Sou eu que sou estranho, vivo em terra estranha (faz-me recordar o verbo grokar. Isto diz alguma coisa a algum de vós???) ou pura e simplesmente o resto do mundo que me rodeia vive completamente à parte do mundo em que eu vivo.
Hoje, os meus colegas do lado iam ficando a olhar embasbacados (o que quer que isso signifque) para mim enquanto lhes relatava todo contente, a minha aventura em busca de uma caneta para substituir a Sakura Micron 005 que uso para escrever nos Moleskines.

– Móles quê?
– Moleskines. São estes pequenos cadernos…
– E tú tens uma caneta própria para escrever nisso?
– As Sakura são canetas com tinta de arquivo e sem acido o que contribui para a longevidade da escrita e do papel em si…
– Ya. Pois… E então? Essa já não serve?
– Esta quase a acabar a tinta desta…
– Se quiseres empresto-te uma caneta. Mas é preta. Não há problema pois não?
– Esquece. Obrigado de qualquer forma…

Andei algum tempo em busca da melhor caneta para escrever / Desenhar nos Moleskines. Desde o dia em que comecei a notar a falta de Sakuras nas boas papelarias cá da terra (ainda se encontram mas azuis é quase impossivel) que comecei a temer o momento em que a tinta da minha acabasse. E depois? E se tivesse que recorrer a um marcador Futura??? Alguns dos meus colegas (os tais que referi antes) certamente diriam “E qual era o problema de recorrer a um Futura?” mas estariam a esquecer um dos detalhes essenciais na escolha da caneta: a tinta a ensopar o papel e a passar para a página debaixo. Pior. A tinta a demorar seculos para secar e a ficar colada na página de cima… Mil maneiras de arruinar algo que se quer para sempre ou pelo menos, para muito muito tempo…

Net addicted por escolha própria, e aproveitando o culto Moleskine a minha primeira opção foi mesmo pesquisar na Net. Certamente muita gente já teria tido a mesma dúvida. A resposta foi imediata. Quero dizer, as respostas. Milhares delas e de todo o mundo. Havia no entanto uma caneta que parece recolher consenso: Pilot G2. Relativamente facil de encontrar e agradável de toque. Barata e com tinta de boa fama. Comprei e experimentei. É boa sim senhor mas não serve o meu intento. Utilizar uma Sakura deixou-me hábitos e estes custam a morrer. Para mim o primeiro ponto da lista de requisitos é o traço fino. Pilot 0 – Sakura 1.
Também tenho por hábito o W&R (whrite and run) fechando o Moleskine à pressa e antes que alguem por tal dê já o elástico está no sitio. Outro requisito é secar rápido. Pilot 0 – Sakura 1. A coisa não corria muito bem. Guarda-te ai que já voltamos a conversar. Voltando à papelaria escolho outra Pilot. G-TEC C4. Pouco lhe falta para parecer uma Bic Cristal mas com uma ponta nada normal. Os requisitos acima referidos foram preenchidos ao segundo risco. Estava contente. Estou contente. Voltei à Net. Há mais como eu. Gostam da G-TEC C4. Queixam-se de que há poucas ai pelas outras bandas do Mundo. Já é quase um “luxo europeu”. Escolhi bem. A ver vamos quanto dura.

p.s. Se alguem souber de uma loja europeia que venda online e envie para Portugal Sakuras Micron, avise. Por via das dúvidas ainda quero guardar uma ou duas…

Não que o que escrevo abaixo se aplique única e exclusivamente à escrita manual, de papel e caneta. Mas é particularmente sobre essa que quero escrever e por isso o titulo.

Acabei à pouco de ler o artigo “Who’s Reading Your Moleskine?” no site inkmuse. Lembrou-me todas as interrogações que fui tendo sobre a privacidade das minhas notas pelas largas dezenas de pequenos cadernos e blocos que tenho espalhado ao longo da vida. A grande questão é mesmo se somos sinceros quando escrevemos. Não me refiro aquela carta em que reclamamos a valer por termos 60 contos de gás para pagar (fica para mais tarde) e em que escrevemos com todas as letras e ainda soletramos (para melhor nos entenderem) os nomes feios que lhes queremos chamar. Refiro-me aos cadernos, aos diários, aos guardanapos de café… A todos aqueles pedacitos de papel onde despejamos vivas, ódios e desgostos de amor… E depois? Será que algum dia alguem vai ler isto? Que irão pensar de mim? Terei eu (des)escrito, palavra por palavra, tudo o que me ia no coração quando esperava por uma prenda e recebia outra? Terei aplicado bem a métrica quando despejei a tinta em forma de todas as palavras que queria ter gritado quando não recebi o aumento que esperava? Talvez não não é? Nunca se sabe quando alguem (tipo, quem paga o ordenado) lê por acaso os desabafos de quem cá anda… Tudo isto para dizer que gostei do artigo.

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Num registo diferente, ontem estive todo o dia em formação de uma aplicação que me pareceu bastante agradável: Test Director da Mercury. Trata-se de uma ferramenta para gestão de testes (não de erros como alguns pensam). Com a correcta implementação pode ser bastante útil. Gostei particularmente da forma como está acessivel ao user. Eu que nunca a tinha visto, facilmente me encontrei de imediato a realizar quase todas as operações que poderiam eventualmente interessar quer a um tester quer a um developer… Muito bom. A quem possa interessar a minha opinião: Gostei.

… is here na minha mesa…

Tickets for Depeche Mode in July

Já cá cantam os bilhetes para o concerto a 28 de Julho. Um pequeno detalhe: Na FNAC disseram-me que já não duram dois dias. E eu confio no gajo. Foram avisados ok? Os bilhetes do concerto deste mês foram a minha prenda de aniversário para a Susana no ano passado (lembram-se? Comprei os bilhetes em Maio, assim que sairam). Estes vão ser a prenda deste ano. Não me parece mal. E a ela também não…

Não só eu fiquei na cama toda a santa Quinta-feira como logo na Sexta ficou também a Patricia. Uma gripe p’ra mim, uma gripe p’ra ti, e a vida sorri… Ou pelo menos devia sorrir não fossem todos os Cortigripes e pastilhas de Vitamina C que já meti pela goela abaixo. Garanto que assim que voltar ao serviço, vou ter uma conversinha com a Sra. Enfermeira do posto médico que, ao meu pedido de Cortigripes ou algo parecido, me ofereceu paracetamol em capsulas genéricas dizendo que tomasse duas pois uma só não faria nada. E à minha pergunta sobre para que servia aquilo, tive um categórico “Tem dores? Isso tira as dores.” Na minha modesta opinião deveria ser esta senhora enfermeira a passar-me um justificativo de doença para apresentar ao serviço… Enfim. Eu por mim, estou pronto para outra. Com a Patricia há que ter diferentes cuidados. A ver vamos o que diz o médico hoje.

scene from invasion s01e010

Entretanto, todo este tempo tem servido para me adiantar em algumas séries que teimavam em acumular-se por vários cantos cá da casa. Uma delas foi Invasion. Não vou adiantar muito sobre o tema. Deixo a dica para todos (afortunados) quantos acedem ao Canal Fox. Vós ó sortudos vão começar a ver esta série durante esta semana. Disse-me um passarinho. Olhem para as cores. É ou não é uma verdadeira série de ficção cientifica hein???

scene from invasion s01e011

E eis que mais uma vez estou com uma valente gripalhada. E depois?? Tenho que bater com os costados no escritório à mesma. Mesmo afirmando a pés juntos que, aquilo que tenho hoje para fazer poderia perfeitamente ser feito em casa, no portátil. Isso agora não interessa nada. Os olhos pesam e estão cada vez mais quentinhos… Adeus…

Agora aquilo que interessa: Os Apontamentos (aquela cena ali em baixo, logo a seguir aos posts). Voçês andam a prestar atenção ao que lá se diz??? Acreditem que por lá aparecem verdadeiras pérolas da cultura ocidental (e não só). Que acham? Vale a pena dar-vos a conhecer os ditos ou parece-vos que seja totalmente irrelevante e que os posso guardar só para mim? Opiniões agradecem-se.

E por último uma nota televisiva (mais ou menos). Como já referi antes, o percurso Deserto / Lisboa é feito em transporte amavelmente cedido pel’ O Grupo. E os cerca de 40 minutos de viagem são quase perfeitos para assistir a um episódio de uma qualquer série transmitida na MulaTV. Desta feita trata-se de Surface. Ainda pensei se queria ou não ver esta série. Estava à espera de ver um qualquer Homem da Atlantida a saltar de dentro de agua a qualquer minuto. Ao fim de 5 episódios que já vi, mudei de ideias. Gosto. Ciência, natureza, ficção… Sexy o quanto baste. A acompanhar de futuro.