Os vizinhos aqui do lado estão muito atentos ao que se passa por cá. Principalmente quando falamos de escândalos e que envolvam empresas espanholas. Vejam o El Mundo. Foi capa do Expresso e teve direito a reportagem completa na revista que acompanha o mesmo jornal. Falo da história de Carlos e MIguel, os putos que cosem à mão sapatos para a Zara e que ganham 20 cêntimos por cada sapato. Os mesmos que serão vendidos depois a 40 euros o par.

EcografiaAinda faltam umas horitas mas ai por volta das duas da tarde, há dois anos atrás no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa, nasceu a Patricia. O pai, babádo, até já lhe tinha comprado um dominio, e fez-lhe um site (e nunca mais o actualizou…). Dois anos. A coisa mais linda.

Parabéns filha (ainda que tão cedo não vejas o que eu aqui escrevo) e parabéns à mãe também. Que o Noddy nos acompanhe por muitos mais anos. E não. Descansem os preocupados que não lhe vou dar um computador de prenda de aniversário. Talvez para o Natal…

cancaodelisboaDepois de ter assistido ao My fair lady, a expectativa para a “Canção de Lisboa” era muito grande. Não só pela fantástica prestação que nos foi oferecida no anterior espectáculo mas também pelo facto do filme hómonimo de 1933 ser para mim uma referêcia. Durante os tempos de faculdade quantas vezes não fui Vasco Leitão (e quem de entre as capas e as batinas não foi?) e ainda hoje, com a faculdade lá longe, quantas vezes não me sinto Vasquinho saido do primeiro exame ou no fiasco do Retiro? Adiante.

Este Sábado lá estivemos de novo no Politeama. Encantado continuei com a prestação da Anabela que, num registo diferente dos que já tinha ouvido (desde as escadas da escola secundária nas quais muitas vezes nos juntávamos à sua volta só para a ouvir), continua a supreender com a força da sua voz. Não foi a única. Nesse campo outros protagonistas estavam à altura assim como as bailarinas se portaram igualmente muito bem. O problema esteve, na minha opinião, no toque La Feria dado à história e, principalmente, à música. Alguem devia explicar a este senhor que, uma coisa é A Canção de Lisboa e outra bem diferente é o West side Story. Mesmo que a colagem tenha sido propositada, custa a todos imaginar a Lisboa dos anos 30 como a Nova Iorque dos anos 50 e foi por ai que a coisa não correu bem. É certo que num músical queremos música mas Miss Saigon ao som de Fox Trot não se chamaria Miss Saigon assim como A Canção de Lisboa ao som de rock n’ roll talvez não se devesse chamar A Canção de Lisboa.

Na generalidade, este espectáculo muito se aproximou do ritmo revisteiro o que não seria mau de todo se fosse anunciado como tal. Musical é musical. Revista é revista. Uma outra critica deve-se ao incluir sistemático de outras cenas da classica comédia cinematográfica dos anos 30 com a deixa “Isto é d’outro filme” ou “Esta cena não é d’aqui”. Chateou pelo repetir da coisa e pelo facto de que, só a Canção de Lisboa em si, mais uma vez na minha opinião, teria material para muito mais espectáculo.

Não será por aqui que se dirá “deixei de gostar do La Féria”. Infelizmente não imagino as pessoas a quem o filme de Conttinelli Telmo toca ao coração a dizerem “Passei a gostar do La Feria.”.

Ora aqui fica um site que, mais cedo ou mais tarde pode dar jeito a toda a gente. Uma timeline gráfica de eventos sociais, politicos, culturais, históricos e tecnológicos desde 1750 até 2100. A manter sempre à mão a Timeline of Trends and Events.