Revistas de Gajas. Porquê?

February 8, 2010 – 06:18

Porque é que lhes chamam “revistas de gajas” é coisa que nunca irei entender mas adiante, ao assunto que aqui nos traz hoje: A revista Esquire deste mês. Não é a Esquire americana mas a Esquire UK Edition.

Esquire UK The Women we love issue

A Esquire, dizem eles, é uma revista para homens. E homens com alguma pinta. Tipo, homens de bom gosto, por luxos. Por vezes luxos caros, algumas vezes nem por isso (poucas) mas sempre luxos.

Bons gadgets, boas comidas, boas viagens, boas roupas e boas mulheres. Pois, que isso não podia faltar numa revista de gajas, quero dizer, revista para homens.

Apesar de só existir há cerca de 20 anos, a Esquire UK Edition já confirmou que não fica atrás da irmã mais velha (a Esquire americana existe desde 1932) e este mês dá uma vez mais prova disso como seu  “Women we love issue“.

Enquanto a Esquire americana nos brinda com a eleição anual da mulher mais sexy do mundo, a Esquire UK Edition compila-as e apresenta-as num só numero.

Entre fantásticas dicas sobre fatos de bom corte, gabardinas e parkas ou como fazer a mala para viagens de negócios, podemos também encontrar, uma review àquelas que se esperam ser as melhores bandas de 2010, junto com um fantástico artigo, sobre a industria pornográfica da classe média. Que mais pode um homem querer numa revista feita para si?

Bem, temas como, como escolher o diamante certo, como comprar flores para namorada, como consolar uma mulher chorosa ou como “navegar” pelo primeiro encontro, são também bons temas que não ficam mal na bagagem cultural de um cavalheiro. Não é à toa que se enquadram numa secção chamada precisamente “O guia Esquire do cavalheirismo”.

“Epá, mas então isso não é uma revista de gajas? Ainda agora estavas para ali com coisas, da mais sexy, das compiladas e coiso e tal…”.

Certo. The women we love issue. De 1933 a 2010. Todas. Numa só revista, para ler e guardar com carinho.

É claro que, nada do acima foi o verdadeiro motivo que me levou a dar tamanha atenção a este numero da Esquire. O dito está ali na foto, à distancia de uma observação mais atenta. O professor Jorge Rosa de certeza que vai ver logo do que se trata.

Leituras na manhã de Sábado

February 6, 2010 – 11:28



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Saturday morning readings by the pool… Monocle.

Back to O’Gillins…

February 3, 2010 – 23:00



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Old (and good) habits die hard!

Acabado de chegar…

February 3, 2010 – 10:21



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The Physics of Star Trek. Agora só falta ter tempo para o ler… Um destes dias…
A fisica em "Star Trek" vem ajudar a justificar a ideia de que a boa ficção cientifica é baseada em boa ciência.

Aventuras Universitárias

January 29, 2010 – 09:51

Acabou o primeiro semestre. Venha de lá o próximo.

Façamos então uma análise até à data, daquela que posso chamar de “A Grande Aventura Universitária“.

Antes de mais, um esclarecimento sobre o nome. Grande Aventura porquê? O que tem de mais andar na universidade? Bem, ainda que o considere um feito em condições normais (18 anos, acabado o ensino secundário) tenho que lhe (me) dar um valor acrescido quando se resolve ingressar no Ensino Superior Público na casa dos 30’s, mais para os 40’s do que para estes, principalmente quando já se conta com um emprego que nos ocupa quase metade do dia (total e não útil) e, de maior peso em qualquer balança, uma família. Banho de modéstia tomado, continuemos então.

FCSH - Faculdade Ciências Sociais e Humanas

Comecemos pelo tema que, na mente de alguns, estabelecerá a bitola pela qual se medirá o sucesso desta aventura: As notas. Semestre terminado, um 17, um 14, um 13 e dois 10. Ou seja, se a mesquinhez for tamanha que só isso interesse, calem-se lá que o resultado é claro. E posso desde já esclarecer que tenciono fazer melhorias de notas…

Um outro tema que gerou alguma animada discussão entre amigos e conhecidos foi a questão da integração. Não pensei que fosse fácil. Ainda assim, sem medos…

Tenho na grande maioria dos casos, mais 18 anos do que os meus colegas de curso. Sou mais velho que alguns dos meus professores. Ainda assim, a resposta à questão da integração, foi logo de inicio dada pelos meus próprios colegas da FCSH, quando me tornaram resultado de um Quiz do Facebook (“Que caloiro da FCSH és tu?“).

É certo que as noitadas no Bairro, as ganzas na esplanada (ouvi dizer ok?) ou manter um perfil no Hi5 não são bem os meus mundos mas, grosso modo, não me lembro de ter estado sentado à mesa com colegas, onde houvesse algum constrangimento ou falta de tema. Com maior ou menor maturidade (convenhamos, há alguns casos gritantes), as conversas acabam sempre em bom porto.

Por ultimo, nesta breve análise, o tema que me foi referido mais vezes: “Mas que raio vais lá tu aprender? E ainda por cima, em Ciências da Comunicação…”. Tanta coisa…

Só como exemplo, encantei-me por Howard Becker e o seu Outsiders e passei a interessar-me, de forma completamente diferente pelo risco, depois de ler o Risk da Deborah Lupton. A cibernética ganhou um novo significado e os robots nunca mais serão os mesmos depois de ler o The Human Use of Human Beings: Cybernetics and Society do Wiener.

Relembrei Umberto Eco, e  entre paixões, descobri uma imagem de Cristo no Blade Runner (e não é como estão a pensar). Passei a ver as fotografias com outros olhos, depois de ler Walter Benjamin e de conhecer a sua aura. Com Foucault passei a pensar na observação atenta ao invés de só observar e com Adriano Rodrigues voltei a lembrar o valor das histórias de vida. Acham pouco para um semestre? E fica tanto por dizer…

Concluindo, a aventura universitária continua. A minha filha diz-me pela manhã “Boa escola…” logo seguido de um “… e bom trabalho.” . Que melhor incentivo posso querer?