Férias em Nova Iorque (New York para os da casa).


E que poderei eu dizer sobre a nossa viagem a Nova Iorque (sim, nós fomos a Nova Iorque e resistimos à vontade de ficar por lá)? Bem, que aquilo por lá não só é efectivamente um outro mundo como Nova Iorque é efectivamente a cidade que nunca dorme. E como se costuma dizer, em Roma sê Romano que é como quem diz, em Nova Iorque dorme só o que não puder deixar de ser porque o tempo não chega. Nunca.

NYC

Estivemos por lá 10 dias, teoricamente na melhor semana do ano. Acendem-se as luzes de Natal e inauguram-se as montras das grandes casas comerciais. Há filas de centenas de pessoas nas ruas, andando ordeiramente, só para ver as montras de armazens como o Macys ou o Saks. E percebe-se porquê. São também elas de outro mundo.


Exeptuando o verdadeiro espirito Natalicio (desculpem-me os mais radicais mas nesse assunto Londres ganha), aquilo é exactamente o que se vê nos filmes. Nestes vimos sempre mais decorações, laços vermelhos e bolas do que aquelas que existem na realidade mas no que toca ao consumismo de Natal, nada bate New York City. De cada porta sai alguem com cinco ou seis sacos de papel enormes em cada mão. Toda a gente anda encasacada até mais não. Luvas, gorros, botas e tapa-orelhas (fantástico conceito de moda a que a Susana aderiu desde o primeiro dia) são indumentária tipica. O copo de café quente ou – o nosso favorito – Hot Chocolate na mão também não falta. De manhã à noite ou melhor, de manhã à manhã porque a diferença não é muita…

Mas vejamos a coisa com maior detalhe.

Chegada à Grand Central, o centro de transportes da Big Apple. Cansados de quase oito horas de viagem decidimos ir directamente para o hotel (descer a Madison Avenue da 42 St até à 27 St, qualquer coisa como 1.5 km) e encontrar os nossos amigos só depois de deixar as malas. O Madison Hotel é o que diz ser. Coisa simples, sem grandes luxos. 10 andares. À chegada a confirmação da reserva via net. Gentilmente ajudados (a primeira tip da viagem) a carregar as malas até ao 3º andar. Apresentada a vista para a Madison Avenue é explicado o funcionamento do aquecimento central. No need. Fica ligado até à nossa partida. Até essa data, o quarto é mantido sempre limpo, as toalhas mudadas e o serviço sem queixume. O pequeno almoço será igual todos os dias: Um grande café com leite e um delicioso muffin.

A primeira jantarada é um classico de Times Square (a maior parte do mundo não sabe que o original fica em Londres): Hard Rock Café New York. Lista de espera que compensou com maravilhosas margaritas (tanto alcool meu Deus) e gigantescos hamburgers. Não falo da conta porque não paguei. Havia um aniversariante na mesa que tratou do assunto (coitado). O resto da noite é para olhar embasbacado para as luzes… Descemos novamente a Madison e comprova-se a teoria: Sinto-me muito seguro em Nova Iorque. E não é pela policia que, exeptuando a do transito, quase não vi nenhuma. Não sei se pelas luzes, pelas portas ainda abertas ou pelas pessoas que geladas insistem em fumar à porta dos bares e restaurantes, mas o sentimento de segurança está lá. Sempre.

Já que escrevo sobre bares e restaurantes aproveito para vos dizer: Levem bolachinhas na mala que comer por lá é do mais caro que possam imaginar. Os nova-iorquinos não vão a restaurantes a não ser em datas especiais e facilmente se entende porquê. Qualquer coisa como 50 euros por pessoa ao jantar é muito facil de alcançar desde que não se beba vinho. Indo por ai o valor duplica num instante. Para tais valores muito contribui a gorjeta. No estado de Nova Iorque a gratificação obrigatória por lei está estabelecida nos 15% mas muitos estabelecimentos apresentam valores a partir dos 15%. E sim, ela está presente em todo o lado. Existe uma razão para assim ser. Tomem como exemplo uma empregada de bar que conhecemos. O seu ordenado base é de 3 dolares por hora. Serviu duas rodadas na nossa mesa e levou de gratificação cerca de 40 euros. Multipliquem isto por sete horas de trabalho, mesmo que a uma mesa por hora e vejam o resultado. Os nova-iorquinos também não cozinham muito. Vão aos Deli, lojas de rua onde há comida feita (muitas vezes a funcionar 24/7) e pronta a levar ou, quando grande o suficiente, com espaço para sentar e comer. Ai conseguimos uma refeição boa (ainda que sem vinho) por 14 ou 15 euros. Outra coisa que os nova-iorquinos também não fazem é conduzir. Estranho não? Tendo em conta que associamos de imediato NYC a grandes engarrafamentos. Pois. 80% dos habitantes de Nova Iorque não possui automóvel. 90% do trafego da cidade é composto por taxis e carros de aluguer com motorista.

Nos dias que se seguiram a cultura tinha que imperar. Eles podem não saber bem onde fica a Europa mas muito do que é nosso está por lá para todos verem. O Metropolitan Museum of Art e as suas milhentas salas a apinhar daquilo que o nome nos promete. O Museu de Historia Natural, infidável e onde se vê o que foi e é o Mundo desde o seu inicio até aos nossos dias. O Guggenheim na sua estrutura tão facil de ver e apreciar (porque não são todos assim?). Também fomos à opera. Uma representação de Idomeneo de Mozart numa sala que não se consegue esquecer (estranhámos a reacção da assistência que deixou a sala em escassos minutos mal o elenco saiu de palco. É natural. A ida à opera por ali é tão vulgar como a ida ao café depois de jantar. Todos sabem que amanhã também lá estará, com uma história diferente. O publico também.).

Seguindo o conselho de um amigo conhecedor da matéria, fomos também ao Blue Note Jazz Club. Comemorava-se o 25º aniversário da casa. Esta visita deu origem a uma aventura que não poderia faltar numa viagem a NYC: Um caricato episódio com um taxista Paquistanês que mal falava inglês. Passo a explicar. A Susana, a Elsa e a Maria José (amiga da Elsa que encontrámos em Nova Iorque) entram para dentro de um taxi e seguem para o Blue Note pois a MJ sabia a morada do mesmo. Eu, o Zé e o Marçal (amigo nosso que também encontrámos por lá) ficámos feitos parvos no meio da rua sem saber para onde ir. Não tinhamos a morada. Diz o Zé: “O bar é tão famoso que talvez o taxista saiba onde fica”. Eu não pude deixar de pensar em todas as historias que já ouvi sobre os taxistas de NY e disse “Com a sorte que temos ainda nos calha um paquistanês que nem inglês fala.” e enquanto dizia isto já estava no meio da rua a mandar parar um yellow cab. Olho para trás e vejo os outros dois a rir. Sem perceber bem porquê digo-lhe para entrarem no taxi e entro eu de seguida dizendo à lá movie: “To the Blue Note Jazz Club please.”. Abre-se a pequena janela de segurança (que por lá todos os taxis possuem) e apareçe uma pequena cabecinha dizendo algo do género “no odestad” que em paquistaninglês deve significar algo como não compreendo. Lá seguimos por mil e uma ruas diferentes até que nos lembrámos de perguntar ao tipo se sabia onde estávamos ao que ele respondeu algo que entendemos como “não faço a minima ideia.”. A viagem acabou ali. Pagámos e voltamos para o meio da rua. “Então e agora?” pergunta o Marçal. “Apanhamos outro e esperamos que este saiba onde fica o raio do Club.” respondo eu…

Mas não só a cultura institucionalizada teve lugar. A outra também. Aquela mais urbana tipo, uma viagem de helicoptero sobre Nova Iorque e uma viagem no ferry de Staten Island ao cair da noite… Comer hot-dogs (não são nada parecidos com os que vemos nos filmes ok? São uma verdadeira desilusão…) enquanto se passeia pelo Central Park, atravessar a ponte de Brooklin a pé (almoçar em Brooklin num daqueles restaurantes tipo american dinner, de bancos corridos e mesa fixa com os policias a entrar para comprar um hamburger), andar pelas ruas de Starbuck’s na mão… Por falar em Starbuck’s, confesso que fiquei fã. Não do café propriamente dito (que custa imenso a adoçar) mas sim do chocolate quente. Ficou um vicio diário que nos levou a agradecer haver tantos espalhados pela cidade.

Fomos ao Harlem num Domingo de manhã, como não podia deixar de ser, na tentativa de apanhar uma missa com Gospel a valer… Abyssinian Baptist Church. Nota mental: Para a proxima ir para lá de madrugada. Duas filas para a igreja. Uma para a comunidade (onde comparecem senhores vestidos de fato violeta, chapéu violeta, sobretudo violeta, oculos escuros, bengala na mão e de braço dado com senhoras tamanho XXL de chapéu preto e com três rebentos pela mão) e outra para as visitas (ou seja, nós e os outros mil que lá estavam). Esta segunda fila era controlada minuciosamente por senhores de fato de treino (e outros que pareciam de smoking) a falar em walkie-talkies gerindo a multidão. Morremos perto da praia. Já não cabia mais ninguem…

Fomos também a Chinatown ou deverei dizer, a Canal Street? Sim. Todos os turistas ficam por Canal Street quando dizem ir para Chinatown. E o que há em Canal Street? Uma infindavel rua onde, de um lado e de outro, porta sim porta sim se vendem relógios e malas. Há ainda as senhoras que discretamente perguntam a algumas das pessoas que passam se estão interessadas em, adivinhem, relógios e malas. Mas um bocadinho diferentes daqueles que estão ali nas bancas… É claro que, para estes itens é necessário não só um bocadinho mais de dinheiro do que aquele que é pedido ali na rua, mas também um grande bocadinho a mais de coragem. Dizer que sim a uma destas senhoras implica uma experiência digna de filme policial. Becos e ruelas, portas e corredores, chineses aos gritos nos comunicadores outros a sussurrar pedindo momentos de silencio, luzes que se apagam e nunca, nunca se sai por onde se entrou… Viva Chinatown…

O Soho (South of Houston) é outra conversa. Aqui tudo é trendy, aqui tudo é fashion mas em NY style… Viva casual mas rich casual. Aqui não há centros comerciais. Aqui em cada rua, em cada esquina vemos Prada, Gucci, Armani, Zegna… Mas o mais engraçado é que não ficamos com aquela sensação Avenida da Liberdade tipo, isto aqui não é para mim. Não. Ali tudo parece ser para toda a gente (pelo menos até olharmos para a etiqueta do preço). Não nos podemos esquecer que estamos numa cidade onde constantemente encontramos no metro senhoras de vison comprido e ténis nos pés… Ao contrário deste nosso cantinho à beira-mar plantado, estar in não é usar Ralph Loren (camisas a 60 ou 70 euros), Timberland (sapatos de vela a 50 euros) ou Sebago (sapatinho luva a 60 euros). Talvez seja in usar umas jeans baratas mas com um sobretudo Armani (3 ou 4 mil dolares)… Botas Timberland??? Toda a gente tem.

Também fomos às compras. Seria impossivel não o fazer nesta quadra em Nova Iorque. A principal referência será ao Toys ‘R’Us. Na minha humilde opinião deixa de rastos a FAO Schwarz… Mais houvesse.

Para um apreciador de comics e comics related, uma viagem a Nova Iorque implica obrigatóriamente uma visita à Forbbiden Planet. Ainda não sei bem como me controlei nas despesas mas portei-me que nem um homenzinho: edição americana de Watchmen (e não a Absolute Edition) e o #1 de 24. Ainda perguntei pela action figure de V mas já estava esgotada… Ainda numa de livrarias, a referência à fantástica Barnes & Nobles da 5ª Avenida. Tivemos o bom senso de, assim que entrámos, subir ao 1º andar. O merecido descanso no Starbuck’s interno acompanhado dos mais fantásticos bolos de chocolate que possam imaginar (cheesecake de 3 chocolates e um tipo brownie com recheio de chocolate mole e cobertura de chocolate rijo???) e um monte de livros e afins. Só descemos ao rés-do-chão (bestseller’s e livros do momento) quando nos convidaram a sair para encerramento da loja. Foi uma sorte. Não há cartões que aguentem…

NYC2

E com tudo isto e mais mil detalhes que dariam outras tantas linhas de texto se foram passando os dias e depressa chegou a hora de voltar. O fim das nossas férias nova-iorquinas. Bem, um fim que não é bem um fim mas sim um principio. O principio do planeamento da proxima viagem a Nova Iorque, a cidade que nunca dorme.

p.s. As fotos começam já a aparecer no sitio do costume mas ainda não estão lá todas

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75 Responses to “Férias em Nova Iorque (New York para os da casa).”

  1. Karyatis 21. Oct, 2008 at 13:02 #

    Não querendo estragar nada – alguém tem dicas a dar sobre Toronto?

  2. rosahelena 21. Oct, 2008 at 13:08 #

    Karyatis,

    A Dica é mais ou menos a mesma: entre no site do TimeOut.com
    Você encontrará vários lugares no mundo para descobrir os encantos, incluindo Toronto.

  3. jaquelina 06. Dec, 2008 at 08:59 #

    adorei o roteiro.

    Vou daqui a 5 dias e já não aguento de tanta ansiedade.

    Mto obrigado pelas dicas.

  4. Marco Silva 06. Dec, 2008 at 16:03 #

    Boa Tarde, Eu estou a pensar em ir para nova iorque, e gostava de saber se alguem tem ideia de ir para nova iorque para ficar, o que tenho pensado será em ir durante 1 ou 2 semanas, conforme tambem o dinheiro, e tentar arranjar lá lugar para ficar .

    Se alguem tiver interesado em falar sobre isso ,
    marco.rodriguezz@hotmail.com

    ADOREI mesmo o Site, Deve ter sido uma experiencia fantastica .

  5. Maria José Maia 14. Dec, 2008 at 18:47 #

    Boas. Adorei o artigo sobre Nova Iorque. Vou com o meu marido passar lá uma semana agora na quadra natalícia. O artigo é optimo e ajudou-me a ter uma ideia de onde comer minimamente bem e a preços razoáveis.
    Quando voltar tenciono deixar aqui a minha opinião sobre a Big Apple. Espero não me desiliudir pois estou com muitas expectativas.
    Bons passeios e bons artigos em 2009.
    Mª José Maia

  6. Pedro Rebelo 22. Dec, 2008 at 09:12 #

    Obrigado a todos (todas) pelos comentários que aqui têm deixado. Continuem por favor, estão à vontade.

    Serve este comentário para vos informar que comecei hoje a publicar os relatos da nova viagem a Nova Iorque. Desta feita será o relato dividido em vários artigos uma vez que me parece ser um pouco (bem mais) extenso. Espero que gostem tanto ou mais do que gostaram deste.

    A ver em Férias em Nova Iorque outra vez (ou New York 2008).

  7. Sílvia Sebastiao 28. Dec, 2008 at 15:57 #

    Eu estou de partida para NY amanhã, para passar o Ano na famosa Times Square, hoje estou na net a ver os sitios que queremos visitar e encontrei estes site. Espero não me desiludir e ouvir no meio de TS a falar português, quando voltar dou as dicas. Bom Ano!

  8. M'onica Caldeira 17. Jan, 2009 at 15:09 #

    Ola,

    Tenho viagem marcada para estas ferias da Pascoa (como presente para o meu irmao de 16 anos e primo de 17). Andava na net ah procura de ajuda para programar a nossa visita de 10 dias quando, sem querer mas ainda bem, tropecei neste site.
    Deliciei-me a ler o artigo e ainda soltei umas gargalhadas com a cena do taxista paquistanes e muitos sorrisos com tantas outras tiradas.
    Grata por este bocadinho descontraido e proveitoso (ja que deu para tirar algumas notas). :)

  9. Pedro Rebelo 23. Jan, 2009 at 09:51 #

    Sílvia Sebastião, espero que tenhas feito uma grande viagem. Passa por cá para contar como foi.

    Mónica Caldeira, tens novas aventuras de Nova Iorque aqui no site. Dá uma vista de olhos para leres sobre a viagem a Nova Iorque o mês passado.

  10. Sílvia Sebastião 24. Jan, 2009 at 12:41 #

    Olá a todos, a viagem a NY soube a pouco, muito pouco!
    Adoramos a cidade e já pensamos em voltar no próximo ano, talvez em Abril, mas agora por mais tempo.
    Estava um frio de morrer e foi muito difícil resistir na noite de 31 na TS, a meio desistimos (20h00) e resolvemos voltar ao Hotel, beber uns copos para aquecer e só por volta das 23h00 é que resolvemos sair novamente, um pouco mais quentinhos, estavam (-12) graus. Mas houve uns loucos que às 14h30 já lá estavam quando a policia começou a fechar o primeiro quarteirão na TS. Foi possível ouvir falar português na noite de 31, diria mais brasileiro, encontramos um grupo de brasileiros e eles diziam-nos que se fosse no Brasil, as ruas estavam cheias de música e toda a gente dançava, ao sabor de uma boa caipirinha. Pois, ali é um pouquinho diferente, animação pouca, mas é a emoção de fazer parte da maior festa de passagem de Ano do Mundo e onde está gente de todo o mundo.
    Por falar em Hotel ficamos no Le Parker Meridien, simpático e acolhedor e muito bem localizado entre a 6ª e 7ª Av, no 118W 57th st e para além disso tem um restaurante que tem os melhores hambúrgueres da cidade a preços bastante aceitáveis e que não se destina apenas aos hospedes do Hotel.
    A cidade estava cheia de gente e é realmente a cidade louca. A viagem tinha integrado um tour de uma manhã pela cidade, que deu para nos orientarmos e decidir por onde queríamos andar. É muito fácil orientarmo-nos na cidade, andamos sempre a pé e utilizamos algumas vezes o táxi.
    Senhoras preparem-se (e companheiros também) porque a época de saldos é uma loucura, e é muito difícil resistir, o pior mesmo foi conseguir experimentar alguma coisa e conseguir pagar. O Macy’s estava com uns preços fantásticos e o César adorou o Starbuck’s do Macy’s onde passou algumas horas à minha espera. Ainda para as senhoras dou a dica de uma loja que tem umas roupas e artigos fantásticos Juicy Couture e fica na 5 Av.
    Havia filas para todas as principais atracções, a próxima viagem será com certeza mais cultural, mas agora não tínhamos assim tanto tempo e queríamos desfrutar ao máximo, decidimos que o melhor mesmo era andar pela cidade e entrar um pouco naquele ritmo de vida louco. Só para terem uma ideia, a fila para a ilha era de 3 horas, imaginem 3 horas com um frio de rachar!
    Fizemos como nos filmes, andamos na rua com os copos de café na mão, ainda bem que existe 1 Starbuck’s em cada esquina, foi o que nos salvou de gelar, viva o chocolate quente, delicioso. Os cachorros não são assim tão bons (mas era impossível não experimentar), em Little Italy, as pizzas são boas. Basicamente comemos “porcarias” e quando chegámos a Portugal resolvemos desintoxicar. A parte do Soho é muito gira e parece que não faz parte de NY, mas aí precisamos de ter algum $$ no bolso. A Apple Store está aberta 24h horas por dia e se houver fome existe sempre um Mac ou um deli aberto durante toda a noite. Não sentimos insegurança, a todas as horas víamos sempre muita gente na rua e muita polícia. Sítios irresistíveis: muitos!
    Poderia ficar aqui mais algum tempo a falar sobre esta cidade espectacular, é uma viagem que vale muito a pena e que nos deixou saudades. Mas há uma coisa que não há comparação que é aterrar na Portela e encontrar o sol de Lisboa.

  11. Bárbara 03. Feb, 2009 at 01:19 #

    Caro Pedro, sou brasileira. Confesso que buscado idéias de viagem encontrei teu texto sobre NY e gostei muito das tuas palavras. Não sou do rio de janeiro, mas acho que faltastes com respeito ao país que vocês portugues colonizaram. Se hoje, inclusive eu não concordo com a violência e corrupção neste país, uma das razões pelas quais jsutificamos estes fatos é pela colonização que tivemos. Coloque a mãe na consciêcia e veja na europa em que patamar encontra-se Portugual… se não me engano entrou por pouco na união européia… Espero que venha nos visitar, conhecer lugares maravilhosos que temos o calor das pessoas, que é impagável e quem sabe mude de idéia!

  12. Pedro Rebelo 03. Feb, 2009 at 07:43 #

    Cara Barbara, antes de mais muito gosto em ter-te por aqui. Espero que encontres no site outros temas que te interessem e te façam voltar.
    Penso que te referes ás minhas palavras num comentário acima (em resposta à Célia Leocadio). Ora bem, penso não ter faltado ao respeito a ninguém. O meu comentário (em tom irónico refira-se) é acima de tudo referencia a uma realidade, a da criminalidade e da violência. Justificar essa situação com a colonização não me parece de bom tom pois não só não há nada que possa sustentar essa afirmação como certamente haverá mais países que tendo passado por processos de colonização não terão a taxa de criminalidade e violência que tem o Brasil.
    Relativamente ao patamar em que se encontra Portugal, nomeadamente no que toca a criminalidade e violência, lembro de um relatório europeu apresentado o ano passado em que dava Lisboa como sendo das capitais mais seguras da Europa… Diz muito.

    De notar ainda que a minha opinião sobre o Brasil é formada por diversos factores. Claro que o pais tem coisas e pessoas maravilhosas mas por exemplo, tem calor a mais e eu não gosto de calor. Para além disso, o meu destino turístico favorito é efectivamente urbano e cosmopolita não sendo de modo algum esse o mercado turístico típico do Brasil…

  13. Henrique Cristovao 10. Feb, 2009 at 11:05 #

    Oi pesoal,acabei de ler os vossos comentarios ,gostei bastante,eu tambem to de malas aviadas para nova york e bosto ,mas em missao de servico,ansioso estou mas em conhecer ,mas sempre penso pra tras a minha origem,a minha africa e meu pais mocambique ,claro que adoro viajar,sempre gostei e fiz muitas viangens em torno da africa e o climae as paisagena me apixaixonaram,esse problema que me gruda da afica.

    Henrique Cristovao.

    Maputo mocambique.

  14. SARA FIDALGO 05. May, 2009 at 11:58 #

    Olá pessoal!!
    adorei ver e ler que têm a mm opinião que eu e o meu marido.
    fomos a nova iorque em dezembro de 2007 na nossa lua-de-mel.
    não há palavras que descrevam o que vimos e sentimos nos 9 dias que lá estivemos!! é qualquer coisa de extraordinário!!
    p nós um mundo à parte!!
    é tudo grande!!
    casas grandes, prédios grandes, carros que mais parecem banheiras, limousines de todos os tamanhos e feitios, estradas com mais vias que sei lá quê!!
    enfim…
    e depois uma coisa que achamos espectacular!!
    entra-se em qualquer lado e o que temos? TUDO!!
    vamos à estação de comboios e temos n sei quantos pisos com mercado, shopping, comboios, zona de refeições… vamos ao museu… o que temos? TUDO!! passamos lá um dia inteiro sem sair… e n deu p ver tudo… entre as exposições, demonstrações, galerias, zona de refeições, lojas…
    e quando pensamos em Libertty statue…. n há mm palavras…
    é um mundo dentro do mundo que é NY. o tamanho da senhora é qualquer coisa… e o interior?? impressionante!! nunca imaginamos!!!
    estivemos tb em newark…onde se fazem compras monstruosas por tão pouco dinheiro… p vocês verem, trouxemos de lá todas as prendas de natal p a familia toda!! toda mm… pais, tios, primos, primas, 2º e 3º primos, amigos, bebes…e nem imaginam o pouco k gastamos…
    fomos a Atlantic City!! ( a mini Las vegas!) q claro de mini não tem nada, obviamente!!
    entra-se dentro de um casino e BUM… tem se TUDO…lojas, mini mercados, zonas abundantes de refeição ( e um self service que adoramos: 25$por pessoa, mas p comer e beber até rebentar!! o meu marido adorou!!) e depois cada casino tem ligação interna entre si, uma decoração mais que espectacular, de cair para o lado… e se sairem cá fora dão 2 passos e tão numa praia maravilhosa de areia branquinha…
    outra coisa que adoramos foram as zonas periféricas das cidades…. zonas só de habitações, quarteirões e quarteirões de casa todas iguais com jardim á frente completamente decorado com motivos natalicios, mas não nos estamos a referir a àrvores e assim… mas sim a insufláveis resmas de veados mecânicos e coisas afins sempre em movimento…e claro entre cada quarteirão um jardim p as crianças c àrvores e esquilos a saltar de um lado p o outro!!
    estivemos lá 9 dias, mas n chegou p ver nem metade!! queremos lá voltar este ano na mesma altura p o 2º aniversário de casamento e continuar a explorar aquele mundo!!
    recomendo a toda a gente!
    aproveitar ao máximo, esquecer por um pouco os gastos (já que qdo os pagam -visto terem obrigatoriamente de usar cartão de crédito -são sp um pouco menos do que o que gastou na realidade!!), experimentar tudo várias vezes…
    inclusivé o famoso pequeno almoço de NY : ovos mexidos dentro das beggels ( donut salgado – q tem todos os sabores possiveis e imaginários!) e claro o compridissimo mas mm compridissimo café!! (aquilo tb é café a mais…), já agora os famosos donut’s (os de lá são mm bons… têm todo o tipo de coberturas…de comer e chorar por mais…)
    n podem deixar de visitar o Macy’s – é relamente uma loja de morrer a sonhar com tanta coisa para comprar… e visitem as montras de NY, são deslumbrantes!!!como nunca visto aqui!
    n se esqueçam do central park (uma beleza sem igual!)
    o meu conselho é : visitar NY a pé!!
    são sensações para nunca mais esquecer!!
    quem vai uma vez… quer logo voltar!!
    beijos e abraços a todos!!

  15. SARA FIDALGO 05. May, 2009 at 12:28 #

    e mais uma coisa que me esqueci…
    o único senão…
    a segurança apertada…
    desde que saimos do aeroporto do porto até sairmos do aeroporto de Newark…
    n levem sapatos c atacadores…
    n levem cintos, nem relogios…
    n levem casacos mt grandes..
    é um problema…
    nos aeroportos e em tudo o k visitarem em NY- museus, estatua da liberdade… empire state building (maravilhoso e magnifico!!!)…sejam práticos…

    beijos…

  16. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 12:35 #

    Oi boa tarde a todos ,felismente eu tambem estive la em janeito foi maravilha ,embora o frio batesse de um jeito que nao me acustumei,pois eu sou de Mocambique ,mesmo agora estamos no inverno mas a temperatura ascende os 33 graus ,mas em fim,minha terra,em relacao a NY,Washington DC,Philadelfia ,new Jersey e brooklin ,foi uma maravilha,vida cara,cerveja a $10,take a way 20 dolares,claro tem que andar com bolso cheio de dolares para suportar aquele estilo de vida,porque!! Ta-se mal isto,assim espero voltar la com a mina esposa e filho ,brevemente.

    Kito .
    Maputo,Mocambique

  17. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 12:50 #

    E verdade senhora fidalgo,aquilo e um caos,aeroportos e em todos lugares pior nas nacoes unidas,coce pode voltar,pois so cuecas e calcinhas mas todos corpos sao scanados,pois alguns direitos nosssos nao estao a ser obedecidos ,claro a questao de seguranca e importante.Ou melhor axo bomse viakar no verao pois ,nao havera necessidade de se carregar muita roupa no corpo para evitar esse stress americano,ate eu achei bom sitio Washington,pois senti me ne Africa do Sul em Pretoria,as pesssoa comprimentam-se,bebem uma cervejinha a vontadde,mas New York e salve-se quem puder,parecem nao serem pesssoa svivas ,porque passam-se se se comprimentar,eu achei negativo aquilo,pois ca em maputo,as pessoas comprimentam -se como fossem irmaos da mesma mae e sao rpoximas,isto e e ser Africano,ou outra nacionalidade.

    Kito.
    Maputo

  18. SARA FIDALGO 05. May, 2009 at 14:23 #

    boas a todos!!isso realmente é verdade Henrique… n há conhecimentos…
    anda tudo de cabeça baixa e assim… mas lá está… é um mundo à parte…
    cá na mnh terrinha tb ainda é assim…
    uma aldeia pequena em q toda a gente se conhece onde ainda se deixa a porta aberta qdo se sai…
    tb n troco a mnh terrinha pelos states…
    gostei de lá estar por ser diferente do que estou habituada!!
    beijos a abraços

  19. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 14:42 #

    Ola fidalgo,fiquei curioso,qual e a sua terrinha a minha e Mocambique e Vivo na urbe da Cidade de Maputo,neste momento estou no Servico ainda sao 3:40 da tarde estou ainda a trabalhar,Coordeno uma ONG a 5 anos organizacoa que trabalha na divulgacao da Nova Lei da Familai e prevencao ao HIV/SIDA nas comunidades sem acessso a justica e educacao.E e muito interessante o trabalo que faco, e como vai a sua terinha ,a minha esta muito quente ontem falou-se de 26 graus mas esta a cima disso.

    Comprimentos .

    Kito.

  20. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 16:18 #

    Oi a todos em relacao a Hosopedagem em Nova York ,eu tambem fiquei no Ipanema Challet um sitio pequeno , acolhedor e com bom precos para quem quer sitio para Hospedar e sentir a cidade sem gastar muito,e a maioria dos meus colegas frenquentam ,ou hospedam ai,ja a 3 anos sempre que visitam NY,claro perto da Broadway o sitio turistico mais frenquentado.Entao o que temos todos independentimente das nossas diferencas de cores ,distancias ,relegioes e mais e o destino em comum,espero outra oucasiao programemos em conjunto junto das nossas familias e curtamos a fomosa NY CITY.

    Kito Mputo

  21. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 16:22 #

    Oi pessoal,axo que nos devertimos muito e esta na hora para mim,tenho de ir para casa,vou sai do servico e conversamos amanha logo que chegar.

    Boa noite e bom descanso a todos .Merecemos e espero que deus zele por todo mundo esta noite.

    Abracos a todo mundo lingado no Chat.

    Kito

  22. Henrique Cristovao 05. May, 2009 at 16:23 #

    Fui

  23. Henrique Cristovao 06. May, 2009 at 11:49 #

    Bom dia a todos ,k tal foi a noite passamos bem?

    Eu to ON,que tal mudarmos de asssuntos ,falarmos um pouco Lei da Familia de cada apiz,asssim possamos nos transmitirmos aquilo que e a encencia de cada Pais ,Cultura e Familai ,eu tenho muita experiencia no que concerne as actividades que faco dia a dia nas comunidades.

    por favor diguem algo.

    Kito

    Maputo.

  24. sara fidalgo 07. May, 2009 at 16:31 #

    oi pessoal!!
    gostaria de pedir a quem tivesse outros sitios de interesse a visitar sem ser os já referenciados que dissesse!
    obrigada

  25. Sandra Marques 19. Sep, 2009 at 22:05 #

    Pedro, vc se expressou de forma bastante preconceituosa e mostrando desconhecer imensamente o Brasil!
    Rio de Janeiro, especificamente,foi recentemente considerada a cidade onde as pessoas são mais “felizes em todo o mundo”, é tão cosmopolita e/ou perigosa como outras tantas grandes cidades como New York. E posso falar isto, por ter morado toda a minha vida aqui no Rio e ter uma filha bailarina clássica , que mora em NYC, já há alguns anos!
    Quando reclamamos da colonização é apenas uma questão histórica,a colonização portuguesa era de exploração e não de povoamento como a dos ingleses. Queriam do Brasil apenas aquilo que lhe dessem lucros e daqui levaram muito ouro e diamantes…os colonos que para aqui vieram eram a escória de Portugal, a corrupção rolava solta já na época das grandes navegações…a escravidão foi outro problema, com a abolição ( e cabe lembrar aqui que Portugal foi o último país europeu a libertar os escravos, e só o fez sob pressão da Inglaterra), os negros não tiveram indenização, não tinham casa, nem terras, nem instrução, deram origem às nossas primeiras favelas…felizmente, aos poucos com muito trabalho e talento, fruto da miscigenação de três raças ( a negra , a indígena e a européia)estamos nos tornando uma grande nação que conquista a cada dia seu lugar entre as maiores potências.Temos recursos naturais ( coisa que a velha Europa já destruiu há muito tempo) e uma população jovem e talentosa que se destaca no mundo das artes , é impressionante a quantidade de brasileiros nas cias de balé americanas , por ex. e o suceso das nossas músicas.
    Sou neta de portugueses, e de aparência tão européia que quando viajo aos EU , muitos se surpreendem quando digo que sou brasileira, então explico que aqui há uma grande mistura de etnias, que nosso clima e paisagem é tb extremamente diversificado, o sul do país é germânico, em algumas cidades cai neve no inverno, e temos uma população de gente loura como a Gisele Bündchem, no norte e nordeste somos mais indígenas e as praias são deslumbrantes, já o sudeste , São Paulo e Rio são grandes centros urbanos,exportadores de tendências e opinião…
    Antes de falar, amigo,venha nos conhecer primeiro!Acho que irias adorar o aconchego carioca!Conheço bem New York e não trocaria a Cidade Maravilhosa pela Big Apple!
    Um abraço!

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