Muita gente me tem perguntado por Blade Runner e porque não conseguem arranjar um DVD do dito. A questão legal sobre os direitos de autor do filme de Ridley Scott tem dado muito que falar e quem não o comprou no pouco tempo que esteve à venda tem desesperado sem noticias. Pois eis que há novidades: segundo a Sci Fi Wire estará a vender em Setembro uma nova e remasterizada versão Director’s Cut do filme baseado no livro “Será que os androides sonham com ovelhas electricas?“. Mas atenção que só estará à venda por quatro meses…
Month: Maio 2006
Escrevo tarde e a más horas que o dia de hoje foi muito puxado. A vida de pai deixou-me talvez desabituado de certos malabarismos. Pois que são diferentes as noitadas aqui sentado no sofá frente ao monitor daquelas como a de ontem que entre a paixão da arte e a bebida fresca rapidamente faz sentir as duas da madrugada como se fossem já quatro. Imaginem o que é para quem se levanta depois às seis. Não é, e como tal o dia começou logo a correr que me tinha esquecido de colocar o despertador. Adiante…
A noite foi de teatro. Com um casal amigo (que não refiro nomes pois a relação não é ofiicializada) o encontro foi mesmo à porta do Teatro da Trindade. Já tarde que ia começar a peça.
Cerca de 40 actores ao palco para nos mostrarem a emergência de uma nova Lisboa depois de uma decadência anunciada com a falência da nobreza e a ascensão económica da burguesia. A capital do Império deixaria de o ser por vontade de Sebastião José de Carvalho e Melo para se tornar uma capital Europeia pois ai sim estava o futuro na visão daquele que viria a ser Marquês de Pombal. Começando antes do grande terramoto 1755 dá uma visão de Lisboa que só espera o castigo divino. Com a morte de D. João V a nobreza esqueçe cada vez mais o seu “ar de nobre” (poque haveriam eles de se preocupar? O próprio D.José I deixou de lado a pose real para gozar os encantos da menina Tavora) para se entregar por completo à coscuvilhice da corte (elas) e à da alcova (eles) aqui bem representada pelo botequim da Rosa. É aqui que conhecemos Mariana (não me imaginava a dizer isto pois nunca foi actriz de minha particular eleição) deliciosamente interpretada por Leonor Seixas. Esta jovem tem um caso aceso com o Conde (tambem futuro Marquês) de Unhão (João Lagarto que nos faz rir à gargalhada) ao ponto de se matar pensado tratar-se esta de uma relação incestuosa quando afinal, a bela Mariana brasileira era filha não de outro que não o próprio Rei em tempos de princepe. Enfim…
Passa o terramoto e a devastação de Lisboa é aquilo que é. E consegue-o também graças à muito original banda sonora e efeitos cénicos muito bem concebidos. O castigo divino comprova-se dizem uns mas o Marquês insiste que a situação mais não é que uma oportunidade. E Lisboa tem que crescer. A História enquanto realidade é aqui sempre presente. A revolta da nobreza é apresentada no atentado falhado a D. José e é assim um bom pretexto para o processo dos Tavoras vir à baila. Cortam-se umas cabeças e já está.
Entretanto Lisboa é já mais adulta mas a Rainha D. Maria vem para nos dizer que Portugal Antigo voltará. Não a imagino verdadeiramente a chamar cão tinhoso ao Marquês de Pombal mas só por essa liberdade artistica não vou eu pegar. A estátua equestre do Rei está já na Praça do Comercio. A maior da Europa. A do Marquês estará para vir. Gostei de tudo. Bastante.
Saidos dali, aproveitando a folga que a Patricia dormia já a bem dormir na companhia da avó, uma visita ao Bicaense ali na Calçada da Bica. Jazz ao vivo, simpatia da empregadas (conhecidas do casal o que na enchente que lá estava foi contribuir certamente) e caipirinhas bem geladas. A noite estava para durar…
E já se fala no assunto. O menino Sutherland (o Sr. é o pai ok?) já anda para ai a dizer às cadeias noticiosas inglesas que 24 – O filme, será passado em Londres. Agora só falta saber quantos dias maus pode um homem aguentar na vida…
Fazem ideia do que seja isto?
Confesso que não estou a acompanhar Lost (Perdidos) na RTP. Pura e simplesmente não tenho assim tanta paciência para esperar uma semana pelo próximo episódio sem nunca ter a certeza da hora a que será transmitido e isto para falar no menor dos males. No entanto admito que talvez não fosse má ideia tentar. Só hoje fiquei a saber que também Portugal está a acompanhar a Lost Experience. Foram já transmitidos (acho que nos intervalos) pela RTP anuncios como o que está aqui em cima. Mais, a RTP tem no seu site banners publicitários à Hanso Foundation.

Os dados estão lançados. Com esta experiência mais uma vez (lembrar Blair Witch Project) nos aproximamos da teoria do Multiverso com a criação desta realidade não alternativa mas paralela e deixando que se funda (através de detalhes como os anuncios que quase passam despercebidos) no nosso mundo fisico. E muito.
Mas afinal, o que é isto da Lost Experience? Tal como referi, trata-se de uma realidade paralela. Paralela à de Lost e aparentemente paralela à nossa. O ponto comum é a Hanso Foundation que em Lost é a patrocinadora da Dharma Initiative. e é precisamente o site da fundação que serve como porta de entrada neste “jogo”. No entanto, como vimos pelo anuncio, a Lost Experience não se limita à Internet. A primeira pista foi fornecida no anuncio televisivo e era um número de telefone. Aqui podem encontrar as várias opções a que se pode aceder nesse telefonema. Também já há relatos de anuncios de jornal com pistas e até o novissimo Mission Impossible III faz referência à Hanso Foundation nos agradecimentos especiais. É uma gigantesca operação e a nivel mundial. Devido ao facto de Lost estar a ser transmitido por todo o mundo e com timings diferentes, é essencial que os “jogadores” partilhem as informações entre si para que lhes consigam dar algum sentido.
Levado pela curiosidade de ter visto que também Portugal estava a entrar no jogo, resolvi dar uma olhada no que se fala de Lost cá na terra. Acho que não via nada assim desde os X-Files (e na altura não havia o acesso à Net que há hoje). Ele é blog’s, ele é forums, ele é entradas na Wikipédia…
Lost tornou-se rapidamente uma série de culto. A complexidade da trama e de tudo o que gira à sua volta é tão grande e cresce a tal velocidade que prevejo para breve a tag “só para apreciadores” no que referir a esta série. Por mim tudo bem.
Muitos quantos trabalham no mundo das IT já se depararam com a necessidade de utilizar fotografias em algum tipo de trabalho. Seja para uma apresentaçao, para ilustrar um artigo ou mesmo um site. Muitos já se depararam também com a questão do copyright e tendo em conta o aspecto público da Internet, é melhor não correr riscos. A solução passa por recorrer a bases de dados de Stock Images ou seja, galerias de imagens onde podemos pesquisar por tema e facilmente encontrar o que melhor se enquadra na nossa necessidade. Por vezes, quem sofre é a originalidade. A confirmar em Stock Photography Cliches.