Ou talvez não. Bem, a questão é que, tal como já tinha referido num post anterior, o Paulo Querido não há muito tempo apelava lá no seu sitio ao Jornalismo do Cidadão como complemento à “abertura ao exterior” do seu “espaço editorial”. Se calhar, na altura dava-lhe jeito e hoje já nem por isso. Não sabemos. Ele não nos diz. O que ele nos diz, desculpem, me diz, é:

“(…) não vejo vantagem em continuar consigo a conversa sobre as vantagens e as desvantagens, os aspectos positivos e os aspectos negativos do citizen journalism”

E sabem porquê? Porque o Paulo Querido acha que eu tenho uma “opinião deformada” (opinião que ele não conheçe mas acha mesmo assim, tipo, jornalismo do cidadão versão Paulo Querido) por eu lhe ter dito “shame on you Mr. Paulo”. E nem se deu ao trabalho de entender que a minha expressão não se referiu sómente ao sentimento que ele expressava pelo Citizen Journalism mas também pelo facto de estar agora a criticar ou a tentar denegrir aquilo que ainda há pouco tempo chamava e pedia para o seu espaço na net.

E eis senão quando, Socrates (não o Primeiro-Ministro mas sim o outro, o original) encontra Jesus… Assim só como que para abrir o apetite, fica uma das pérolas:

(…)
Jesus: Não. Deus é melhor e mais virtuoso que eles. O pecado é impossivel para Ele.
Socrate: O que é pecado?
Jesus: É um acto de desobediência a Deus.
Socrates: Entendo. Deus não pode pecar porque ele não pode ser desobediente a si mesmo. Mas assim sendo, como o pecado para Ele é impossivel, não é maior feito ser livre de pecado do que uma pedra ser incapaz de se mover. (…)

A ver. Aqui.