Polémicas… Como gosto de polémicas. E o dia começou em grande com algumas… A saber: No bitaites temos o Zero com difusos (ou confusos) problemas de consciência:

Não somos racistas e rimo-nos com piadas de pretos? Não somos machistas e rimo-nos com piadas de loiras? Não somos xenófobos e rimo-nos com piadas de brasileiros (ou alentejanos ou madeirenses, para o caso é igual)? Não somos homofóbicos e rimo-nos com piadas de paneleiros? Então… Que merda é que somos, além de profundamente hipócritas?

Logo de seguida, e vindo mesmo a calhar, apanho o artigo do NY Times com o sugestivo titulo “Blacks Turn to Internet Highway, and Digital Divide Starts to Close“. Ora neste artigo encontramos frases como:

Another powerful influence in attracting blacks and other minorities to the Internet has been the explosive evolution of the Internet itself, once mostly a tool used by researchers, which has become a cultural crossroad of work, play and social interaction.

Studies and mounting anecdotal evidence now suggest that blacks, even some of those at the lower end of the economic scale, are making significant gains. As a result, organizations that serve African-Americans, as well as companies seeking their business, are increasingly turning to the Internet to reach out to them.

Zero, ninguem lá nos States vai chamar racista ao gajo que escreveu o artigo. É mesmo uma questão cultural. Quando enfias a bola preta estás lixado mas também não andas contente quando o céu está negro

Para complementar eis que me aparece outro artigo também no NY Times e que anuncia que:

Prayers offered by strangers had no effect on the recovery of people who were undergoing heart surgery, a large and long-awaited study has found.

Ora bem, a coisa está negra aqui para os nossos lados… Ao que parece, já nem com a oração nos safamos. Testaram cientificamente o poder da Fé…

Polémicas… Como gosto de polémicas.

Estou a ler três livros ao mesmo tempo. E porquê? Porque quero desesperadamente voltar a ler com o prazer de ler e não só porque preciso (independentemente de precisar de ler para me sentir normal ou para aprender a trabalhar melhor com uma qualquer aplicação). Já troquei o laptop por um dos livros no tempo de viagem entre o deserto e Lisboa. Deixei os outros dois bem à mão cá por casa de forma a que possa tropeçar neles por onde quer que vá. Talvez a altura não seja a melhor tendo em conta todo o trabalho que tenho e alguns outros projectos pessoais em que me queria empenhar mas tem que ser. Há que manter a (dúbia) sanidade mental e para tal há que estabelecer prioridades e interesses. Mais dia menos dia tenho ai a Patricia a falar e a perguntar por este ou por aquele livro dos que estão aqui numa qualquer prateleira e não quero ficar sem saber o que lhe dizer (é uma boa desculpa não?)… Adiante…

O Cego de Sevilha é o que está cá em casa há mais tempo. Encantei-me por Robert Wilson com o seu Último acto em Lisboa e fui na conversa de um livreiro inglês que conheci o ano passado em Nerja. “The best thriller I’ve read in the last year was The blindman of Seville…”. Estava decidido. Comprei o livro assim que cheguei a Lisboa. Ainda não posso falar sobre o mesmo a não ser que o estilo da escrita é aquele que eu já conhecia e que me está a agradar.

A Santa Aliança é história. Na loucura dos Códigos e dos segredos, das conspirações de igrejas e seitas, eis que um autor peruano nos apresenta a história de uma verdadeira instituição, mostrando aquilo que se quis reservado durante vários séculos. Desiludam-se os cépticos. Trata-se de um estudo (e bastante bibliográfico) sobre os serviços secretos do Vaticano, desde a sua criação aos dias de hoje. Por vezes algumas pessoas parecem esqueçer que o Vaticano é um Estado e enquanto tal protege os seus interesses da mesma forma que os outros. Eric Fratinni é já famoso por outras obras que tocam temas sensiveis nomeadamente no campo da fé e da religião tais como Osama bin Laden, la espada de Alá (2001) ou Secretos Vaticanos (2003) e A Santa Aliança vem mostrar uma vez mais o gosto pela investigação deste autor.

Cryptonomicon. O nome é uma referência clara ao Necronomicom um livro inexistente criado nas obras de terror gótico de H.P. Lovecraft. Necronomicom seria assim, o “Livro dos nomes mortos” e por ai poderemos entender a referência à obra de Neal Stephenson que numa tradução livre do Grego seria “O Livro dos nomes escondidos”. Stephenson escreve Cryptonomicon à volta de códigos de encriptação. Viajamos mentalmente entre a Segunda Guerra Mundial e os dias de hoje, mas sempre em volta dos tais códigos. É um technothriller (não me parecendo por enquanto ubbergeek) mas não deixa de ser também, um livro de ficção histórica. Mais uma vez, guardarei os comentários para outra ocasião.

Então mas porque raio estive eu a escrever isto? Não é para dizer o que penso destes livros? Não. Escrevi porque me apeteceu dizer-vos (partindo do pressuposto que alguem chegou até aqui ao fundo) o que estava a ler. Nunca se sabe quando alguem está a ler ou já leu um deles e tem opiniões a dar, ideias a discutir… Ou talvez não tivesse outro assunto hoje.

Battlestar Galactica Season 2 Ep. 20

Acabei neste momento de ver o episódio 20 da segunda season de Battlestar Galactica. A pergunta que se impõe é: Como iremos nós aguentar a espera? Mas porquê só em Outubro??? Sugestões para ocupar o espaço em branco?

E por onde andámos ontem? Se vos disser que perto da meia-noite ouviamos cantos gregorianos no mais emblematico monumento templário de Portugal ? E se vos disser que durante aproximadamente 6 horas, juntamente com algumas dezenas de pessoas, percorremos no Convento de Cristo, caminhos e salas cujas portas raramente se abrem aos visitantes em horario habitual?

Imaginam Guilherme de Baskerville gritando “Adso! Adso!” em desespero ao ver que arde “… a maior biblioteca de toda a Cristandade.”? Pois podem imaginar. E podem ver também. Lembram-se de vos ter falado dos Fatias de Cá? Pois foram eles que representaram o famoso texto de Umberto Eco O Nome da Rosa (se não leram o livro ao menos viram o filme certo?), transformando o Convento de Cristo numa abadia algures em Italia onde misteriosamente frades Beneditinos morriam que nem tordos e onde Franciscanos e Dominicanos (chamados pelos primeiros de Cães do Senhor – Domini Cannis) se reuniram uma noite para, numa farsa monumental, se abrir a porta ao Papa João XXII de forma a que este pudesse (pouco faltou) considerar hereges os seguidores de São Francisco de Assis.

Enquanto isto se passa e Guilherme desvenda o mistério das mortes, somos levados a comer cinco ou seis vezes entre frutos secos, canja e arroz com carne, terminando com bolos vários, fatias de tomar e café. Tudo isto regado a tinto, por vezes quente (e que bom que era), ajudava a (re)criar o ambiente. Tudo, mas tudo bom. Muito bom. Vamos certamente continuar a acompanhar as aventuras de Carlos Carvalheiro e companhia e tentar fazer com que muitos mais amigos nos sigam. Da primeira vez fomos quatro. Desta vez fomos treze. Da próxima quantos iremos?

O Nome da Rosa (The name of the Rose)

O Nome da Rosa
versão teatral a partir do texto de Umberto Eco
Convento de Cristo – Tomar
Domingos às 18h18m
Interdito a menores de 12 anos e a portadores de telemóvel

Da nossa passagem por Tomar há ainda a referir o repasto de almoço tardio que nos foi servido pela Sra. Maria no restaurante “O Petisco”. Os secretos de porco no brasa abundantes e apetitosos, o pão e o vinho da casa (outro jarro e o teatro era logo ali) e os miminhos (tanto doce de ovo meu Deus) a finalizar deixaram-nos com vontade de lá ir provar outras especialidades da casa. A repetir certamente.

O Petisco
Rua Centro Republicano, 105
Telf. 249 324 422
2300 Tomar

Pois que me rendi e também eu passei a fazer colagens num Moleskine. Inspirado por algumas das colagens que vi no grupo Moleskinerie (por sua vez, a partir do site moleskinerie) do Flickr, resolvi deitar cá para fora mais algumas ideias daquelas que aparecem sem quê nem p’ra quê e de uma forma diferente. Se efectivamente é verdade que uma imagem vale mil palavras, e tendo em conta que não preciso explicitar quais são essas mesmas palavras (o que em alguns casos como o mostrado abaixo, me poderiam trazer sérias complicações à vida), aproveito a oportunidade que a liberdade criativa me dá e pimba, cá está ele.

And the oscar goes to: Corporate Donkey!