Ofensas nas Redes Sociais

Porque é um tema recorrente e que muito preocupa todos quantos pensam numa presença digital, não posso deixar de aqui focar o tema das ofensas nas redes sociais.

Perguntando ao Google, encontrarão certamente milhares de páginas entre artigos, blog posts, white papers e outros mais, onde o tema das ofensas nas redes sociais é o assunto principal. Numa realidade do instante, onde tudo é tão rápido, por vezes há quem pense que as ofensas nas redes sociais podem passar impunes.

“Ninguém viu”, “Já esqueceram” ou “Não tem likes” são expressões que surgem por vezes perante uma publicação menos própria, não reflectida, ofensiva. Normalmente seguidas de “Dá para apagar?”. Não dá. E esse é efectivamente um dos pontos de valor deste meu post:

Não se apagam as ofensas nas redes sociais.

Apaga-se o tweet, apaga-se o blog post, a publicação no Facebook ou a fotografia do Instagram mas, acreditem, não se apagam as ofensas nas redes sociais. Haverá sempre quem lembre, haverá sempre quem tenha feito o print screen. Quem tenha partilhado, quem tenha feito o retweet.

O outro ponto de valor deste post é dar-vos a conhecer o fantástico Dites-le avec des fleurs. Porque ditas com flores, até as ofensas nas redes sociais se levam de forma diferente.

Não sei se a vossa mãe concordaria (caso conheça a rede social em questão) mas vejam, que quadro lindo não daria esta imagem, para colocar na sala, mesmo ao lado do Menino da Lágrima?

Ofensa nas Redes Sociais Pedro Rebelo

p.s. Eu vi a tua mãe no Tinder. Para bom entendedor, meia palavra basta.

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Sou um Cliente MEO e trago comigo um livro…

Esta manhã, em conversa online com um costumeiro grupo de bons amigos, intervenho sem qualquer razão aparente com um estrondoso “Spooooooooooooorting!“. Assim, com ponto de exclamação e tudo.

Pedro Rebelo MEO

 

Mesmo contando com a referência que fiz nesse mesmo grupo a noite passada, a futebol e ao Sporting, não consegui evitar a estranheza dos participantes na conversa. É certo que não seria essa a minha intenção mas, para efeitos narrativos a frase fica bem aqui.

Resposta imediata de um deles: “Quem és tu e o que fizeste com o Rebelo?

É uma interjeição comum entre nós, perante uma atitude atípica de alguém que o grupo conhece bem, e que de alguma forma funciona como um pedido de explicação ou chamada à realidade. A minha resposta não se fez tardar e como de costume, deixava portas abertas para mais uma animada conversa:

Sou um Cliente MEO e vim do espaço para vos conhecer melhor. Trago comigo um livro e dou um prémio a quem adivinhar o título.

Juntem os pontinhos e digam de vossa justiça. Tudo isto tem um sentido e mais uma vez se comprova que há operadores de TV por cabo e operadores de TV por cabo, há livros e livros, há séries e séries, há amigos e amigos. E eu, digo-vos para além de qualquer dúvida, orgulho-me dos meus.

Basilio e Jorge Rosa, sabendo que para vós é claro, por favor, deixem que pensem.

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Admirável Mundo Novo, ainda os livros

Sim, volto aos livros (aos tais que de uma forma ou outra mudam vidas) e desta feita recordando Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Porquê? Porque haverá sempre quem não perceba certas coisas, haverá sempre quem não queira perceber.

Pedro Rebelo Admirável Mundo Novo

Bem, deixo para tais a mais conseguida das bem-aventuranças (Mateus 5:3 na minha humilde opinião) e continuo com o Admirável Mundo Novo. E não, não me vou alongar em dissertações filosóficas sobre a influência que o livro possa exercer sobre quem o lê. Utopias e Distopias são temas que muito me agradam e sobre os quais tenho opinião formada, amplamente discutida noutros fóruns e que certamente também terão lugar aqui no browserd.com mas, como referi, não será neste post.

O Admirável Mundo Novo vem mais a propósito dos tais pobres no espirito, os que não entendem por não quererem entender.

Por alguma estranha razão, o post que escrevi sobre 10 livros que mudaram a minha vida, parece ter dado a alguns a ideia de que certa vida me terá passado ao lado. Não que me preocupe em demasia com a ideia que das minhas palavras possam fazer os mansos ou mesmo os aflitos, mas sinceramente, não sou de ficar calado, e tal como Aldous Huxley, escrevo por vezes a posteriori palavras que clarifiquem ideias anteriores, mesmo tendo a perfeita noção de que para todos além dos visados, aumento a complexidade do raciocínio inicial. Em abono da verdade, para os visados também mas uma vez mais, com isso não me preocupo em demasia.

Assim, sem mais delongas, e seguindo os conselhos que Aldous nos deixou 14 anos após ter escrito Admirável Mundo Novo, fiquem com “Falhas”, na sua versão original, no album 78/82 dos Xutos & Pontapés, que tantas vezes ouvi quando tudo à volta eram gritos e discussões.

Consigo imaginar sorrisos nos lábios de alguns e outras feições noutros tantos. Agradam-me os primeiros e aos segundos, bem, nas palavras de um famoso talvez Maçon (porque outras ideias já por demais aqui foram expostas), si monumentum requiris, circumspice.

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10 Livros. Podiam ser outros. Ou talvez não.

O Professor Jorge Rosa lançou-me este desafio no Livro das Trombinhas: Listar 10 livros que tenham mudado a minha vida. Ora bem, eu quase sou capaz de afirmar que todos os livros que li mudaram a minha vida mas, como a vida é feita de escolhas, e estas por vezes são limitadas a um determinado numero de opções, aqui fica uma lista de 10 livros, pela ordem em que entraram na minha vida.

Livros Pedro Rebelo

10 livros que mudaram a minha vida

  • Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Aos 13 anos, entre mil heróis desenhados em papel, surge um (ainda hoje a dúvida: Herói? Anti-Herói? Vilão?) que me diz: “My name is Ozymandias, king of kings: Look on my works, ye Mighty, and despair!“. Eu estava conquistado. Quem não estaria?
  • As Minhas Aventuras Na República Portuguesa de Miguel Esteves Cardoso. Na noite em que fiz 15 anos, em 1988, recebi de uma amiga da minha mãe uma prenda sui generis. Uma folha a4, fotocopiada. No titulo podia ler-se “A Aventura dos 15 Anos”. Nessa noite percebi que gostava de ler assim e, mais importante ainda, que queria um dia escrever assim. Dois anos mais tarde comprava o livro. Até hoje, comprei-os todos.
  • Para Além de Bem e Mal de Friedrich Nietzsche, que me trouxe alivio e companhia, afastando ao mesmo tempo uma estranheza imensa, feita revolta, diziam eles, sem sentido.
  • Requiem: uma alucinação de António Tabucchi. Num período complicado (quando não há períodos complicados naquela idade, parece que não se está verdadeiramente a viver a vida) uma amiga ofereceu-me este livro. Juntei-me de novo a Lisboa, voltei a ver o rio que me separava dela não como um obstáculo mas como um caminho a fazer para chegar ao outro lado. Chegado a esta margem passei a sentir cada rua, cada viela, cada tasca como minha, como parte de quem queria ser. Ainda cá vivo. Ainda o leio. Obrigado Karina.
  • The Hacker Crackdown de Bruce Sterling, porque tinha acabado de me ligar à Internet em casa quando me caiu nas mãos e me ajudou a abrir os olhos para ver melhor o futuro que ai vinha, mesmo relatando o recente passado.
  • O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde, por ainda hoje me lembrar que, impotentes perante ela ou únicos senhores capazes de dominar a besta, cabe a nós a decisão.
  • Wilt de Tom Sharpe, porque com ele ri frente a um livro como nunca tinha rido antes e com ele conheci um dos meus autores favoritos.
  • A Pele do Tambor de Arturo Perez-Reverte. Vaticano, computadores, assassinos… A Susana ofereceu-me este livro sabendo que eu iria adorar. Adorei. Porque muito além do thriller de aeroporto, Perez-Reverte (de quem leio quase tudo desde então) mostra nos seus personagens e histórias, um pessimismo que me é familiar e um reconhecimento de que, ainda que assim seja, a vida é para ser vivida.
  • As Flores do Mal de Baudelaire, que me levaram às visões de uma decadência real, que existiu (existirá ainda?) e que o autor (tal como eu também decidi fazer um dia) resolveu aceitar. É uma inevitabilidade. Que seja então. Mas com a consciência de tal, que a aproveitemos da melhor forma.
  • Ficções de Jorge Luis Borges, porque me fez viajar por mundos possíveis como nunca antes as letras tinham conseguido. Porque li cada página como quem estuda um movimento de Xadrez, pensando em tudo quanto virá depois, convencido de que tudo está já escrito (Umberto, diz lá a verdade, era Borges o teu leitor visado não era?).

E vocês? Que livros vos mudaram a vida? Que livros lembram ainda hoje?

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Revistas em papel e os hábitos que se criam

Revistas em papel. Sim, eu ainda compro revistas em papel. Aliás, o conceito de revistas para mim anda em torno desse pequeno detalhe: serem revistas em papel.

Não quero com isto dizer que não seja leitor de outros formatos. Sim, mesmo de revistas noutros formatos. Mas prefiro as revistas em papel.

Quem me conhece sabe bem o quanto gosto deste meio. Ando sempre a ver que coisas novas aparecem por ai, nacionais e estrangeiras. Sou daqueles que chateia os amigos (sim Jorge Oliveira, é contigo mesmo) para os convencer a entrar no mundo das revistas em papel.

Podia falar-vos de uma série delas, que ao longo dos anos foram solidificando esta paixão, da saudosa Revista K até à muito actual OffScreen, passando pelas “bíblias” Wired ou SFX mas, não é disso que vos falo hoje. Hoje passei por aqui só mesmo para deixar a nota de que as revistas em papel trazem com elas hábitos, rituais, que com a continuidade passam a fazer parte de quem nós somos, de como nos identificamos.

Revistas em Papel na Livraria Tema

Vem tudo isto a propósito do momento em que recebo uma mensagem da dona da Livraria Tema nos Restauradores, lembrando-me de que já há 3 meses que não passava por lá… E são tantos, tantos anos a passar por lá.

Tempos houve em que eram 5 ou 6 reservas por mês que lá esperavam por mim… Pois, tempos houve. Tempos mudam. Hoje há duas regulares mas, rara é a vez que por lá passo que não vem também algo de novo. E lá fui eu.

Trouxe para casa o que me estava reservado e ao sair, olho a montra e vejo a The Atlantic deste mês. Que vontade de voltar a entrar. Depois bateu um laivo de bom senso e pensei “Levo aqui as minhas revistas em papel. Desta vez a The Atlantic tem que ficar…”.

Cheguei a casa e fui procurar um numero antigo da The Atlantic que guardo com carinho. E desta vez pensei “Não há revistas como as revistas em papel.”.

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